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sexta-feira, junho 05, 2026

O Cavaleiro dos Sete Reinos


Essa serie foi uma surpresa muito agradável justamente porque comecei a série sem pesquisar praticamente nada sobre a história. Eu realmente não sabia o que esperar, e talvez isso tenha ajudado bastante na experiência.

A primeira coisa que me chamou atenção foi o formato. São apenas seis episódios, relativamente curtos, com duração entre trinta e quarenta minutos, então acaba sendo uma série extremamente fácil de maratonar. Assisti tudo em uma tarde e sinceramente acho que foi a melhor forma possível de ver a série, porque ela mantém o clima e o envolvimento o tempo inteiro sem quebrar o ritmo.

Claro que existe muito de Game of Thrones aqui. Os cenários, as casas, os torneios, os conflitos políticos e toda a atmosfera de Westeros continuam presentes, mas ao mesmo tempo, a série parece muito mais acessível. Os diálogos são menores, mais simples e bem menos complexos do que os da série original. Não existe aquela sensação constante de estar assistindo uma guerra política gigantesca onde cada conversa pode mudar completamente o destino do reino.

E talvez essa seja justamente a maior diferença da série, O Cavaleiro dos Sete Reinos é muito mais leve, tanto na construção da história quanto nos próprios personagens. Existe menos brutalidade, menos violência extrema e menos aquela tensão sufocante que marcou Game of Thrones e até House of the Dragon. Aqui o foco parece muito mais voltado para aventura, amizade, honra e pequenas jornadas pessoais.

A relação entre Dunk e Egg ajuda muito nisso. Os dois têm uma dinâmica extremamente carismática e acabam carregando a série nas costas. Existe uma simplicidade ali que faz muito bem ao universo de Westeros, porque pela primeira vez parece que estamos acompanhando pessoas mais humanas e menos figuras quase mitológicas disputando o poder absoluto.

E mesmo sendo uma história menor, a série continua expandindo bastante a lore do universo criado por George R. R. Martin. Inclusive, uma das coisas mais legais foi perceber depois quantas conexões existem entre essa história e os eventos futuros de Game of Thrones.

Agora fico ainda mais animado para o retorno de House of the Dragon, que começa sua terceira temporada esse mes. Rever esse universo sempre acaba despertando aquela vontade de mergulhar novamente em Westeros. E depois de assistir a série inteira, fiquei com muita curiosidade de pesquisar melhor em qual momento histórico exatamente ela se encaixa dentro da cronologia completa. Quanto mais você conhece esse universo, mais percebe o tamanho absurdo da história criada por George R. R. Martin.

O Cavaleiros dos Sete Reinos está disponível na HBO MAX.

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quarta-feira, junho 03, 2026

Anaconda 2025


Anaconda é aquele tipo de filme que entende perfeitamente o que quer ser. Em nenhum momento ele tenta virar um terror psicológico profundo ou algo extremamente sério. Pelo contrário, o filme abraça totalmente a ideia de aventura exagerada, humor e nostalgia de sessão da tarde e funciona muito bem assim.

Os sustos estão lá, claro. Tem algumas cenas envolvendo a anaconda que conseguem gerar tensão e até pegar o espectador desprevenido, mas o foco aqui definitivamente não é o terror. O clima é muito mais próximo de uma aventura caótica misturada com comédia, quase como aqueles filmes dos anos 90 e começo dos anos 2000 que passavam toda semana na televisão.

E a química entre Paul Rudd e Jack Black ajuda absurdamente nisso, pois dois juntos funcionam muito bem. Existe uma energia meio improvisada, divertida e completamente sem vergonha de parecer absurda em vários momentos. Você percebe que o filme sabe exatamente o quão maluco ele é. A própria premissa já entrega isso, um grupo de amigos resolve fazer um remake de Anaconda e acaba entrando numa situação muito mais perigosa do que imaginava. E o roteiro brinca bastante com essa metalinguagem, quase zombando da própria franquia enquanto homenageia os filmes antigos.

Outro detalhe legal são as participações especiais de Ice Cube e Jennifer Lopez, que servem como um aceno divertido para quem cresceu assistindo ao filme clássico. Se não me engano, Anaconda foi o primeiro filme que vi no cinema. Se não foi o primeiro, foi um dos primeiros, juntamente com O Rei Leão e Jurassic Park.

E claro, preciso comentar do Selton Mello. Ele aparece pouco, mas só o fato de ter um brasileiro no meio daquele elenco já é algo muito bacana de ver. Acaba sendo uma participação pequena, mas marcante, queria muito ter visto a atuação dele por mais minutos no filme.

Anaconda não é um filme que tenta reinventar nada, e talvez justamente por isso ele funcione tão bem. É diversão pura, exagerada, despretensiosa e consciente do próprio absurdo. Um daqueles filmes perfeitos para assistir sem esperar profundidade, apenas querendo se divertir vendo pessoas correndo desesperadas de uma cobra gigantesca enquanto piadas e caos acontecem ao mesmo tempo.

Anaconda está disponivel na HBO MAX.