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quarta-feira, setembro 23, 2026

BATMAN HUSH - HQ

 


VIDEO COMPLETO 

Batman: Hush | Graphic Novel

Hoje é dia de falar de uma das histórias mais conhecidas do Batman: Hush.

Além de uma história cheia de mistério, ação e personagens clássicos do universo do Batman, essa HQ também é um espetáculo visual. Então, neste vídeo, vou mostrar um pouco da edição, algumas páginas, posters e imagens que achei simplesmente fantásticas.

Cuidado com os Spoilers, é claro. A ideia aqui é compartilhar minha experiência com a leitura e mostrar por que essa HQ me chamou tanto a atenção.

📚 Clube do Livro | Multiverso do Kaka


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quinta-feira, janeiro 15, 2026

Guerras Secretas - 1984


Guerras Secretas é uma daquelas histórias que todo fã da Marvel acaba lendo mais pela fama do que pela promessa de uma grande narrativa. Ela é importante, histórica, marcou época e mudou coisas fundamentais no universo Marvel, mas relendo hoje fica claro que o peso histórico não se traduz, necessariamente, em uma boa história.

Parte disso se explica pela própria origem do projeto. Guerras Secretas foi encomendada para a criação e venda de action figures. A ideia veio do departamento comercial, e o roteiro precisou se adaptar a isso. Era necessário colocar o máximo possível de heróis e vilões juntos, em um mesmo cenário, lutando entre si. O resultado é uma história que parece muito mais uma grande arena de batalha do que uma narrativa bem construída, o que ajuda a entender a simplicidade do enredo e a previsibilidade dos conflitos.

A premissa é direta ao extremo quando heróis e vilões são levados para um planeta artificial, precisam lutar, e o vencedor teria seus desejos atendidos. Não há grandes reviravoltas, nem camadas morais mais profundas. Os vilões são chatos e previsíveis, mas cumprem sua função básica de gerar confrontos, porem, eles não empolgam, mas são necessários para movimentar a trama.

Um dos pontos mais frustrantes da leitura é o tratamento dado ao Beyonder. Muito se falou dele na divulgação da época, foram lançados bonecos e criado todo um mistério em torno da entidade, mas, na prática, ele quase não aparece de forma ativa na história. O Beyonder funciona mais como um conceito abstrato, uma força observadora que manipula o tabuleiro à distância. A Marvel só viria a desenvolver o personagem de maneira mais concreta em histórias posteriores. Isso cria um descompasso claro entre o que foi vendido no marketing e o que o roteiro entrega, o que gera uma sensação legítima de frustração.

O final da história segue essa mesma linha de decepção. Tudo se resolve de maneira rápida, simples e até estranha. O Beyonder recuperar seus poderes era algo esperado, mas a forma como isso acontece carece de impacto. A sensação é de encerramento apressado, sem um clímax realmente marcante.

A arte também reflete o período em que a HQ foi produzida. Os desenhos são simples, funcionais e claramente datados. Não chegam a comprometer a leitura, mas também não impressionam. Dentro do contexto de 1984, cumprem seu papel, mas estão longe de serem memoráveis.

Entre os pontos positivos, o grande destaque vai para o Capitão América. A liderança dele é impecável do início ao fim. Ele toma decisões difíceis, assume responsabilidades e enfrenta um destino praticamente onipotente sozinho, sem discurso vazio ou heroísmo exagerado. Ele simplesmente faz o que precisa ser feito. É o tipo de atuação que reforça por que ele é um dos pilares morais do universo Marvel.

Reed Richards também rouba a cena em diversos momentos. Inteligente, estratégico e racional, ele deixa claro por que é o líder natural do Quarteto Fantástico. Sempre que Reed e Capitão América estão em evidência, a história ganha outro nível. Fica evidente que eles não são líderes por acaso, mas porque entendem o jogo melhor do que todos ao redor.

O surgimento do uniforme negro do Homem-Aranha, apesar de icônico historicamente, é narrativamente fraco. Não há impacto emocional nem grande construção. O uniforme surge de forma quase banal, quando Peter Parker manda fazer outro na máquina errada apenas porque seu traje havia sido danificado. Ai ele recebeu o simbionte sem querer. O peso simbólico desse uniforme só seria explorado de verdade em histórias posteriores. Obs: nós sabemos que é o simbionte, na historia, não existe nada disso, nenhuma referencia do que realmente aconteceu.

A participação dos X-Men também causa estranhamento. A falta de ação e negligencia  inicial do grupo e a aliança com Magneto são pouco explicadas e carecem de coerência. Fica a sensação de que suas ações foram definidas mais por conveniência de roteiro do que por motivações bem trabalhadas. Xavier negou ajuda aos Vingadores simplesmente porque quis.

A presença de Galactus ajuda a reforçar o clima de guerra total e de mundo hostil, no qual ninguém está realmente seguro. Esse aspecto funciona bem e contribui para a sensação de conflito em larga escala. Um detalhe importante, muitas vezes ignorado, é o papel da alienígena Zsaji. Sem ela, os heróis simplesmente teriam perdido. Ela cura diversos personagens ao longo da história e, no final, sacrifica a própria vida para salvá-los. É um sacrifício silencioso, pouco celebrado, mas absolutamente decisivo para o desfecho.

Outro ponto que chama atenção é o uso completamente irregular de personagens, como a Mulher-Aranha e o Homem de Gelo. A Mulher-Aranha simplesmente aparece no Mundo Bélico usando um uniforme negro, extremamente forte, participando dos conflitos como se sempre tivesse estado ali, sem qualquer explicação prévia ou contextualização mínima. Nenhum herói a conhecia e ela foi trazida pra muvuca aleatoriamente. Ela surge do nada, age como peça importante em alguns momentos e pronto, o leitor que aceite. 

Já o caso do Homem de Gelo é ainda mais estranho. Diferente de outros personagens esquecidos pelo roteiro, ele nem sequer foi teletransportado para o Mundo Bélico. Ele simplesmente não faz parte da história, não aparece, não é citado e não tem qualquer participação. Ainda assim, ganhou action figure vinculada a Guerras Secretas, o que deixa claro que não se trata de uma falha narrativa pontual, mas de uma decisão puramente comercial. A linha de brinquedos precisava representar o “universo Marvel” como um todo, independentemente da coerência interna da HQ. Esses exemplos deixam evidente como o evento priorizou a vitrine de personagens em detrimento de uma construção narrativa consistente, reforçando a sensação de que a história foi moldada mais para o marketing do que para o roteiro. Obs: eu comprei essa versão do homem de gelo, é maravilhosa e no encarte esta escrito que ele tem participação na historia porem ele não esta la. Ate agora to sem entender.

No fim das contas, Guerras Secretas é mais importante pelo que representou e pelo que gerou depois do que pela história que conta. Como marco histórico, é fundamental. Como narrativa, é fraca e simplista. Por isso, a nota final fica em 3,5 de 5, não por causa da arte, mas principalmente pelo roteiro raso e pelo desfecho estranho e decepcionante e pequenas falhas.

Vale a leitura pelo contexto e pela importância histórica, mas é bom ajustar as expectativas. É um clássico, sem dúvida. Uma grande história, nem tanto.

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terça-feira, julho 08, 2025

Fortaleza da Solidão


No embalo da semana de estreia do novo filme do Superman, o Multiverso do Kaka abre as portas de gelo e memória para falar de um dos locais mais emblemáticos da cultura pop: a Fortaleza da Solidão. Prepare-se, porque esse é só o começo de uma série de postagens dedicadas ao azulão. O mito, o símbolo, o último filho de Krypton.

A Fortaleza da Solidão nunca foi só um esconderijo. Nem um “QG de herói”. Desde sua primeira aparição nos quadrinhos, ela carrega um peso simbólico que poucos lugares fictícios conseguem sustentar, sendo um elo entre dois mundos. É a fronteira entre o que Kal-El foi e o que Clark Kent tenta ser. Um espaço onde a nostalgia de Krypton e o peso do legado alienígena colidem com o silêncio gélido da Terra.

Já foi retratada de várias formas, de um castelo de cristal nas montanhas geladas a uma estrutura quase tecnológica flutuante em animações futuristas. No cinema, o cristal é o que mais marcou. Richard Donner fez dela um templo, um monumento ao passado de um mundo extinto. A versão de Zack Snyder seguiu um caminho mais militarizado e tecnológico. Já nas animações, como a da Liga da Justiça ou Superman: The Animated Series, ela varia entre laboratório, museu e até zoológico cósmico. Mas em todas as versões, uma verdade se mantém ali, o Superman está só.

E é nessa solidão que ele se conecta com quem realmente é. Ali, longe do barulho de Metrópolis, ele se permite ser Kal-El. Conversar com projeções de Jor-El, aprender sobre culturas perdidas, manter viva uma herança que ninguém mais no universo pode carregar. A Fortaleza é um refúgio mas também é um lembrete que não importa o quanto ele se esforce para ser humano, ele veio de outro lugar. E carrega esse outro lugar dentro dele.

Mais do que um local físico, a Fortaleza da Solidão é uma manifestação da dualidade que define o Superman. Não se trata apenas de lutar pela verdade e justiça. Trata-se de ser o último guardião de um legado extinto, de proteger não só a Terra, mas também as memórias de um povo que já não existe.

E se você parar pra pensar, aquela inteligência artificial que governa a Fortaleza, geralmente uma projeção de Jor-El, não é apenas um assistente. É praticamente uma extensão da mente kryptoniana. É um eco da ciência de Krypton, um conselheiro, um banco de dados emocional, quase um pai recriado em dados e luz. É o que ajuda Kal-El a não esquecer e o que o impede de se perder.

Brainiac, em sua forma mais pura, é a ameaça definitiva à memória. Um vilão que não destrói por prazer, mas por lógica. Para ele, preservar é o mesmo que aprisionar. Conhecimento só tem valor quando está sob seu controle absoluto. É por isso que a Fortaleza da Solidão, com todos os seus cristais de memória e ecos do passado kryptoniano, representa um alvo. Não apenas um banco de dados, mas uma rebelião contra sua filosofia de dominação. Enquanto a Fortaleza honra, Brainiac arquiva. Enquanto ela guarda para lembrar, ele engarrafa para possuir. É o confronto entre o guardião e o colecionador.

Já Lex Luthor enxerga a Fortaleza com outros olhos, os de um homem que não suporta a ideia de algo ou alguém estar acima dele. Ao longo das décadas, ele tentou invadir, sabotar, desmontar ou até usar a tecnologia da Fortaleza contra o próprio Superman. Mas sua motivação não é cósmica, e sim profundamente humana. Orgulho. 

Para Luthor, a existência da Fortaleza é uma afronta. Um lembrete de que, por mais genial que seja, sempre haverá algo que ele não pode controlar. Se Brainiac representa o perigo da razão fria, Lex é o aviso sobre o que acontece quando o ego humano encontra poder demais. Ambos ameaçam a Fortaleza por razões distintas, mas com um mesmo resultado, mostrar que até o último refúgio do Superman pode sangrar.

A Fortaleza da Solidão, no fundo, é o lugar onde o Superman vai pra lembrar quem ele é e pra garantir que o mundo também não esqueça.




quarta-feira, abril 23, 2025

Sue Storm e Namor: rolou ou não rolou?

Vamos falar de uma fofoca interdimensional das boas?

Não é de hoje que o tal do Namor, o príncipe de sunga e sobrancelha afiada, anda jogando charme pra cima da Mulher Invisível. E não é só charme, não, o cara literalmente invade a superfície, desafia o Quarteto Fantástico, declara guerra e amor no mesmo fôlego. Tudo isso por quem? Sue Storm, a heroína mais desejada do oceano e da superfície.

E você aí achando que só o Reed Richards era complicado.

A verdade é que o relacionamento de Sue com o Senhor Fantástico é, digamos… cheio de pausas dramáticas. Reed vive enterrado nos próprios experimentos, no multiverso, na própria arrogância. Enquanto isso, Namor chega todo molhado, oferecendo um reino submarino e atenção 100% integral. Quem nunca caiu numa cilada dessas, né?

O flerte começou lá nos anos 60, nas primeiras edições do Quarteto Fantástico, quando Namor surge como um anti-herói com pinta de rei grego e intenções nem tão nobres assim. Ele não escondia: queria a Sue. E não era só “te acho bonita”, era do tipo “larga tudo e vem ser minha rainha de Atlântida”. Descarado? Talvez. Persistente? Com certeza. Charmoso? Pergunta pra Sue.

Só que a nossa Mulher Invisível nunca atravessou a linha. Ela se sentia balançada, sim. Não vou mentir, já teve aquele olhar demorado, aquela hesitação clássica de quem pensa “e se?”. Mas no final das contas, ela sempre voltou pro Reed. Mesmo com o ego inflado. Mesmo com o laboratório cheio de máquinas que ninguém entende. Mesmo com zero tempo pra um jantar romântico.

Mas e beijo? E rolo? E affair escondido nas profundezas?

Não. Nunca rolou oficialmente.

Mas o “quase” foi tão forte, tão intenso, que até hoje o povo discute. Inclusive, em universos paralelos e realidades alternativas, Sue e Namor já foram casal, sim. E pasme: até funcionavam. Só que aí já é fanfic oficial da Marvel.

No fundo, Namor ficou pra história como o maior crush não concretizado da Casa das Ideias. E Sue? Seguiu sendo uma das personagens mais humanas, contraditórias e interessantes da editora. Dividida entre a razão e a emoção, entre o laboratório seco do Reed e os mergulhos perigosos com o Príncipe Submarino.

E você?
Team Reed ou Team Namor?
Ou só quer ver o circo cósmico pegar fogo? 

Até a próxima!

sábado, março 29, 2025

A Queda De Murdock

A Queda de Murdock
Frank Miller
David Mazzucchelli

Se existe uma história definitiva do Demolidor, um arco que elevou o herói ao panteão das maiores tragédias dos quadrinhos, essa história é A Queda de Murdock. Escrita por Frank Miller e ilustrada por David Mazzucchelli, essa saga publicada entre Daredevil #227 e #233 (1986) é um dos maiores exemplos de como a desconstrução de um herói pode ser tão impactante quanto sua ascensão.

Frank Miller já havia revolucionado o Demolidor nos anos anteriores, trazendo um tom mais sombrio e violento ao herói. Com A Queda de Murdock, ele não apenas consolidou sua marca no personagem como entregou uma das maiores narrativas já feitas nos quadrinhos. Mazzucchelli, por sua vez, trouxe uma arte que transita entre o realismo e a estilização noir, carregando a história de peso dramático e emoção crua. A dupla repetiria a parceria em Batman: Ano Um, outro clássico absoluto.

O enredo de A Queda de Murdock gira em torno de um dos maiores pesadelos de qualquer herói: perder tudo. A história começa quando Wilson Fisk, o Rei do Crime, descobre a identidade secreta do Demolidor e decide destruir Matt Murdock meticulosamente, sem levantar um dedo. Ele manipula a vida do advogado/herói nos bastidores, fazendo com que ele perca sua carreira, seu apartamento, sua sanidade e sua esperança. A desconstrução psicológica de Matt é brutal e angustiante, culminando em momentos de desespero que fazem o leitor sentir cada golpe emocional.

Um dos gatilhos para a queda de Matt é a traição de Karen Page, sua ex-namorada, que vende sua identidade secreta em um momento de desespero para obter drogas. Essa decisão tem consequências devastadoras e serve como um retrato cruel da vulnerabilidade humana. Fisk, por sua vez, não precisa de superpoderes para derrotar Murdock. Ele usa sua influência para arruinar sua vida financeira, manchar sua reputação e isolá-lo completamente. É um jogo de xadrez mortal, onde cada peça é movida com precisão cirúrgica.

Sem dinheiro, sem casa e desacreditado por todos, Matt Murdock enfrenta um verdadeiro inferno pessoal. Sua paranoia cresce, sua saúde mental se deteriora e até mesmo seus aliados mais próximos parecem distantes ou impotentes diante de sua queda. Ele chega ao fundo do poço, vagando sem rumo pelas ruas de Nova York, antes de encontrar uma improvável redenção. No entanto, o que torna essa história tão impactante não é apenas a destruição de Matt, mas sua resiliência. Mesmo após perder tudo, ele se reergue, demonstrando que sua verdadeira força nunca esteve em seu uniforme ou em suas habilidades, mas sim em sua determinação inabalável.

Mesmo após ser esmagado psicologicamente, Murdock se reergue, reconstrói sua vida e, de maneira simbólica, renasce. Esse arco de destruição e redenção é um dos mais bem trabalhados nos quadrinhos. O desfecho com o embate final entre Murdock e Fisk não é apenas uma briga entre herói e vilão, mas um confronto de ideologias e resiliência.

As tragédias que cercam Matt Murdock fazem dele um dos personagens mais humanos da Marvel. Sua vida é marcada por perdas, traições e desafios constantes, o que ressoa com qualquer pessoa que já enfrentou momentos difíceis. Assim como Matt, muitas vezes nos vemos no fundo do poço, traídos por aqueles em quem confiamos ou esmagados por circunstâncias fora do nosso controle. No entanto, a grande mensagem de sua história não está na dor, mas na capacidade de seguir em frente, encontrar forças onde parece não haver nenhuma e, acima de tudo, continuar lutando.

Para concluir essa trajetória de queda e redenção, os Vingadores entram em cena, com destaque para o Capitão América. Steve Rogers, que sempre representou justiça e honra, percebe que algo está errado e, ao investigar, descobre o impacto devastador que o Rei do Crime teve sobre Matt. Ele intervém no momento certo, ajudando a expor as maquinações de Fisk e a limpar o nome de Murdock. Sua presença não apenas reforça a gravidade da situação, mas também simboliza a esperança de que, mesmo diante da corrupção e da destruição, ainda há espaço para a justiça prevalecer. A participação dos Vingadores, embora breve, marca um momento crucial na história, mostrando que Matt não está completamente sozinho e que, apesar de tudo, ele ainda tem aliados que acreditam nele.

Essa história redefiniu o Demolidor para sempre. Depois dela, o personagem nunca mais foi o mesmo, e sua abordagem nos quadrinhos passou a ser ainda mais adulta e complexa. A Queda de Murdock influenciou diretamente a série da Netflix, especialmente em seu terceiro ano, e continua sendo uma das narrativas mais aclamadas da Marvel. Leitura obrigatória para os fãs do Demolidor, esse arco mergulha fundo no psicológico do herói, explorando o peso das derrotas e a força necessária para seguir em frente.

Impossível não ser fã desse personagem. Até a próxima.



sexta-feira, março 07, 2025

Demolidor - O Homem Sem Medo

O Homem Sem Medo: A Origem Definitiva do Demolidor
Frank Miller
John Romita Jr

Quando se fala na origem do Demolidor, poucos materiais são tão impactantes e definitivos quanto O Homem Sem Medo. Escrita por Frank Miller e ilustrada por John Romita Jr., essa minissérie publicada em 1993 reconta a história de Matt Murdock desde sua infância até sua transformação no vigilante de Hell’s Kitchen. Com uma abordagem mais crua e realista, essa obra estabelece as bases do personagem de maneira brutal e inesquecível.

Frank Miller já havia redefinido o Demolidor nos anos 80, mas aqui ele mergulha ainda mais fundo na psique de Matt. Acompanhamos sua infância difícil ao lado de seu pai, Jack Murdock, um boxeador decadente que tenta ensinar valores ao filho enquanto enfrenta dificuldades financeiras e envolvimento com o crime. A tragédia que define a vida de Matt é recontada com intensidade: após salvar um homem cego de ser atropelado, o jovem sofre um acidente com produtos químicos que o deixam cego, mas ampliam seus outros sentidos a um nível sobre-humano.

A partir daí, a história segue a jornada de Matt como um garoto problemático, lidando com raiva e violência enquanto descobre suas novas habilidades. Sua relação com Stick, o mentor enigmático que o ensina a dominar seus sentidos, é essencial para sua formação. Diferente de outras versões da origem, aqui Matt é retratado de maneira mais agressiva e impulsiva, muito distante da figura de um herói tradicional.

Outro ponto alto da história é a presença de Elektra, que surge como um amor proibido na juventude de Matt. A relação dos dois é intensa e trágica, moldando a visão de mundo do protagonista. Enquanto Matt tenta seguir um caminho de justiça, Elektra abraça sua natureza violenta, criando um contraste que será explorado ao longo de toda a mitologia do personagem.

O clímax da minissérie é brutal e marca a transição de Matt para o Demolidor. Enfrentando mafiosos, corruptos e criminosos, ele abraça seu papel como protetor de Hell’s Kitchen. A jornada de um garoto marcado pela dor até se tornar um vigilante incansável é contada com a maestria de Miller e a arte impactante de Romita Jr., que entrega cenas de ação viscerais e uma ambientação sombria e opressiva.

O que torna O Homem Sem Medo tão especial é sua abordagem crua e humana do personagem. Matt Murdock não se torna um herói porque quer, mas porque não consegue evitar. Ele luta contra sua própria fúria, contra as perdas que sofreu e contra o destino cruel que lhe foi imposto. Assim como na vida real, ele é moldado por suas tragédias e encontra propósito na dor, tornando-se um dos heróis mais humanos da Marvel.

Essa minissérie é leitura obrigatória para qualquer fã do Demolidor. Além de ser a versão definitiva de sua origem, influenciou diretamente a série da Netflix e continua sendo referência para qualquer história do personagem. Miller e Romita Jr. entregam uma obra-prima que não apenas reconta o início de um herói, mas disseca a alma de um homem que nunca teve outra escolha senão lutar.

Não sei se já mencionei isso por aqui, mas o Demolidor é meu herói favorito da Marvel. Nunca divulguei muito esse fato, mas ele é o personagem de quem mais tenho HQs, ao lado do Homem-Aranha e do Batman. Fazer resenhas sobre ele é um prazer imenso, tanto pelo ato de escrever quanto pela leitura em si. No Instagram do Multiverso do Kaka, também há várias fotos do personagem e das minhas action figures dele. Estou muito animado com a continuação da série no Disney+, ainda mais sabendo que mantiveram os mesmos atores e que finalmente o integraram ao universo dos filmes. Em breve, trarei mais resenhas dos quadrinhos do Demolidor (tenho um monte e pretendo falar de todos), além de um post sobre os episódios da nova série.

Veremos muito Demolidor por aqui;
Até a próxima!

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terça-feira, fevereiro 11, 2025

Grandes Astros Superman

Grandes Astros Superman 
Roteiros: Grant Morrison, 
Ilustrações: Frank Quitely, 
Arte-final e Cores Digitais: Jamie Grant

"...Se Mede Alguém Não Pelo Que Ele Diz, Mas Pelo Que Faz.!

Publicado originalmente entre 2005 e 2008, Grandes Astros Superman (ou All-Star Superman, no original) é uma das histórias mais icônicas do Homem de Aço, escrita por Grant Morrison e ilustrada por Frank Quitely. A versão que tenho em mãos foi publicada em 2012 aqui no brasil pela Panini, com capa dura, rica em detalhes e extras no final do livro.

A proposta da HQ é oferecer uma versão definitiva do Superman, uma síntese de tudo que o personagem representa, sem estar atrelada à cronologia convencional da DC Comics. O resultado é uma obra que mistura nostalgia, inovação e uma visão mitológica do herói.

O enredo parte de uma premissa simples, mas poderosa: após uma armadilha de Lex Luthor, Superman absorve uma quantidade excessiva de radiação solar, o que amplia ainda mais seus poderes, mas também o condena à morte. Com o tempo limitado, ele decide resolver todas as suas pendências e deixar um legado definitivo para a humanidade. A narrativa se estrutura em doze capítulos que funcionam quase como contos individuais, cada um trazendo desafios e momentos emblemáticos para o personagem.

A força da história está na forma como Morrison capta a essência do Superman e a apresenta de maneira quase poética. Ao invés de um enfoque convencional em batalhas e ameaças cósmicas (embora elas estejam presentes), a HQ explora o lado humano do personagem. Vemos um Superman mais reflexivo, lidando com seu destino de maneira serena e altruísta, seja ao revelar sua identidade secreta para Lois Lane e oferecer a ela um dia como uma super-heroína, seja ao enfrentar Luthor pela última vez.

Apesar de todas as suas qualidades, Grandes Astros Superman não é uma HQ perfeita. A narrativa fragmentada pode parecer desconexa em alguns momentos, e há capítulos que não são tão impactantes quanto outros. Além disso, Morrison, conhecido por seu estilo experimental, insere conceitos e personagens que podem parecer aleatórios ou difíceis de entender para leitores menos familiarizados com a mitologia do Superman. Para quem espera uma trama linear e convencional, a estrutura pode parecer confusa ou até arrastada em vários momentos.

Ao final, quando ele parte para o sol para concluir sua jornada, a sensação é de que presenciamos a despedida definitiva do herói, mas também a reafirmação de que ele sempre retornará. É uma homenagem que consegue ser ao mesmo tempo épica e intimista, respeitando o legado do personagem sem precisar reinventá-lo completamente.

Sempre defendi as histórias do Superman e admiro o trabalho de Grant Morrison, mas, sinceramente, All-Star Superman não está entre as minhas favoritas. Apesar de ser amplamente reconhecida como uma das melhores histórias do herói e oferecer uma visão definitiva do personagem, a obra não me conquistou. 

Grandes Astros Superman é uma leitura que, para muitos, pode ser vista como essencial, especialmente para os fãs mais radicais do herói. No entanto, para quem procura algo além das fórmulas típicas dos quadrinhos de super-heróis, a história oferece uma abordagem diferente, mas que pode deixar a desejar em vários aspectos. Embora não seja um trabalho perfeito, apresenta uma versão do Superman que reforça sua maior força não nos poderes, mas na sua fé inabalável na humanidade. A execução pode ser questionável, mas a ideia central tem sua importância.


Para finalizar, meu principal motivo para ter lido essa HQ foi o rumor de que o novo filme do Superman poderia se basear nela. Sinceramente, espero que isso não aconteça, pois a história apresenta uma visão distorcida da linha do tempo do herói e o coloca nos seus últimos dias de vida. Com o reboot da DC nos cinemas, é bem improvável que sequer façam referência a essa trama, já que não faz o menor sentido incorporar nem 5% dela nas telonas. 

Por enquanto é só, obrigado pela presença, é sempre ótimo te ver por aqui.
Até breve!

OBS: A titulo de citação, "Superman Paz Na Terra" é pra mim o melhor roteiro já criado para o Homem de Aço. Esse sim retrata o que o herói representa.

quarta-feira, setembro 11, 2024

Quem é o Dr Destino no Universo Marvel ? (Dr Doom)

Doutor Destino, conhecido como Dr. Doom, é um dos vilões mais icônicos da Marvel Comics, sendo o principal antagonista do Quarteto Fantástico. Criado por Stan Lee e Jack Kirby, ele fez sua estreia em Fantastic Four #5 em 1962. Seu nome verdadeiro é Victor Von Doom, e sua trajetória é marcada por uma combinação de tragédia pessoal, brilhantismo científico e ambição descontrolada.

Nascido em Latvéria, um país fictício, Doom cresceu em meio à dor de perder sua mãe, uma feiticeira, para forças demoníacas. Esse evento foi o ponto de partida para sua busca implacável por poder, tanto tecnológico quanto místico, numa tentativa de vingar-se e libertar sua mãe.

Victor Von Doom não é apenas um vilão com sede de poder; ele se considera um governante benevolente e vê a si mesmo como o único capaz de trazer ordem ao caos do mundo. Em Latvéria, onde governa com mão de ferro, Doom é temido, mas seu povo também prospera sob seu regime. Esse contraste entre sua tirania e seu intelecto brilhante o torna um dos personagens mais complexos da Marvel. Além de sua mente afiada, Doom é um dos poucos personagens que dominam tanto a ciência quanto a magia, o que o coloca em uma categoria única de adversários.

Entre suas principais histórias, destacam-se algumas das sagas mais icônicas dos quadrinhos da Marvel. Em "Guerras Secretas", Doom chega ao ápice de seu poder ao derrotar os maiores heróis da Terra e, inclusive, roubar o poder do Beyonder, uma entidade cósmica. Outro grande momento é "Triunfo e Tormento", onde ele se alia ao Doutor Estranho em uma tentativa de resgatar a alma de sua mãe das garras de Mefisto. Essa história destaca o lado mais humano e vulnerável de Doom, mostrando que, por trás de sua armadura, há um homem que carrega cicatrizes profundas de sua infância e de suas escolhas.

Seus inimigos mais notáveis são o Quarteto Fantástico, com uma rivalidade especial com Reed Richards, o Senhor Fantástico. Doom sempre acreditou ser superior a Richards, tanto em intelecto quanto em habilidades, e essa competição permeia muitos dos confrontos entre os dois. Além disso, Doom já entrou em conflito com uma vasta gama de heróis da Marvel, incluindo os Vingadores, Homem de Ferro, Doutor Estranho e Pantera Negra.

Nos cinemas, Doutor Destino já teve várias representações, começando pela obscura adaptação de 1994, dirigida por Roger Corman. O filme do Quarteto Fantástico de 1994 nunca foi lançado oficialmente, sendo produzido às pressas e com um orçamento extremamente baixo apenas para que a produtora mantivesse os direitos sobre os personagens. Nessa versão, Doom, interpretado por Joseph Culp, aparece com sua armadura clássica, mas os efeitos visuais e a produção limitada deixaram muito a desejar. O filme acabou ganhando status de "cult" entre os fãs, mas é lembrado como uma das adaptações mais fracas de personagens de quadrinhos, especialmente para quem esperava uma versão mais ameaçadora de Doom.

Em 2005, Julian McMahon interpretou o personagem no filme do Quarteto Fantástico, que foi uma produção de maior orçamento. Nessa versão, Doom é retratado como um empresário poderoso que adquire habilidades sobre-humanas após uma exposição cósmica. Embora a performance de McMahon tenha alguns momentos memoráveis, o filme e sua interpretação de Doom foram criticados por se afastarem da essência do personagem dos quadrinhos. 

Em 2015, Toby Kebbell assumiu o papel no reboot Quarteto Fantástico, mas o filme foi um fracasso de crítica e público, sendo amplamente criticado pela maneira como Doom foi representado como um programador antissocial, sem o peso e a profundidade que o personagem exige.

Com a compra da 20th Century Fox pela Disney, há grande expectativa para que o Marvel Studios finalmente traga uma versão fiel de Doom ao universo cinematográfico da Marvel (MCU). Muitos fãs aguardam ansiosos por sua introdução como um vilão imponente, com o potencial de rivalizar com os maiores heróis do MCU, especialmente após os sucessos de adaptações de personagens como Thanos.

Lembrando que recentemente, Robert Downey Jr foi escalado para reviver Doom e ainda anunciaram que o próximo Vingadores será centrado no personagem, filme esse intitulado Avengers: Doomsday. E mais, com a produção do novo filme do Quarteto Fantástico, há rumores que Dr Destino faça sua estreia já nesse filme, seja em alguma participação especial ou em cenas pós créditos, já que Galactus foi confirmado como vilão principal.

Doutor Destino é muito mais do que um vilão comum; ele é uma personificação da ambição, da tragédia e do conflito entre ciência e magia. Seu legado nos quadrinhos e nas adaptações cinematográficas continua a ressoar, fazendo de Victor Von Doom um dos personagens mais fascinantes e multifacetados do universo Marvel. 

Pra mim, disparado, o melhor vilão da Marvel.

Veremos mais Dr. Doom nessas paginas aqui do blog.

Até breve!

Referencias:
Omelete;
Enciclopédia Marvel;
Wikipédia.

quarta-feira, julho 24, 2024

Deadpool x Wolverine - Influência no MCU e Exploração do Multiverso

Com o lançamento de "Deadpool x Wolverine" se aproximando, a expectativa está nas alturas. Os trailers e materiais promocionais prometem uma combinação explosiva de ação, humor e drama, deixando claro que a química entre Ryan Reynolds (Deadpool) e Hugh Jackman (Wolverine) será um dos pontos altos do filme. 

As interações entre os dois prometem ser cheias de humor ácido e momentos emocionantes. Além disso, as cenas de ação indicam que os fãs podem esperar sequências de luta espetaculares, com a brutalidade e estilo de combate únicos de ambos os personagens. O humor irreverente de Deadpool está presente em todos os materiais promocionais, garantindo piadas, referências culturais e a quebra da quarta parede como elementos centrais que proporcionarão um alívio cômico mesmo nas situações mais tensas.

Um dos aspectos mais intrigantes dos trailers é a sugestão de que o multiverso será explorado, abrindo um leque de possibilidades para aparições de versões alternativas dos personagens e conexões com outras partes do MCU. Baseado nos trailers, especula-se que Deadpool e Wolverine possam ser forçados a trabalhar juntos para enfrentar uma ameaça comum, talvez envolvendo um vilão que mexe com o tempo ou o multiverso. 

Há rumores de que outros personagens do universo X-Men e MCU possam fazer aparições surpresa, criando conexões importantes para o futuro das franquias. Com o multiverso em jogo, podemos ver versões alternativas de Deadpool e Wolverine, explorando diferentes linhas do tempo e realidades.

O lançamento de "Deadpool x Wolverine" pode ter várias ramificações importantes para o MCU. O filme pode ser a porta de entrada para a introdução formal dos X-Men no MCU, visto que os trailers sugerem essa direção e a presença de Wolverine pode ser crucial para estabelecer essa conexão. 

A exploração do multiverso pode abrir caminho para novas histórias e versões alternativas de personagens, impactando filmes futuros e séries da Marvel, criando um universo ainda mais expansivo e complexo. Os protagonistas podem interagir com personagens estabelecidos do MCU, como os Vingadores, criando novas dinâmicas e histórias entrelaçadas. 

O filme pode plantar sementes para eventos maiores no MCU, como possíveis crossovers entre diferentes equipes de super-heróis ou grandes arcos narrativos que envolvem o multiverso.

Com o conceito do multiverso em plena exploração na Marvel, há muitas possibilidades de como isso pode influenciar nas histórias. Veremos versões alternativas de Deadpool, cada uma com suas peculiaridades, desde um Deadpool mais sério até versões completamente absurdas, como a cabeça flutuante de Deadpool (Headpool) dos quadrinhos. 

Há muitas versões alternativas de Wolverine, incluindo "Old Man Logan", "Weapon X" e até mesmo versões onde ele é um vilão. Essas variantes podem ser exploradas para criar novos e emocionantes conflitos. Com o multiverso, podemos ver Deadpool e Wolverine interagindo com personagens de outras realidades, como os Vingadores de diferentes linhas do tempo ou até mesmo personagens de outros estúdios que agora fazem parte do MCU.

O multiverso permite narrativas mais complexas e diversificadas, onde diferentes versões dos personagens podem coexistir e interagir, levando a histórias inovadoras e a reinterpretações dos personagens que conhecemos e amamos. Não é apenas um filme altamente esperado, mas também um marco potencial para o futuro do MCU. 

Com uma combinação de ação intensa, humor característico e a exploração do multiverso, o filme promete ser uma experiência única para os fãs. Só espero que não seja tão decepcionante quanto foi o multiverso da loucura, do Dr Estranho, que prometeu muito e entregou pouco.

Algumas sessões começaram hoje no Cinemark, a minha é amanha, as 16h. A partir desse momento, sem internet para não ver nenhum spoiler rolando por ai.

Amanha, bem mais a noite, sai nossa resenha do filme, contando sobre a historia, opinião sobre o filme e as aparições secretas que estão lá. Review com Spoilers!!!

Se quiser saber, só chegar nesse boteco. 

Te esperando!


terça-feira, julho 23, 2024

Curiosidades, Humor Icônico e o Impacto na Cultura Pop

À medida que o lançamento de "Deadpool x Wolverine" se aproxima, vamos explorar algumas curiosidades fascinantes, momentos icônicos e o impacto duradouro desses personagens na cultura pop. Este post é dedicado a trazer à tona fatos divertidos, cenas memoráveis e a influência de Deadpool e Wolverine na indústria do entretenimento.

Curiosidades e Fatos Divertidos

Deadpool

Quebra da Quarta Parede: Deadpool é famoso por sua habilidade de falar diretamente com o leitor, um traço raro nos quadrinhos que adiciona um toque único de humor e metatextualidade às suas histórias.

Criação Inspirada por Deathstroke: Deadpool foi inspirado pelo personagem Deathstroke da DC Comics. Seu nome verdadeiro, Wade Wilson, é uma homenagem direta ao alter ego de Deathstroke, Slade Wilson.

A Voz na Cabeça: Nos quadrinhos, Deadpool frequentemente tem conversas com várias vozes na sua cabeça, refletindo sua natureza mentalmente instável.

Ryan Reynolds Como Deadpool: Ryan Reynolds interpretou Deadpool pela primeira vez em "X-Men Origins: Wolverine" (2009), mas foi apenas em "Deadpool" (2016) que o personagem ganhou sua própria identidade e filme solo, graças em grande parte à insistência e paixão de Reynolds pelo papel.

Wolverine

Altura Diferente: Nos quadrinhos, Wolverine é descrito como tendo 1,60m de altura, contrastando com a interpretação de Hugh Jackman, que tem 1,88m. Este fato se tornou uma curiosidade divertida entre os fãs.

Origem no Canadá: Wolverine é um dos poucos super-heróis populares da Marvel que é canadense, refletindo a diversidade geográfica dos personagens da editora.

Garras de Osso: Originalmente, as garras de Wolverine eram de osso. Foi apenas quando seu esqueleto foi revestido com adamantium que elas se tornaram indestrutíveis.

Hugh Jackman: Antes de ser escalado como Wolverine, Hugh Jackman não era um nome familiar. Sua interpretação do personagem o transformou em uma estrela internacional e redefiniu Wolverine para uma nova geração.

Humor e Momentos Icônicos

Deadpool

Cena da Pizza: Em "Deadpool" (2016), Wade Wilson confronta um stalker entregando uma pizza. A cena é memorável por seu humor sombrio e a maneira como Deadpool lida com a situação de maneira absurda.

Mini Wade: Em "Deadpool 2" (2018), após sofrer um grave ferimento, Deadpool regenera sua perna, resultando em uma perna de bebê que proporciona um momento hilário e desconfortável.

Paródias e Referências: Deadpool frequentemente faz referências a outras franquias de super-heróis, como chamar Cable de "Thanos" devido ao fato de ambos serem interpretados por Josh Brolin.

Wolverine

"Eu sou o melhor no que faço": Uma das frases mais icônicas de Wolverine, que ele repetidamente usa para afirmar sua letalidade e competência.

Lutando Contra o Hulk: No filme "The Wolverine" (2013), há uma cena onde Wolverine enfrenta um enorme urso pardo, refletindo um de seus primeiros combates nos quadrinhos contra o Hulk.

Cena do Trem Bala: Em "The Wolverine" (2013), a luta de Wolverine em cima de um trem bala em movimento é uma das cenas de ação mais emocionantes e memoráveis da franquia.

O Impacto dos Personagens na Cultura Pop

Deadpool

Deadpool revolucionou o gênero de filmes de super-heróis com seu estilo irreverente e abordagem para adultos. O sucesso de "Deadpool" (2016) provou que havia um mercado para filmes de super-heróis classificados para maiores, abrindo caminho para produções como "Logan" (2017).

Deadpool também influenciou outras mídias, aparecendo em jogos de vídeo game, séries animadas e uma vasta gama de merchandise, desde camisetas até action figures. Seu humor único e personalidade cativante fizeram dele um favorito entre os fãs de todas as idades.

Wolverine

Wolverine, por outro lado, tem sido um pilar na Marvel desde os anos 70. Sua popularidade ajudou a revitalizar os X-Men, tornando-os uma das equipes de super-heróis mais queridas e duradouras. Hugh Jackman interpretou Wolverine por quase duas décadas, estabelecendo um recorde no mundo dos filmes de super-heróis.

Wolverine também influenciou a moda, com seu visual característico de jaqueta de couro, charuto e atitude bruta sendo amplamente imitado. Nos quadrinhos, sua jornada emocional e as complexidades de sua personalidade ajudaram a elevar a narrativa dos super-heróis a novos patamares.

E?

Deadpool e Wolverine não são apenas super-heróis; são ícones culturais que moldaram e redefiniram o gênero dos quadrinhos e filmes de super-heróis. Suas histórias estão repletas de curiosidades intrigantes, momentos memoráveis e uma influência duradoura que continua a impactar a cultura pop. Com o novo filme "Deadpool x Wolverine" prestes a estrear, é o momento perfeito para celebrar esses personagens e suas contribuições inestimáveis ao mundo do entretenimento.

Até Amanha!


segunda-feira, julho 22, 2024

História e Origem de Deadpool e Wolverine

Com o lançamento do filme "Deadpool x Wolverine" essa semana, teremos uma excelente oportunidade para mergulharmos na rica história desses dois icônicos personagens, explorando suas origens nos quadrinhos, comparando seus poderes e habilidades, e destacando suas interações mais memoráveis.

Foi dito aqui no blog, que todas as postagens são às segundas e quintas. Porém, por conta do lançamento do filme, vou publicar um post todos os dias até quinta para conhecermos mais os dois personagens, incluindo origens e algumas curiosidades. Vamos lá!

História e Origem dos Personagens

Wolverine

James Howlett, mais conhecido como Wolverine, é um dos personagens mais icônicos do universo dos quadrinhos. Ele fez sua primeira aparição em "The Incredible Hulk #180" em 1974, criado por Len Wein, John Romita Sr. e Herb Trimpe.

Nascido no final do século XIX em uma família rica em Alberta, Canadá, a infância de James foi marcada por tragédias. Quando jovem, ele descobriu suas habilidades mutantes de cura e garras ósseas retráteis após um trauma violento que resultou na morte de seus pais. Fugindo de casa, James adotou o nome "Logan" e passou anos vagando pelo Canadá e pelos Estados Unidos. Durante esse tempo, ele lutou em várias guerras, incluindo a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, desenvolvendo habilidades de combate excepcionais e se tornando um soldado formidável.

A vida de Logan mudou drasticamente quando foi capturado pelo programa militar secreto "Arma X". Nesse programa, seu esqueleto foi revestido com adamantium, um metal praticamente indestrutível. Esse experimento doloroso o transformou em uma máquina de matar quase indestrutível, mas também resultou em amnésia, apagando grande parte de suas memórias anteriores.

Eventualmente, Logan se juntou aos X-Men, um grupo de super-heróis mutantes liderados pelo Professor Charles Xavier. Com os X-Men, Wolverine encontrou um propósito e uma família, lutando pela coexistência pacífica entre humanos e mutantes. Suas habilidades únicas incluem um fator de cura regenerativo que permite que ele se recupere rapidamente de quase qualquer ferimento, garras retráteis revestidas com adamantium, sentidos aguçados, longevidade e força, velocidade e agilidade aumentadas.

Logan é conhecido por seu temperamento feroz e comportamento muitas vezes anti-heroico, mas também possui um forte senso de honra e justiça. Ele frequentemente luta com seu lado mais selvagem, mas mantém uma profunda lealdade aos seus amigos e um desejo de proteger os inocentes.

Deadpool

Wade Wilson, mais conhecido como Deadpool, é um personagem emblemático do universo dos quadrinhos da Marvel. Criado por Rob Liefeld e Fabian Nicieza, Deadpool fez sua primeira aparição em "The New Mutants #98" em 1991.

Wade nasceu em uma família disfuncional e teve uma infância difícil. Depois de passar um tempo no exército, ele se tornou um mercenário. Sua vida mudou drasticamente quando foi diagnosticado com câncer terminal. Em busca de uma cura, Wade se submeteu a um experimento secreto do programa Arma X, que lhe concedeu um fator de cura regenerativo, similar ao do Wolverine. Esse fator de cura não só curou seu câncer, mas também o desfigurou terrivelmente, dando-lhe uma aparência grotesca e instável.

Após o experimento, Wade adotou o nome Deadpool e se tornou um mercenário com uma personalidade única e irreverente. Ele é conhecido por quebrar a quarta parede, frequentemente falando diretamente com o público e mostrando uma autoconsciência rara entre os personagens de quadrinhos. Sua habilidade de regeneração o torna quase imortal, permitindo que ele se recupere de ferimentos fatais e até mesmo reconstituir partes do corpo perdidas.

Deadpool é um mestre em combate corpo a corpo e no uso de armas de fogo e lâminas. Além de suas habilidades físicas, ele possui um senso de humor ácido e sarcástico, muitas vezes utilizando piadas e referências culturais em suas lutas. Sua imprevisibilidade e comportamento errático o tornam um oponente formidável e difícil de prever.

Apesar de sua natureza caótica e frequentemente anti-heroica, Deadpool tem momentos de heroísmo genuíno. Ele possui um forte senso de lealdade aos poucos amigos que tem e, às vezes, luta por causas nobres, mesmo que seus métodos sejam questionáveis. Sua relação complicada com outros personagens da Marvel, incluindo seu rival e ocasional aliado Wolverine, adiciona profundidade à sua história.

Poderes e Habilidades

Wolverine

Os poderes de Wolverine são vastos e impressionantes:

Fator de Cura Regenerativo: Permite que ele se recupere de quase qualquer ferimento em minutos.

Sentidos Aguçados: Olfato, visão e audição sobre-humanos.

Garras de Adamantium: Originalmente garras de osso, foram revestidas com adamantium, tornando-as indestrutíveis.

Força e Agilidade: Embora não seja super-humano, possui força e agilidade acima do normal.

Deadpool

Deadpool possui uma gama de habilidades únicas:

Fator de Cura Regenerativo: Semelhante ao de Wolverine, mas ainda mais potente, permitindo-lhe regenerar membros inteiros e sobreviver a ferimentos fatais.

Força, Agilidade e Reflexos Aprimorados: Tornando-o um combatente formidável.

Mestre em Armas e Combate Corpo a Corpo: Proficiente em uma variedade de armas e estilos de luta.

Quebra da Quarta Parede: Habilidade de falar diretamente com o leitor, adicionando um elemento de humor e metatextualidade às suas histórias.

Relação e Encontros nos Quadrinhos

A relação entre Deadpool e Wolverine é uma das mais fascinantes nos quadrinhos da Marvel. Os dois personagens compartilham um vínculo profundo através de suas habilidades regenerativas, experimentos traumáticos e natureza antissocial.

Primeiros Encontros

Os dois se encontraram pela primeira vez em "Wolverine #88" (1994), onde Deadpool é contratado para matar Wolverine. Este encontro destaca a rivalidade e o respeito mútuo que se desenvolvem entre eles. A luta é intensa, com Wolverine admirando a tenacidade e imprevisibilidade de Deadpool.

Lutando Lado a Lado

Em várias ocasiões, Deadpool e Wolverine se juntaram para enfrentar inimigos comuns. Em "Deadpool: The Good, the Bad and the Ugly" (2013), ambos se unem com Capitão América para desmantelar um projeto que usa DNA mutante para criar supersoldados. Este arco destaca a capacidade de Deadpool de ser um aliado valioso, apesar de sua natureza caótica.

Conflitos e Rivalidade

A rivalidade entre Wolverine e Deadpool é frequentemente destacada nos quadrinhos. Wolverine, com seu temperamento feroz e honrado, muitas vezes se irrita com a natureza caótica e irreverente de Deadpool, que por outro lado, adora provocar Wolverine, aproveitando cada oportunidade para irritá-lo com suas piadas e comportamento imprevisível. Os confrontos físicos entre eles são comuns, com Wolverine geralmente tentando manter Deadpool sob controle ou impedi-lo de causar problemas maiores.

A dinâmica entre Wolverine e Deadpool é uma das mais intrigantes do universo Marvel. Wolverine, com seu comportamento sério e focado, contrasta fortemente com o humor e a tendência de Deadpool a quebrar a quarta parede. Essa diferença de personalidades cria uma química única, resultando em interações que variam de hilárias a intensas. Deadpool frequentemente utiliza sua habilidade de falar diretamente com o público para comentar sobre Wolverine e suas ações, adicionando uma camada extra de entretenimento para os fãs.

Histórias Icônicas

"Wolverine: Origins": Explora o passado de Wolverine e sua ligação com Deadpool, revelando a profundidade de suas histórias compartilhadas.

"Deadpool: The Circle Chase": Um dos primeiros arcos solo de Deadpool, onde Wolverine faz uma aparição significativa.

Conclusão

Deadpool e Wolverine são personagens fascinantes, cada um com suas histórias complexas e habilidades impressionantes. Suas interações nos quadrinhos vão de rivalidades intensas a colaborações surpreendentes, oferecendo aos fãs uma ampla gama de aventuras emocionantes. Com o novo filme "Deadpool x Wolverine" prestes a estrear, é o momento perfeito para relembrar e explorar essas histórias ricas e dinâmicas que moldaram esses personagens icônicos.

Fique ligado para mais postagens sobre a estreia do filme e outras curiosidades sobre Deadpool e Wolverine!

Até amanha!

sábado, março 07, 2015

Por que o mundo precisa de um Superman?


"Você vai dar às pessoas um ideal para lutar. Vão correr atrás de você, Vão tropeçar, vão cair. Mas com o tempo, eles vão acompanhá-lo ao sol. Com o tempo, você vai ajudá-los a realizar maravilhas."  
Jor-El
Man of Steel


Queria ter abordado esse tema faz anos, inclusive já tinha escrito um esboço mas acabei perdendo. O mundo realmente precisa de um Superman? O mundo precisa de um salvador, alguém que podemos chamar nos momentos difíceis e nos livrar do mal?

Historia do Superman
Criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, Superman apareceu pela primeira vez em 1938, na revista Action&Comics americana. Nascido no planeta Krypton, Kal-El foi enviado para Terra pelo seu pai Jor-El para salvar seu único filho no momento em que seu planeta estava a beira da destruição.  Aterrizando no Kansas, Kal foi encontrado pelo casal de fazendeiros Jonathan e Marta Kent, que criaram o garoto como se fosse seu filho, ensinando os valores e bons modos para aquele que iria se tornar uma lenda, o campeão da verdade e da justiça. Com tempo, o jovem, agora adotado, Clark Kent se tornou repórter do Planeta Diário de Metropolis para esconder sua identidade e ficar próximo das noticias e problemas que o mundo enfrentava. Seu alter ego Superman se tornou defensor da justiça e ideais com forte senso de responsabilidade e moralidade, enfrentando inimigos dentro e fora do planeta para proteger a humanidade.

Completando 77 anos desde o lançamento de sua HQ, Superman também brilhou nas telas do cinema. Apesar de series e filmes anteriores, nenhum alcançou tamanho sucesso quanto o Superman de Christopher Reeve. Lançado em 1978, o filme altera o modo como víamos os super heróis e nos fez acreditar que o homem poderia voar.  Reeve fez parte da minha infância e tenho certeza que influenciou no meu amor pelos heróis e quadrinhos sendo que até hoje ainda me emociono quando lembro de cenas de seus filmes, principalmente Superman 2, que pra mim, é inigualável. No filme, Superman enfrenta General Zod e mais dois Kryptonianos e os vence, não com brutalidade ou violência e sim com inteligencia. A cena em que Superman supostamente sem poderes se ajoelha perante Zod me deixa arrepiado só de lembrar. 
E esse final quando Clark volta para cafeteria e encerra o filme? Rapaz, cresci com essa cena na cabeça: "Jamais os abandonarei de novo!". Escorreu uma lagrima masculina aqui.

Superman de Bryan Singer de 2006, apesar da critica ter detonado o filme, eu gostei. Explicando me, ele é uma homenagem feita de um fã para fãs do Homem de Aço, pelo menos foi assim que vi. Ao assistir pela primeira vez, percebi varias cenas que buscavam lembrar o primeiro filme do Christopher Reeve, inclusive nas falas e momentos de ação. Desde a abertura do filme (com finado Marlon Brando) até a queda do avião, tudo lembra o primeiro filme. E palavras do próprio diretor, o filme foi realizado para homenagear Reeve e seus fanáticos adoradores e tratando se de uma continuação dessas sagas.

E Man of Steel de 2013? Apesar de ser "overpower", o filme é bom. Mostra uma realidade diferente da que conhecemos, talvez mais realista, voltada para os dias de hoje mostrando que uma pessoa com os poderes do Clark não conseguiria ficar escondida por tanto tempo. É um novo universo que veio com o objetivo de dar inicio finalmente ao projeto chave que a DC Comics planeja por anos: Liga da Justiça. A visão do diretor Zack Snyder dá um ar sombrio ao filme, mas a moralidade de Clark ainda são fundamentais para o desenrolar da história. É nesse filme que assistimos o fim da cueca por cima da calça e se parecendo com o uniforme do atual Superman dos quadrinhos da saga Novos 52.

O mundo precisa de ídolos, nós precisamos de ídolos
Quando comento que o mundo precisa de um Superman, não é somente para nos salvar. Todos nós precisamos de inspirações, alguém em que possamos nos espelhar e querer ser uma pessoa melhor. Vejo nosso querido Brasil, tão carente de ídolos, tão carente de heróis. E digo heróis, não de pessoas voando por ai salvando os outros e sim pessoas que lutam para fazer a nossa vida e do resto da sociedade um lugar melhor para se viver. Quem é nosso ídolo hoje? Em quem podemos nos inspirar? Joaquim Barbosa? Neymar? Feliciano? Aécio Snow? Ronaldo comedor de travesti? Ah por favor. Infelizmente não temos. 

Eu tive ídolos. Pessoas que me marcaram e fizeram parte do meu aprendizado e moldaram o que sou hoje. Além de Christopher Reeve, um deles foi Ayrton Senna. Ele não foi simplesmente um piloto de formula 1. Ayrton inspirou pessoas iguais a mim e tantos outros que preocupam com o andar da nossa sociedade. A falta que Ayrton Senna faz é gigantesca não somente pela falta de empolgação para assistir corridas todo domingo de manha mas pela falta de espelhos na porcaria que é a mídia hoje. Ayrton Senna era diferenciado, um herói nato, com um senso de responsabilidade incrível. Em 1992, Senna abandonou seu carro para prestar auxilio a um companheiro de corrida. Enquanto todos passavam ali, Senna desceu de seu McLaren no meio dos treinos e foi prestar os primeiros socorros. Isso é atitude de um herói, que se tornou uma lenda pois são atitudes iguais a essa que o mundo precisa para mudar. 
"Senna demonstrava publicamente preocupação com a pobreza generalizada no Brasil, especialmente em relação às crianças. Após sua morte, foi descoberto que ele havia doado em segredo uma porção muito grande de sua fortuna pessoal (estimada em cerca de US$ 400 milhões) para ajudar as crianças pobres. Pouco antes de sua morte, ele criou a estrutura de uma organização dedicada às crianças pobres brasileiras, que mais tarde se tornou o Instituto Ayrton Senna" (Fonte IAS)

Inspiração e Ensinamentos
Apesar de muitos dizerem que os quadrinhos continuam sendo feitos para crianças, eu discordo. Muitos da minha idade cresceram lendo gibis e até hoje continuam lendo. Particularmente tenho minha coleção guardada até hoje, considero sendo minhas relíquias, talvez até herança caso algum dia elas criem valor monetário. Pra mim é muito mais que isso, é parte da minha infância, parte do que eu sou, e parte do que tento passar a todos que conversam comigo. Essas revistas me ensinaram muitas coisas e continuo aprendendo até hoje. Conceitos morais, religiosos, éticos e políticos são abordados constantemente nas HQs de forma adulta na maioria dos casos. 

Concentrando no Superman, podemos ver Jonathan Kent como um exemplo de pai, um pai adotivo, humano e mesmo assim falho como todos nós, que foi capaz de ensinar como ser um homem para um garoto que poderia matá-lo com apenas um olhar. São valores que faltam hoje em nossa sociedade. Se a maioria das pessoas tivessem um pai igual a Jonathan,
nossa sociedade seria "menos ruim" do que é hoje. A relação familiar que existe para muitos é falha. Os pais hoje estão mais preocupados em ganhar dinheiro, seja para acumular mais riqueza ou simplesmente sobreviver, a educação dos filhos fica por conta de outras pessoas, seja ela a empregada, a creche ou a televisão. Hoje assistimos as crianças sendo criadas com base em malhação e BBB. Que futuro esperamos para nossa sociedade com jovens crescendo acreditando que um ídolo a se espelhar é um Neymar da vida? Não concorda? Imagine se o foguete que trouxe Kal-El do espaço fosse achado por Lionel Luthor. O mundo não seria nem a sombra do que conhecemos hoje e viveríamos o fim dos tempos.
"Os verdadeiros heróis são aqueles que podem nos ensinar e inspirar o que há de melhor nas pessoas, não pela brutalidade, ou violência mas sim com palavras e atitudes que todos devíamos ter"

"Vocês sabem o por que de não existirem mais heróis? É porque as pessoas os invejam, os recriminam, os julgam, elas não os idolatram". Isso pode parecer pessimismo exacerbado da minha parte mas é verdade. Quase não vemos mais ídolos, sejam eles no esporte, na politica ou qualquer esfera da sociedade. E quando surgem algum candidato a assumir o "trono", qualquer minima falha que a pessoa tenha, rapidamente a mídia tenta queimá-lo e mostrar outro lado. Ninguém pode ser ídolo, se destacar com atitudes louváveis que sempre surge um grupo de pessoas contra, buscando podres para "desmascarar o falso herói". Por outro lado, o adjetivo herói é dado para pessoas que nunca mereceriam o titulo, a exemplo de participantes de BBB, jovens herdeiros milionários esbanjando dinheiro, o safado do Bono Vox ou políticos que falam mal do atual governo somente para aproveitar da situação e se promover. Esses infelizmente são os exemplos de heróis que devemos seguir? Pois é o que temos...


"Tem que decidir que homem vai se tornar.
E seja lá quem ele for... 
Ele vai mudar o mundo"
Jonathan Kent
Man of Steel

E o Superman? Por que ele é importante? Por que ele é diferente? Por que devemos seguir seus passos? Não é pelo fato de ser capaz de destruir o planeta caso fosse sua vontade. Poderia mudar o mundo? Talvez. Entretanto o mais importante não são seus poderes e sim o que ele representa, o que são os seus ideais. Não por usar uma capa, um uniforme bacana ou ser invencível, mas por ser o primeiro a se por na frente do perigo para proteger o outro, alguém que nunca conheceu na vida. Ser poderoso e forte para ser útil e não para ser melhor do que outra pessoa. 

O mundo cada vez mais te obriga a ser cruel com os semelhantes, te anestesia e te mostra que é normal uma pessoa ser estuprada, ser violentada, transformando isso em romantismo. Mostra que a violência e o abuso de poder por governantes, crime organizado e policia fazem parte do cotidiano e devemos aceitar de braços cruzados. Não vamos longe, vamos em nosso dia a dia para exemplificar: o trabalho em empresas hoje te mostra que você precisa vencer seu adversário a todo custo, que você precisa crescer sem compaixão pois caso contrario seu concorrente consegue uma melhor posição, aquele aumento tanto desejado ou o seu cargo. Subir as custas dos erros dos outros é a cultura aplicada nas entrelinhas de todo processo econômico. Infelizmente a cultura que é imposta a todos não é pelo bem, pelo amor ao próximo, pela valorização da ingenuidade e sim o contrario. Existem poucas pessoas que te elogiam pelo seu caráter, pelas suas boas atitudes ou ajuda ao próximo. É algo que não tem valor na sociedade que só valoriza a arrogância e desprezo ao próximo. Se você pode ser melhor do que seu semelhante, então você será um herói e terá vários seguidores. Ridículo.


E se...

É muito estranho pensar que um extraterrestre seja necessário para acender a nossa humanidade. Fico imaginando que se Superman existisse, ajudando a todos, salvando, orientando, enfrentando a corrupção, nos daria exemplos que somente com as atitudes, somos capazes de mudar o mundo.

Como um ser tão poderoso, capaz de governar e escravizar a todos, é capaz de ser tão humilde, tão humano e dedicar sua vida a salvação de indivíduos que ele nem conhece ou que não lhe devem nada. É de se pensar e acredito fielmente que o mundo precisa SIM de um ícone para se espelhar, para nos orientar e nos tornar mais humanos para conseguirmos respeitar o próximo e tornar o mundo melhor para se viver.

 "Isto é uma interessante dicotomia. De diversas maneiras, Clark é o mais humano de nós todos. Então… ele lança fogos dos céus, e é difícil não pensar nele como um deus. E como nós somos afortunados que isso não ocorra a sua mente."


Batman
Superman/Batman #3