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sexta-feira, maio 28, 2010

Final de LOST

Finalmente chegamos ao final de lost. E agora??


Nesse ultimo domingo foi ao ar o ultimo episodio de lost. O AXN passou o episódio na terça feira. Eu, como de costume, não me aguentei e baixei o episódo e assisti na segunda mesmo. Ao meio de trabalhos de faculdade, arrumei um tempinho pra ver (2hrs da manha).

O final foi tenso. Era muita coisa para explicar e pouco tempo. Como duas horas seriam suficientes para explicar todos os misterios, explicar tudo sobre Dharma, viagens no tempo, a criação da ilha e outros que não me lembro agora. Solução: Não explicar nada.

Éh, infelizmente os roteiristas deixaram a desejar e na "grande final" não explicaram o que deviam explicar, optaram pelo fim mais simples, rechado de encontros, emoções e sentimentalismo ao invés de explicar o que "não dava para ser explicado".

Em outras palavras, deixaram de lado os mistérios, os outros, Walt (não o disney), Dharma, e preferiram um final mais espiritualizado e cheio de redenção.

Não vou mentir, até gostei. Todo mundo tá metendo o pau, mas achei melhor assim do que forçar uma explicação sem nexo, sem fundamento. O único problema é que gerou muitas dúvidas e muita gente não entendeu o final. Pra mim estava muito claro o que os autores queriam passar e as explicações dadas. (Pra quem não viu e não quer saber, não leiam daqui pra frente, tem SPOILERS)

Os personagens NÃO MORRERAM NA QUEDA DO AVIÃO, como diziam muitos superticiosos e a ilha não é um inferno. Tudo que acontecia na ilha era real, estava acontecendo mesmo. Podem até chamar a Ilha de purgatório até porque as pessoas eram trazidas para ilha pelo Jacob e ali passavam por provas para poderem se redimir de sua vida e começar do zero. E outra, todos que foram escolhidos para substituir Jacob, eram candidatos a se tornarem protetores da ilha.

Agora vem a confusão: Realidade Alternativa. Achei bacana, mas muita gente bagunçou a história. Nessa "realidade alternativa" seria no futuro, depois da ilha, em algum tempo indeterminado e aí sim, eles estariam mortos. Na verdade foi um momento espiritual, periodo de redenção daquelas almas que estavam na ilha e ganharam a chance de seguir suas vidas, mesmo não sendo real e a chance de se reencontrar novamente pois como diz no episodio, "foi o momento mais importante de suas vidas, aquele momento que estavam na ilha"

Em suma, foi o caminho mais simples e fácil para terminar a história. Sobre os outros mistérios, que fiquem na cabeça e na imaginação de cada um que curtiu a série.

E claro o ultimo momento de Jack na ilha terminou igual ele começou. No meio do bambuzal, em close, no despertar e adormecer caido ali no chão, na ilha, e ao mesmo tempo sendo revelado a ele que estava morto na conversa com seu pai. Ahh.. foi bom... fala sério...

sábado, fevereiro 27, 2010

Lost Spoilers Ultima Temporada

Como metade dos aficcionados por Lost que tem acesso à internet e sabem baixar arquivos e legendas eu já assisti ao episódio de estréia da sexta e última temporada da série. É um episódio duplo, com 1h 22min de duração e também quer dizer que só faltam quinze (13 + outro duplo) episódios para terminar a série mais badalada da década passada.

O episódio é fácil e acessível sem as complicações anteriores da série. E,daqui para a frente, neste post só haverá spoilers que poderão estragar a surpresa de quem assistir ao episódio semana que vem no AXN (tv por assinatura), na Globo (quando a emissora comprar a série) ou no box (quando terminar a temporada e for lançado).

Primeiro a bomba explodiu realmente!

Mas qualquer fã de quadrinhos e sci-fi sabe que se alguém retornar no tempo e tentar alterar a história a pessoa irá criar uma divergência na linha do tempo. A realidade que a pessoa veio continuará a existir e surgirá uma segunda com a alteração provocada pela viagem no tempo. Os casos são fartos na literatura de sci-fi e nos quadrinhos. Procurem e vejam.

Então, com a explosão no passado a ilha afunda na nova realidade e o vôo Oceanic 815 chega em Los Angeles e temos tomadas que ocupam cerca de metade do episódio com o desdobramento do que aconteceria se o avião pousasse. A informação mais importante desta realidade alternativa é que o caixão do pai de Jack Sheppard jamais esteve no vôo. Isto é realmente importante saber.

Já na realidade original, com a explosão Juliet, Sawyer, Kate, Jack, Hugo, Miles, Jin e Sayad são deslocados no tempo novamente para o presente e ficam com a impressão que a fórmula defendida por Jack falhou.

Juliet, que morre nos escombros, usa Miles para avisar à Sawyer que funcionou, mas ele não é capaz de compreender a mensagem.

Eu sempre defendi que o monstro de nanotecnologia (a tal fumaça) poderia assumir a forma humana. Acho que escrevi isto, lá atrás em alguma edição de Crash. Se não foi aí, deve ter sido em alguma lista de discussão.

Eu defendia que o pai que Jack via vivo era uma manifestação do monstro, assim como várias ilusões que outros personagens viam na ilha (Hugo, por exemplo, via um amigo do sanatório).

É verdade!

Ou pelo menos o episódio deixa claro isto. O John Locke que estava agindo na ilha era o monstro que tomou forma humana. Locke estava morto, sempre esteve e a ilha nunca, jamais, retornou alguém à vida – o quê não impede que fantasmas apareçam a torto e a direito, como neste episódio um fantasma aparece para Hugo.

Quando Jack via o pai, lá na primeira temporada, ele via, na verdade, uma manifestação do monstro, o quê agora ficou provado, já que o caixão nunca chegou na ilha. Só para lembra-los naquela época as aparições do monstro eram bem mais freqüentes.

Simples.

Então o quê teremos agora?
O monstro quer voltar para casa, que aparentemente é um lugar além da ilha e que os Outros teriam o acesso ou seriam os guardiões. Tudo indica que serão atacados pelo monstro. No templo estão os deslocados no tempo ainda vivos (há 2 mortes no episódio).

Na nova realidade os autores deixam alguns detalhes, como a aparição de Desmond no vôo, para deixar confuso o espectador. Se esta versão de realidade alternativa não “pegar” no público, simplesmente se diz que é um sonho comprido de Jack e a coisa funcionará.

É uma forma comum de deixar pontas soltas para esperar a reação do público --- Veremos se vai funcionar.


segunda-feira, abril 16, 2007

LOST Spoilers!!!


Spoiler: os próximos episódios de Lost

Foram divulgados detalhes dos próximos episódios de Lost.

"Catch-22" - focado em Desmond (Henry Ian Cusick)
Desmond convoca Hurley (Jorge Garcia), Charlie (Dominic Monaghan) e Jin (Daniel Dae Kim) para uma expedição depois de ter uma visão sobre o cabo que sai do mar. Os quatro acabam encontrando Naomi (Marsha Thomason), uma paraquedista que pode ter informações sobre um dos sobreviventes.

"D.O.C." - focado em Jin e Sun (Yunjin Kim)
Juliet (Elizabeth Mitchell) descobre que Sun está grávida e a leva até a estação médica para tratá-la. A coreana acha que o bebê pode nem ser filho de seu marido. Desmond, Hurley, Charlie e Jin acabam contando comuma pessoa inesperada para ajudar a salvar Naomi: Mikhail Bakunin (Andrew Divoff), o russo dos Outros que aparentemente havia morrido.

"The Brig" - aparentemente focado em Locke (Terry O´Quinn)
Fontes dizem que este episódio não terá flashbacks, mas outros contam que Locke o protagonizará, escapando dos Outros e procurando Sawyer (Josh Holloway) para "resolver um problema mútuo" (possivelmente ligado ao pai de Locke, Anthony Cooper, interpretado por Kevin Tighe). O flashback mostraria o que Locke fez enquanto esteve com os Outros.

"The Man Behind the Curtain" - aparentemente focado em Ben (Michael Emerson)
O episódio descrito como sendo da Iniciativa Dharma agora deve ser de Ben, o "líder de campo" dos Outros. Flashbacks mostrarão fases da vida de Ben até ficar adulto, e como foi o confronto dos Outros com a Dharma. Também será revelada uma face conhecida como funcionário Dharma, e saberemos quem é o misterioso Jacob, líder dos Outros.

"Greatest Hits" - focado em Charlie
Aparece uma possibilidade de resgate para os sobreviventes, mas é necessário reconectar um cabo submarino (seria o que sai para a praia?). Charlie se oferece para fazer isso. Boatos dizem que o roqueiro morre neste episódio.

"Through the Looking Glass" - focado em Jack (Matthew Fox)
Haverá um grande conflito entre os Outros e os sobreviventes, e o grupo de sobreviventes será dividido entre os que seguirão Jack e os que seguirão Sawyer. Mas a divisão será feita por outra pessoa.

domingo, fevereiro 25, 2007

Teoria Lost

Essa Teoria foi copiado do blog http://comentariosemserie.blogspot.com
Quem quiser dar uma olhada nesse site o link tá aí....
Excelente, fala tudo sobre séries.. tomei a liberdade de copiar uma tradução que eles fizeram de um Fórum de Lost nos States..
É grande, mas vale a pena ler.... faz muito sentido...Ou não..
x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x TEORIA x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x
1968, Ilhas Fiji.
Ele veio até aqui só para ver o flash verde no pôr do sol...
... para imaginar um mundo sem guerra nem sofrimento....
Mas talvez ainda restasse esperança. Ele reuniu as maiores mentes. O objetivo deles: nada menos que a paz mundial.
Sua pesquisa os conduziu à arma final: a projeção da vontade da mente, mediante a utilização do poder do eletromagnetismo.
Ela pode manipular o mais pesado dos objetos...
... fazer fótons dançarem......
e até induzir sonhos – em qualquer mente da terra.
No entanto, trata-se de uma arma pela paz...
e seu futuro seria garantido pela próxima geração da ilha.
Muitos dos nosso heróis nasceram na ilha.
Eles foram criados com o objetivo de prosseguir com o trabalho da Iniciativa Dharma.
O propósito da Iniciativa Dharma era a paz mundial; seus meios eram um conjunto de armas defensivas para proteger a ilha – a base deles – tais como o monstro mecânico, tubarões, a fumaça negra e provavelmente mais coisas que ainda vão aparecer, além da arma mais importante, que vou chamar impropriamente de Consciência Coletiva (CC de agora em diante).
A CC é um grupo de cientistas cujos cérebros estão conectados a fios... na escotilha... atrás do concreto...
Com a tecnologia sugerida pelo filme “Orientação” (e pelo gibi do Hurley), estes cientistas podem – via eletromagnetismo – controlar remotamente objetos, tais como carros, galeões, aviões, bolas de loteria, e também induzir visões em mentes enfraquecidas por bebida, drogas, exaustão ou doença.
Com efeito, com a ajuda do satélite Hanso, a CC pode alcançar todo o planeta e presenciar ou influenciar eventos. Em mãos erradas, poderia vir a ser a arma final, pois não haveria depósito de armar nucleares que fosse seguro. Em boas mãos, poderia alterar acontecimentos para o bem. Hanso decidiu seguir o caminho da paz. Seu plano era conduzir a humanidade à beira de um cataclismo, que iria unir estados beligerantes ao reduzi-los a tecnologias básicas, fazendo armas de destruição em massa se tornarem medíocres ou impotentes.Vamos observar Alvar Hanso – o fundador da Iniciativa Dharma – para mostrar algumas “provas” d que essa teoria tem outras bases além do meu delírio...
Conheçam Hans Ørsted:
(Hans Ørsted descobriu o eletromagnetismo em 1820. )
Em 1999, foi lançado o satélite Ørsted, cujo propósito era o de mapear o campo eletromagnético da Terra. As descobertas desse satélite levaram os cientistas a acreditar que poderia haver uma reversão polar a qualquer momento, cujos efeitos poderiam ser cataclísmicos: se a Terra perdesse sua magnetosfera (também aludida no gibi do Hurley), ela se tornaria vulnerável à massiva radiação do espaço/sol. O satélite também revelou uma anomalia no campo eletromagnético abaixo da África do Sul, apontando para a direção oposta à do resto do campo eletromagnético e tem crescido por centenas de anos. Por favor, pesquise essa informação no Google. Uma idéia similar foi usada no filme “The Core”.
Conheça Hannes Alfvén:
Sua contribuição para a ciência – principalmente no campo do eletromagnetismo – revolucionou a forma como os cientistas viam o universo, rendendo-lhe um Nobel no caminho. Ele falava inglês, alemão, francês, russo e um pouco de espanhol e chinês, e estudou filosofia e religião orientais. Morou nas ilhas Fiji; era fascinado pelo “flash verde” – um fenômeno que às vezes ocorre no pôr do sol. Não por coincidência (Lanterna Verde Flash, “verde flash” = “flash verde”):
Ele também escreveu ficção: “O Grande Computador: A Visão” (1968) que contava a história de computadores tomando controle do mundo. Pesquise Hannes Alfvén no Google.
Alfvén mais Hans O. igual a Alvar Hanso:
(Foto de Alvar Hanso extraída do filme “Orientação”)
... então temos aqui o fundador da Iniciativa Dharma e o meio pelo qual ele infligiria paz ao mundo: reversão polar (desencadeada propositalmente pela CC).
Na mesma linha de “Watchmen”, o grande vilão (Hanso era um fabricante/comerciante de armas) na verdade tem boas intenções. A CC rompeu o campo eletromagnético da Terra numa extensão tal que foi como se uma massiva bomba de PME (pulso eletromagnético) tivesse sido detonada; equipamentos elétricos queimaram, dados de computadores foram perdidos, aviões caíram do céu, e assim o mundo retrocedeu décadas tecnologicamente, o que levou os povos a se unirem contra um inimigo comum, não-humano, apolítico e não-religioso: a natureza (ou o que se imaginava ser a natureza).
Nessa hora o avião de Lost foi derrubado do céu.
No entanto, pelo que foi mostrado até agora na série, parece que o avião perdeu a navegação, voando consequentemente por quilômetros fora do curso, passando por turbulência, foi partido em três pedaços que caíram em partes diferentes da ilha, os sobreviventes despertaram, verificaram que podiam andar (mesmo se antes não podiam) e seguiram em frente. Antes que a teoria tente explicar o que ela acredita que aconteceu, considerem isso: é muito pouco provável que alguém pudesse sobreviver a um acidente desses – especialmente daquela altitude, naquele avião e onde ele caiu. Que tantos tenham sobrevivido e que tenham sobrevivido em partes diferentes do avião, e em lugares diferentes, é impossível... se este fosse um acidente comum... aliás, essa impossibilidade é citada inúmeras vezes pelos próprios sobreviventes. Pensem também nisso: após a queda, John Locke podia andar; após a queda, Claire descobre que não há nenhum pente ou escova de cabelo (provocam interferência eletromagnética, pesquise essa informação); ao menos esses dois fatos apontam a possibilidade de que houve alguma interferência no avião depois que ele “caiu”. Adicione a isso a impossibilidade de que alguém pudesse ter sobrevivido e chega-se facilmente à conclusão de que houve uma mão guiando a “queda” e a sobrevivência dos passageiros, mais tarde sugerida pela evidência de que Goodwin (t02ep07, “Os outros 48 dias”) e o cara barbudo (chamado de “Zeek” pelo Sawyer, t02ep11, “A caçada”) pareciam conhecer os sobreviventes – ou pelo menos seus nomes – antes mesmo de conhecê-los.
Pensem nisso: o cavalo da Kate e o avião do Eko estão ambos na ilha. A localização da ilha pode ou não ser no arquipélago de Fiji, mas a última vez que aquele cavalo foi visto foi nos EUA (t02ep09, “O que Kate fez”), e o avião foi visto pela última vez na Nigéria (e não poderia ter ido muito longe, veja t02ep10, “Salmo 23”). ALGUMA COISA os trouxe a ilha – Sedex? Da mesma forma: há um velho barco chamado “Rocha Negra” (que por sinal foi o primeiro nome dado à magnetite – o primeiro material magnético descoberto) quilômetros ilha adentro.
Esta teoria afirma:
A Iniciativa Dharma desenvolveu uma tecnologia que tornou possível a manipulação remota de mentes e objetos através do eletromagnetismo; seu objetivo com isso era gerar um pulso eletromagnético de proporções mundiais com o objetivo de anular todos os avanços tecnológicos dos últimos duzentos anos, fazendo assim com que a nações do mundo não tivessem outro recurso a não ser esquecer as diferenças e unir-se em torno do objetivo comum de sobreviver, gerando assim a paz mundial; esse pulso seria gerado pela CC, grupo de cientistas cujos cérebros estão conectados por fios a uma fonte de eletromagnetismo, tornando possível a manipulação remota de mentes e objetos; a ilha seria o local onde seriam feitas as experiências de sobrevivência num mundo tecnologicamente “retrocedido” – note as diferenças entre os personagens e a constante necessidade de superá-las para que possam sobreviver;
" A CC derrubou o avião (com ajuda da “fumaça negra” que nada mais é que um conjunto de partículas metálicas carregadas). Simulou um avião prestes a cair, garantiu que todos haviam morrido, trouxe cuidadosamente até a ilha os sobreviventes inconscientes e as partes do avião, espalhou destroços, manteve os sobreviventes adormecidos por algum tempo (talvez horas, talvez anos) feriu alguns, e depois os despertou em lugares diferentes – numa árvore, perto de uma turbina, no mar etc... "
Enquanto os “sobreviventes” dormiam, os Outros – cientistas fiéis da Iniciativa Dharma e seus filhos – removeram pentes e escovas de cabelo do avião/passageiros. A minúscula interferência eletrostática causada quando penteamos os cabelos poderia dificultar o acesso da CC às mentes dos “sobreviventes”.
Já na primeira cena de Lost é possível ver a CC/fumaça negra:
Enquanto Jack despertava, a fumaça negra que o havia colocado ali sobe rumo à copa das árvores. Ele pisca e ela some. Não é uma pupila dilatada, mas um reflexo.
Semanas depois, Kate desestabilizaria o campo da fumaça negra com uma banana de dinamite. Enquanto tenta se re-estabilizar, dois pólos são claramente visíveis. A natureza elétrica da fumaça negra também é evidenciada no t02ep10, “Salmo 23”, quando Eko a confronta: é possível vê-la crepitando de eletricidade.
........ Só que não era a primeira vez na ilha para muitos deles. Eles nasceram para continuar o trabalho da Dharma; para proteger a ilha e a CC. Eles nasceram na ilha como parte da Iniciativa Dharma. No entanto, há muito tempo atrás, um cientista se opôs ao uso de crianças e sabotou o projeto. Ele (ou ela) deliberadamente impediu a digitação dos números [4 8 15 16 23 42] no computador da escotilha, e assim o satélite Hanso, detectando esta falha de segurança, detonou a área da escotilha. Quatro pessoas morreram neste “incidente” (como é chamado no filme “Orientação”, t02ep03), incluindo o próprio Hanso; dois cientistas perderam braços: Dr. Marvin Candle [o japa do filme “Orientação”, t02ep03] e Ray Mullen (o fazendeiro que entregou Kate à polícia, t01ep03, “Tabula Rasa”, e provavelmente o verdadeiro pai dela); os mortos foram deixados para descansar na ilha e foram encontrados pelos nossos heróis como “Adão e Eva” (t01ep06, “Casa do Sol Nascente”) (Hanso era o corpo com as pedras preta e branca, cujo significado não passa de uma metáfora ao princípio do ying yang, que o guiava nesta tentativa de reparar todo o sofrimento causado por ele durantes anos de criação e comércio de armas, especialmente durante a Guerra Fria; paz mundial em vez de guerra mundial).
[Os números digitados são intrinsecamente sem significado; mais reveladores são os fatos de que eles estão em ordem crescente e que somam 108. A ordem crescente, sem nenhuma progressão aritmética aparente) sugere unidades de tempo; 108 minutos foi tempo que Yuri Alexeyevich Gagarin levou para percorrer a órbita da Terra; o código é para um satélite, e se não for digitado, o satélite destrói a escotilha].
De volta ao “incidente”: usando o inferno como distração, o cientista rebelde conseguiu libertar algumas das crianças, inclusive um garoto que ele/ela mais tarde chamou de Ethan Rom, porque esta criança era MAIS QUE (MORE THAN, sendo Ethan Rom um anagrama para “more than”) uma simples cobaia. Essas crianças libertadas se tornaram os Outros Renegados que têm vivido na ilha desde 1967/8; atualmente, devem estar na segunda geração; em direta oposição aos Outros Cientistas (como o “Zeek”, t02ep11, “A Caçada”), que continuam o trabalho da Dharma, os Renegados frequentemente queimam material e criam massivas colunas de fumaça preta, para mascarar seus movimentos da CC; a Iniciativa Dharma, severamente enfraquecida pela perda de seu fundador e de outros cientistas-chave, não pôde vasculhar a ilha em busca das crianças, tendo se dedicado a realizar a visão original de paz mundial, antes que seus patrocinadores do exército norte-americano aparecesse e acabasse com tudo.
[A escotilha agora tem portas anti-explosão para proteger o time de dois homens caso eles percam o prazo de 108 minutos. No entanto, no caso do satélite atirar na escotilha, as importantes informações contidas dentro do espaço das portas anti-explosão - incluindo os cientistas que formam a CC – devem ser destruídos, pois é melhor assim que vê-los cair nas mãos erradas].
Em seguida ao “incidente”, os patrocinadores do exército norte-americano decidiram que era hora de encerrar a Iniciativa Dharma. Os cientistas resistiram – e tem resisitido desde esse dia – usando as armas do exército e fortificando a ilha, sendo a CC a mais poderosa arma desse arsenal.
Eles conseguiram enviar as crianças que não foram libertadas para viver com pais adotivos, fiéis à Iniciativa Dharma, e foram condicionados durante toda a vida para cumprir seus futuros propósitos com relação à ilha.
Após anos de condicionamento remoto pela CC (de acordo com os princípios de B.F. Skinner) no mundo exterior, nossos heróis acabaram, de um jeito ou de outro, pegando o mesmo avião em Sidney.
À medida que o tempo passa na ilha, vai ficando claro que papel cada sobrevivente deve interpretar, se os há. Para manter o projeto vivo, a CC precisa sobreviver. Desse modo, eles precisam de substitutos: como parte da própria CC, para apertar botões, para manter as defesas da ilha, e para manter os segredos em segredo. Além de personificar a visão Dharma de uma nova ordem mundial de paz e cooperação (por coerção), nossos heróis foram (guiados) para a ilha para continuar esse trabalho. Especificamente: todo o objetivo da vida de Hurley seria o de digitar os números; ele não só já é obcecado por eles, mas também foi condicionado a conseguir sobreviver em ambientes claustrofóbicos, tendo nada além de TV, comida e música para mantê-lo. Que Hurley pareça não ter sorte com equipamentos eletrônicos, isso é uma estratégia deliberada da CC para desencorajar Hurley de mexer com equipamento eletrônico – atitude essencial para as longas e entediantes horas dentro da escotilha. E agora que ele parece ter encontrado em Libby uma colega de escotilha... mais motivos para ficar lá dentro.
Durante a maior parte da primeira temporada, Hurley tinha dois eletromagnetos presos à cabeça, seus headphones, uma metáfora de como ele é controlado pela CC.
Walt tem sido condicionado para um dia ser parte da CC – para substituir um dos velhos cientistas com eletrodos atados à cabeça, atrás do concreto; eis porque, durante toda a vida do garoto, a CC deixou claro que ele atraía fenômenos eletromagnéticos (como o pássaro que caiu pela janela). Ele tem um pseudo-afinidade com magnetismo, com o que eu quero dizer que a CC tem atuado junto à vontade e os desejos de Walt para acostumá-lo a esse tipo de poder... ele está sendo treinado, mas não sabe disso.
Walt está pouco a pouco se tornando familiar com a “visualização” e manipulação de objetos de metal – mesmo se na verdade é a CC quem faz isso.
A intenção é treinar Walt no uso de sua mente para manipular objetos como a CC faz. Por enquanto é a CC que faz todo o trabalho, mas um dia será Walt que terá o poder. Por enquanto, parece que ele tem algum tipo de acesso à tecnologia da CC, já que consegue projetar sua imagem ilha afora; que sua voz esteja ao contrário, talvez seja porque a CC o está censurando ou porque ele ainda não está bem familiarizado com a tecnologia e está cometendo um erro primário.
Ninguém sabe o que acontecerá no fim. Uma idéia é que nossos sobreviventes irão descobrir o propósito da ilha – e o propósito deles lá – e vão decidir ficar porque gostam de lá, já não têm mais nada para o que retornar e querem continuar o projeto Dharma de paz mundial defendendo a CC.
Agora: na ilha, a CC continua a manipular nossos heróis. Locke é o caso mais óbvio: ele é agradecido à CC porque ela lhe concedeu a habilidade de andar. A evidência disso: Locke NÃO PODE SENTIR suas pernas, mas pode andar ().
... observe o equipamento eletro-convulsor ao lado das pernas paralíticas de Locke – para estimular os músculos mesmo que elas não possam andar. Também: há uma cena em que Locke é arrastado pela fumaça negra (t01ep24, “Êxodo, parte 2”), coisa fácil para um adversário eletromagnético, já que Locke tem pinos metálicos nas pernas.
Outros são manipulados (de acordo com as idéias de BF Skinner) pela exploração de suas fraquezas, vícios ou crenças – as vozes nas árvores. A CC pode até induzir visões naqueles que são fisicamente ou mentalmente vulneráveis, como tem acontecido em algum grau ao longo da vida dos sobreviventes.
...reparem na reaparição do Logo do Dharma...
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Mesmo seus guardiões não conheciam seus destinos.
O pai adotivo de Kate, por exemplo, estava na ilha como oficial da conexão com o exército americano (depois da Korea), para assegurar que estava valendo à pena o investimento nas pesquisas de Hanso em armamentos; ele se converteu ao ideal da Dharma e levou sua filha com ele; e, como parte de sua nova visão de busca pela paz, ele decidiu que não teria “assassinato em seu coração”, e assumiu um posto burocrático no departamento de recrutamento do exército. Muitos dos sobreviventes têm questões com seus pais além do que seria normalmente esperado num apanhado aleatório de pessoas num avião. Isso se atribui a como seus guardiões os trataram/condicionaram/treinaram para seus propósitos futuros. No caso de Jack, seu pai substituto tentou ser severo com ele quando criança, numa tentativa de se manter emocionalmente distante dele; no entanto, o frio cirurgião criou amor por ele e o dilema de, num determinado momento, ter de entregá-lo a um propósito tão sombrio foi consumindo-o aos poucos; ele começou a beber; ( no bar na Austrália, ele reconhece em Jack um possível grande homem, assim admitindo uma razão além da cirurgia); no final, ele é chamado à Austrália e é morto para atrair Jack para lá. O pai de Jack queria pegar o telefone e dizer que o amava, mas não conseguia porque era ‘fraco’; na verdade, o pai de Jack sabia que haveria conseqüências vindas da Dharma caso ele fizesse isso; ademais, essa hesitação precipitou sua morte – na verdade, ele estava se tornando um ônus para a Dharma.
Esse ciclo se repete ao longo de Lost. Um pai substituto começa a amar a criança sob sua responsabilidade e acaba por trair a Iniciativa dharma, resultando em tragédia. Ao revés, um pai substituto mantém-se fiel à Dharma e permanece emocionalmente distante de sua incumbência – é o caso do Locke. Os propósitos para os quais as crianças foram concebidas são solitários, desgastantes e exigiam muito preparo; suas vidas foram traçadas para formar o tipo apropriado de pessoas para viver
O propósito exato para os sobreviventes que restam é desconhecido: talvez mais do que Walt seja necessário para a nova CC, e Hurley precisa de um parceiro para a digitação dos números. Com certeza deve haver uma comunidade nas linhas da Dharma para sustentar a ilha e especialmente para o caso de ser revelada a verdade sobre o que aconteceu a eles. Eles precisam sentir que fazem parte de algo grandioso e não que foram simplesmente controlados e manipulados pela vida a fora.
De acordo com essa teoria, grandes temas são abordados em Lost, como livre arbítrio versus predestinação. A CC age como um Deus, controlando todos os aspectos de suas vidas para prepara-los para um propósito maior...Mas os fins justificam os meios? E nós temos livre arbítrio se somos nada mais que a soma de nossas experiências ao longo da vida?? etc etc
Há mais, mas essa é a idéia central. Tenho que ir dormir; tive um longo dia.
FAQ’S
1. Com a Claire podia permanecer grávida enquanto induzida a estar dormente?
Em tese, todas as funções corporais ficam suspensas, incluindo o crescimento do feto.Outro objetos, se armazenados corretamente, à sombra e em local seco e fresco, não se degradarão. Artigos perecíveis podem ser congelados ou substituídos.
2. Qual o significado de cada um dos números do código para o satéilte (4-8-15-16-23-42)?
Não há qualquer significado intrínseco dos números fora da série. Eles não possuem qualquer significado oculto nem qualquer relevância matemática/científica. Eles são um código que previne que o satélite acerte a escotilha – o sistema de segurança para proteger a ilha e seus segredos. Nas minhas conjecturas a respeito de Lost: o fato de os números serem crescentes sugere progressão aritmética; os números são minutos que somam 108 minutos ( o tempo de órbita do satélite ao redor da Terra); o satélite deve desempenhar uma tarefa aos 4 minutos, depois 8 minutos mais tarde, 15 minutos mais tarde, e assim sucessivamente, mas o que isso significa provavelmente não importa.
3. Já ocorreu reversão polar várias vezes no passado que não causaram cataclismas. Sendo assim, qual a grande importância?
Opiniões científicas variam a esse respeito. O importante é que, no que diz respeito a Lost, o mundo ACREDITA que um cataclisma catastrófico, do tipo reversão polar ocorreu e a Dharma reforçou essa crença com ilusões suficientemente convincentes. Não é o fim do mundo – é apenas o fim da ordem mundial prévia.
4. Essa teoria é muito complexa para a audiência de televisão, não?Sim, escrita assim é complexa demais, mas na forma de tv show, com boa edição e redação melhor e mais concisa, poderia ser explicada em um episódio, talvez dois – vamos chama-los de “Revelação parte 1 e 2 “.
5. E quanto à Ana Lucia - e Kate – vivenciando um acidente real: isso contradiz a teoria da “indução à dormência” **Ana Lucia acorda na água mas nós não a vemos EFETIVAMENTE caindo na água; da mesma forma, Jack foi colocado na , Jack foi colocado na água e teve um fragmento metálico inserido na sua lateral e então acordou, Ana simplesmente foi posta na água e acordou. Quanto à Kate, supondo-se que ela estivesse falando a verdade quanto a se lembrar do acidente (ela já mentiu diversas vezes antes), ela foi levado a erro, foi enganada pela CC.
6. Mas nós vimos a parte traseira do avião atingindo a água. Realmente caiu!Nós vimos a parte traseira atingir a água, mas não nenhum dos passageiros. Talvez fosse muito gráfico para audiência na TV... mas talvez a Cc tenha lançado partes do avião para a terra como parte da encenação do acidente. Nós vemos um assento vazio atingir a praia e voar em direção da câmera. Também vemos partes da traseira caindo... aí uma tela negra com “Day 1”.... e ENTÂO vemos a Ana Lucia na água.
7. Como você explica as aparições do Walt?
Walt está com os “Outros Cientistas”, e próximo à área da CC; ou estão permitindo que ele use ou ele está de alguma maneira hackeando essa tecnologia. Da mesma forma que o pai do Jack foi projetado, walt também está sendo; por outro lado, eles estão revertendo o áudio, então walt não consegue realmente entregar o que está acontecendo. Ele está sendo treinado; daí vem o “special boy”.
8. A idéia da CC, como descrita aqui, é muito fácil. O eletromagnetisno envolve virtualmente todas as coisas do universo – é uma permisão para inventar qualquer coisa.Quase, mas não todas. A CC tem suas limitações... por exemplo, talvez só seja capaz de funcionar numa escala global VIA SATÈLITE – então não é onipresente e sim dependente das órbitas para cobertura. Infelizmente, uma das únicas coisas tangíveis em Lost que pode ser considerada “prova” (e não um possível truque) é o grande ímã presente na escotilha. Muito dessa teoria é extrapolação a partir desse ponto. Também se pode notar que muitas coisas aparentemente impossíveis aconteceram no show e um grande grupo de sobreviventes inteligentes não conseguiu explicar racionalmente. Se a resposta não fosse ao menos um pouco fantástica, eu . Se a resposta não fosse ao menos um pouco fantástica, eu não acreditaria.
9. O que é a ‘fumaça negra’?
Ela é diferente da ‘névoa negra’?A coluna de fumaça negra que é ocasionalmente ista da praia é feita pelo homem. Os “Outros Renegados” queimam algum material para conseguir partículas metálicas e lançam no ar para se encobrirem da CC. A ‘névoa negra’, por outro lado, é uma fina poeira metálica sob controle eletromagnético da CC.
10. Você trabalha para a ABC ou para alguma empresa que quer criar interferências?
Não, e eu lamento por isso.
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Pois bem, Cá esta a teoria, com as fotos originais e o texto traduzido para o portugues, leiam, pensem, critiquem, maaaaaaaaaas acima de tudo, divirtam-se!!
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sábado, janeiro 20, 2007

Produtores discutem o final de LOST

Os produtores da cultuada série Lost afirmaram que estão discutindo o final da série com a rede americana ABC.

Apesar da série ainda não ter uma data ou ano determinado para seu final, os produtores afirmam que querem uma data para ajudar no planejamento dos futuros episódios.

"Quando descobrirmos quando será (o final), muitas questões vão desaparecer", disse o produtor-executivo Carlton Cuse.

Lost, exibido pela rede americana ABC, é um dos maiores sucessos da TV americana, com média de 15 milhões de expectadores por episódio, índice que registrou queda quando foram exibidos os seis primeiros episódios do terceiro ano, em 2006.

No Brasil, onde a 3ª temporada da série começa apenas em março de 2007, Lost é exibido no canal por assinatura AXN e na Rede Globo.

Queda

Na Grã-Bretanha a série migrou de um canal aberto para um canal a cabo, a Sky, e o número de expectadores caiu em cerca de um milhão de pessoas.

Nos Estados Unidos os números da audiência também registraram queda de 14%, mas os criadores da série afirmaram que este índice é enganador pois o programa foi "a sensação" nas duas primeiras séries.

Mas os produtores admitem que planejam acabar com a série enquanto Lost ainda for popular, citando o exemplo da série dos anos 90 Arquivo X, afirmando que a série durou mais tempo que sua popularidade.

"Aquela era uma grande série que provavelmente durou duas temporadas a mais do que deveria. Esta é uma lição para nós", disse Cuse.

Lost se transformou em um sucesso comercial e de crítica em vários países.

O cenário é uma remota ilha deserta e a ação se concentra em um grupo de sobreviventes de um acidente de avião, mostrando como eles lidam com um ambiente novo, hostil e misterioso.

terça-feira, agosto 22, 2006

A Terra Oca

Conversando e lendo sobre LOST, me deparei com algumas possíveis teorias que explicariam os acontecimentos nesta incrível ilha. Uma delas é a sensacional teoria da Terra Oca. Fiquei perplexo, pois não conhecia tal teoria. Após algumas pesquisas e depois de consultar o DEUS GOOGLE e seu filho, não menos divino WIKIPEDIA, encontrei uma explicação satisfatória.
Antes do artigo, cheguei a ler algumas noticias que contavam o que virá na terceira temporada. Uma delas é que os hieróglifos do contador da escotilha, juntos, querem dizer "subterrâneo". Humm, isso é muito interessante! Teoria da Terra Oca??? Será?? Fora que falaram ainda que é possível ter uma escotilha subaquatica!!!! E mais, há alguma coisa de errado com o tempo. O tempo na ilha é diferente do que de fora dela!!!!! Essa foi foda!! Pois é, tudo isso só faz com que essa teoria da Terra Oca se torne mais próxima da realidade de LOST.
Segue na integra o artigo, explicando resumidamente (?!?) a teoria da TERRA OCA:

Para maiores informações recomendo também:


PS: Algumas partes em negrito foram de minha autoria. Fiz isso para ressaltar alguns pontos em que é possível explicar algumas coisas de LOST, ou quase. Pode ser uma viagem, e não explicar nada, mas para os curiosos, fica aí a dica.



"1°. Enfoque :

Foi formulado por um escritor americano , Willian Reed, em 1906 , sendo posteriormente ampliada por outro americano , Marshall B. Gardner, em 1920.

Willian Reed, em seu livro Phanton of the polos (Fantasma dos Polos) , publicado em 1906 , reúne a primeira compilação de evidências científicas, baseadas nas narrativas dos exploradores árticos . são suas afirmativas:

"A terra é oca. Os polos há tanto buscados são fantasmas. Há aberturas nas extremidades norte e sul. No interior estão grandes continentes, oceanos, montanhas e rios. É evidente a vida vegetal e animal neste novo mundo, que é provavelmente povoado por raças desconhecidas dos moradores da superfície da terra . "

Reed chama a atenção para o fato de não ser a terra uma esfera perfeita, e sim achatada nos polos, e que começa a se achatar quando se aproxima dos hipotéticos pólos e sul. Assim, os polos , estão na realidade no ar, dada a existência ali das aberturas. Daí o comportamento estranho da bússola nas altas latitudes. Ele narra os acontecimentos dos navegadores Peary e Cook nas proximidades das latitudes 70 e 75 graus. É nessa latitude que a terra principia a se curvar para dentro . O clima e as temperaturas existentes no interior da terra, segundo a teoria de Reed , eram devidas à erupções vulcânicas .

Foi observado também que em latitudes próximas de 90 graus, a bússola sofre a tendência de apontar sua agulha verticalmente (perpendicularmente ao seu plano) .

Segundo todas estas teorias a terra era originalmente uma bola de fogo e de metal fundido. A força centrífuga, resultante da sua rotação em torno do seu eixo, fez com que seu material sólido fosse arremessado para a periferia e com o resfriamento foi sendo formado uma crosta sólida . Como a velocidade desta massa ignea nas regiões polares era menor , formou-se duas aberturas nestas extremidades.



2°. Enfoque :

Quatorze anos mais tarde , Marshall B. Gardner publicou o livro : A Journey to the Earth's Interior ou Have the Poles Really Been Discovered ?. Ele apresenta praticamente os mesmos conceitos da estrutura da terra, mas acrescenta a existência de um sol central como causador da aurora boreal e responsável pelo clima ameno do interior e temperaturas mais elevadas nas aberturas polares.

De acordo com Marshall Gardner , a borda da abertura polar - o verdadeiro polo magnético - é um grande círculo de 2250 km de diâmetro. É tão grande , que , quando um explorador passa por ele, como muitos o fizeram , não percebe que está seguindo para o interior da terra, e sim imagina que continua na sua superfície, devido à sua declividade ser muito suave.

No livro de Gardner existem um diagrama indicando as várias etapas de uma jornada imaginária através do interior do planeta . No ponto D temos a primeira visão da coroa do sol central. Do ponto E o sol é visto inteiramente.

A atração gravitacional é mais forte ao redor da curvatura que liga o exterior ao interior do planeta . Um homem de 68 kg , provavelmente pesaria 136 kg neste trecho da viagem , e quando alcançasse o interior da terra pesaria somente 34 kg.

Gardner amplia a sua teoria , afirmando que não só a terra mais todos os planetas do sistema solar apresentam a mesma conformação e faz comparações com as nebulosas espiraladas , procurando evidências astronômicas para reforçar sua teoria .

3°. Enfoque :

Com a publicação do livro de Raymond Bernard - A terra Oca- a informação sobre a existência dos mundos interiores atingiu um certo nível de massificação. Tornou-se imensa a variedade das formas de conceber esses mundos , das descrições que deles se fazem.

Bernard o concebe como uma realidade física e objetiva. A superfície interna da crosta terrestre possui acidentes geográficos - campos , florestas, rios e mares. Ali existem cidades, vias de comunicação, equipamentos, bibliotecas - toda uma civilização.

Muitos exoteristas, principalmente no Brasil, entre teosofistas não ortodoxos, teúrgicos, eubióticos - afirmam que essa civilização está muito avançada em relação à nossa, em todos os aspectos . Ali, é a região da Eterna Primavera, com um sol interior brilhando perenemente no meio do céu interno. Os intraterrenos (como são chamados os seres que habitam no interior da terra) têm interesse diretor no que se passa na terra exterior , sempre nos vigiando e ajudando na nossa evolução. Suas formas de atuação incluem a visita de naves, tripuladas ou não. Há uma versão disto, de certa forma registrada por Raymond Bernard, segundo o qual extraterrestre e intraterrestres são, afinal de contas, os mesmos seres. Para que isto se torne possível, os defensores da idéia elaboraram uma teoria. Sustentam eles que os Intraterrenos mantém um intenso intercâmbio como os ExtraTerrestres. O trânsito das naves se faz pela via de um hiperespaço, onde a natureza funciona segundo outras leis. O portal de entrada e saída estaria no centro do sol interior .

Evidências Apresentadas:

As teorias de Reed e Gardner encontram confirmação nas expedições que o contra almirante Bird fez ao Ártico e à Antártica . Na primeira expedição, realizada em 1947. Nesta 1a. expedição Bird voou em direção ao polo norte , percorrendo 2730 km, retornando para se reabastecer. Nas suas narrativas, conta que progrediu para além do polo, encontrando terras sem gelo, com lagos e montanhas cobertas de florestas , vendo no seu sobrevoo um enorme animal parecido com o mamute, deslocando-se na vegetação rasteira . Na segunda expedição,comandada por Bird foi realizada na Antarctica ; ultrapassando 3.690 km além do polo sul . o voo, realizado pelo contra almirante no dia 13 de janeiro de 1956 , conta com fatos inusitados . Ao retornar desta expedição, teria Bird declarado : "a atual expedição descobriu uma vasta terra nova ". Contemporâneos seus teriam declarado : "Havia um estranho vale embaixo, era verde e luxuriante. Havia montanhas cobertas por vastas florestas e havia grama viçosa e vegetação rasteira ". em 1957, o mesmo almirante Bird teria dito : "aquele continente encantado no céu , terra de mistério eterno . " e assegurou que a sua expedição polar do sul foi "a expedição mais importante , na história do mundo - tendo descoberto uma terra nova vasta ." Naturalmente , por ser militar , muitos segredos permaneceram ocultos aos civis ; e estes fatos caíram no esquecimento.

Em fevereiro de 1947 , quase na mesmo ocasião em que Bird fez a sua grande descoberta de terra além do polo norte ,foi feita outra constatação do continente Antártico , o do Oásis de Bunger. Esta outra descoberta foi feita pelo capitão de corveta David Bunger, que pilotava um dos 6 aviões de transporte na operação Highjunber, da marinha dos EUA(46/47) . Ele estava voando terra adentro , da barreira de gelo de Shakleton, perto da costa da Rainha Mary , na terra de Wilkes, cerca de seis km da linha da costa , quando avistou uma terra livre de gelo . Os lagos observados neste oasis eram de diferentes cores, variando do vermelho ferruginoso ao verde e azul escuros, cada um deles com aproximadamente 5 km de extensão.Amerissando com seu hidroavião em um dos lagos, observou praias e declives suaves . Em alguns dos lados do oasis, observou grandes paredões de gelo de aproximadamente 30 m de altura ,e em outros declives de gelo suaves e graduais .

Existem também relatos de civis, que se aproximaram dos polos norte e sul .

Um dos relatos veio de um homem de ascendência nórdica : "vivia perto do círculo polar Ártico , na Noruega . Num verão, eu e um amigo, resolvemos fazer uma viagem de barco juntos, e ir tão longe quanto pudessemos para o Norte. Assim, armazenamos provisões de boca para um mês,num pequeno barco de pesca, e nos fizemos ao mar, com vela e também com um bom motor de popa.

No fim de um mês , tinhamos viajado bem longe, para o norte, além do polo e numa estranha e nova região.Ficamos muito espantados com o clima de lá .Quente, e às vezes as noites eram tão cálidas , que quase não se podia dormir (Narrativa semelhante de alguns navegadores que passaram naquelas latitudes) . Depois vimos algo tão estranho que ficamos ambos assombrados. Em frente do mar aberto e quente, em que estávamos, vimos o que parecia uma grande montanha. Naquela montanha, num determinado ponto, o oceano parecia estar desembocando. Confusos, continuamos naquela direção e nos encontramos navegando num vasto e profundo vale, que levava para o interior da Terra. Continuamos navegando e vimos então o que nos surpreendeu ainda mais - um sol brilhando dentro da Terra ! . "

"O oceano que nos tinha levado para dentro do interior oco da Terra, gradualmente transformou-se num rio. O rio percorria toda a superfície interna do mundo, de uma extremidade a outra. Ele pode ir, se se o segue sempre, de um polo a outro ."

"Vimos que na superfície interna existia terra e água. Há abundância de luz solar e m uita vida, tanto animal como vegetal. Navegamos mais e mais , para dentro desta região fantástica, porque tudo era de tamanho grande em comparação com as coisas do lado de fora. As plantas são grandes, as árvores enormes e , finalmente , chegamos até os GIGANTES . "

"Eles viviam em lares e cidade, da mesma maneira que o fazemos aqui. Usavam um tipo de condução elétrica, semelhante a um monotrilho, para transportar as pessoas. Corria ao longo das margens do rio, de cidade para cidade. "

"Vários dos habitantes do interior da Terra - gigantes enormes - descobriram nosso barco no rio e ficaram muito surpresos. Entretanto , foram bastante amistosos . Fomos convidados a jantar com eles, nos seus lares, e assim separei-me do meu companheiro, que foi para o lar de um dos gigantes, enquanto eu ia para a casa de outro . "

"Meu amigo gigantesco me levou para a sua casa, apresentou-me a sua família e fiquei completamente aterrorizado ao ver o tamanho enorme de todos os objetos do seu lar. A mesa de refeições era colossal. Foi posto na minha frente um prato com uma quantidade tão grande de comida que poderia me alimentar abundantemente por uma semana . O gigante me ofereceu um cacho de uva e cada uma delas tinha o tamanho de um pêssego . Provei uma e achei bem mais doce do que qualquer uma que tivesse comido 'do lado de fora' . No interior da Terra todos os frutos e hortaliças são bem mais gostosos e saborosos do que os que temos aqui na superfície externa . "

Permanecemos um anos com os gigantes, apreciando tanto o seu companheirismo quanto apreciavam nos conhecer. Observamos muitas coisas estranhas e fora do comum, durante nossa visita à esse povo notável e ficávamos continuamente assombrados diante do seu progresso científico e das suas invenções. Durante todo o tempo, jamais foram inamistosos para conosco, e permitiram que retornássemos para os nosso próprios lares , oferecendo-nos proteção caso precisassemos . "

Uma experiência semelhante de uma visita ao interior da terra pela abertura polar, foi citada por um norueguês chamado Olaf Jansen, e registrada no livro The Smoky God, de autoria de Willis George Emerson, um escritor americano. O livro é baseado numa narrativa feita por Jansen ao Sr. Emerson, antes da sua morte, descrevendo suas experiências reais, durante a visita que fez ao interior da terra e aos seus habitantes. O título faz referência ao sol central do interior oco da terra, que sendo menos brilhante e menor que o nosso sol, aparece como "esfumaçado". O livro conta a experiência verdadeira de um pai e seu filho escandinavos que , com seu pequeno barco de pesca e ilimitada coragem, tentam encontrar a "terra além dos ventos do norte ". de cuja beleza e calor tinham ouvido falar. Uma tempestade de vento enorme os leva através da abertura polar em direção ao interior oco da terra. Ficando lá por dois anos, regressaram pela outra extremidade sul (Antártica). O pai, foi acidentado quando um Iceberg destruiu o barco, vindo a falecer. Seu filho foi salvo e quando contou o ocorrido foi considerado como louco, ficando 24 anos em um manicômio.Silenciando-se posteriormente, veio para os Estados Unidos, e somente com 90 anos contou a história ao novelista Willis George Emerson, deixando-lhes os mapas e o manuscrito narrativo da sua experiência .As suas narrativas coincidem com a anterior , acrescido que os habitantes vivem de 400 a 800 anos .

Outra evidência é a presença de inúmeros animais selvagens numa terra considerada inóspita como o polo norte .

Os exploradores polares mencionam a existência tanto de fauna quanto de flora no extremo norte. Muitos animais como o boi almiscarado, estranhamente, migram em direção ao norte, no inverno, o que fariam somente se lá existisse uma terra mais quente. Também observam-se a presença cada vez mais frequente de ursos polares e raposas naquelas regiões. Borboletas, abelhas e até mosquitos numa região circundada por gelos eternos. Encontram-se variedades desconhecidas de flores. Revoada de pássaros são vistas constantemente e as lebres são abundantes , transformando esta região num viveiro para os predadores . Outro escritor disse que "viu todos os tipos de animais de clima quente e milhões de pássaros tropicais .Eram tantos que até um cego podia derrubar várias delas com um tiro. A vista era adorável , tanto do céu como da terra, e era mais magnífica do que qualquer outra já observada no exterior da terra . "

Lendas Indígenas e de outros povos:

Dizem os esquimós que os seus ascestrais vieram de uma terra paradisíaca no interior da terra e muitas das suas lendas mencionam uma grande abertura ao norte , e existem referências de migrações de alguns indivíduos naquela direção .

Os índios carajás (no Brasil) afirmam que são originários de um mundo subterrâneo, onde a luz do sol penetra enquanto aqui é noite . E dentro deste mundo viviam seus antepassados . Eram muito felizes e morriam de velhice só mesmo depoisde terem cansado de viver. Um dia saíram de lá e passaram a percorrer a terra. Entretanto , um deles, por ser muito robusto, não conseguiu passar seu corpo pelo furo de pedra, e lá ficou entalado . Como não conseguiu passar, retornou para o interior e disse : "Não quero ir para este lugar, lá as coisas morrem cedo. Veja os galhos secos das árvores. Voltem para o nosso lugar, onde viveremos para sempre . "

Os irlandeses tem uma lenda acerca de uma terra adorável além do norte, onde a luz e o clima de verão são contínuos. Lendas escandinavas falam de uma terra maravilhosa, bem longe ao norte, chamada Última Thule. "


Só quero ver quem vai ler isso tudo.......

segunda-feira, agosto 21, 2006

Detalhes importantes de LOST

Enquanto a nova fase da série não vem, é hora então de repassar os detalhes para checar se, no calor da emoção, nada foi perdido de vista neste fim de temporada. Confira só:

- No encontro entre Desmond e Libby, dois dos "números malditos" marcaram presença: quando ela paga quatro dólares pelo café, nos oito meses de preparo para a corrida previstos pelo escocês e nos 42 mil dólares que ele pede para comprar o barco.

- Mais números, e desta vez envolvendo a queda do avião: eram quatro horas e dezesseis minutos quando Desmond deixou de digitar os números e derrubou o vôo 815.

- O nome do ex-marido de Libby é Dave - o mesmo do amigo imaginário de Hurley (e ela foi colega de hospício de Hurley) - No barco que Libby deu a Desmond está escrito "Newport". Este é o nome da praia onde se passa "The O.C.", série da qual fazia parte o ator Alan Dale (o Caleb Nichols), que interpreta o pai de Penelope. Os criadores de "Lost" devem ser fãs da série...

- O nome verdadeiro de Zeke, o (falso) barbudo dos Outros, é Tom - o mesmo nome do namoradinho de infância de Kate e também o nome falso usado pelo pai de Jack quando viajou com Ana Lucia. O ex-namorado de Claire se chamava Thomas - e o apelido para este nome, adivinha qual é? Tom também...

- Já que falamos em nomes, descobrimos o nome completo do "brotha": Desmond David Hume - e David Hume foi um dos filósofos do Iluminismo, juntamente com Jean-Jacques Rousseau (que empresta seu sobrenome para a francesa Danielle) e John Locke. Aí tem coisa.

- O companheiro de Desmond na escotilha era Kelvin Inman - o mesmo americano que era colega do pai de Kate no exército e que cruzou com Sayid na Guerra do Golfo.

- A foto de Desmond com Penelope vista neste episódio aparentemente é a mesma vista por Jack na escotilha no começo desta temporada. Mas um detalhe curioso chama a atenção: a mulher que está na foto não é a mesma! A explicação mais plausível é a de que os produtores simplesmente resolveram chamar outra atriz para fazer o papel de Penelope - e, assim, alteraram a foto para o episódio final; mas como estamos falando de "Lost", bem... será que há algum outro mistério envolvendo a imagem?

- O pé de quatro dedos visto por Sayid, Sun e Jin - Tudo indica que ele diz respeito ao passado da ilha, assunto que certamente será abordado na terceira temporada.

- Enfim, Charles Widmore. O milionário pai de Penelope foi o homem que patrocinou a corrida da qual participou Desmond, seu ex-genro. Mas não é a primeira vez que vemos esse nome na série. "Widmore" já apareceu anteriormente em "Lost" em três oportunidades: na marca do teste de gravidez de Sun, no balão de Henry Gale e numa construção em Londres, vista num flashback de Charlie.

A trama do livro "Bad Twin" é protagonizada pela família Widmore; e segundo a narrativa, há mesmo ligações entre a Widmore Corporation e a Hanso Foundation. Se você não lembra, "Bad Twin" é de autoria de Gary Troup - passageiro do vôo 815 - e acabou sendo lançado de verdade, virando best-seller em todo o mundo.

Mistérios e mais mistérios. Peguem a pipoca e seu suco de maracujá, pois a terceira temporada está chegando!!!!!

Fonte: Globo.com

domingo, maio 14, 2006

A Caixa de Skinner

A Caixa de Skinner

A nossa inclinação a descobrir significado e padrão na coincidência, quer haja um verdadeiro significado, quer não, faz parte de uma tendência mais geral de procurar padrões. Essa tendência é louvável e útil. Muitos eventos e características no mundo são realmente padronizados de uma forma não aleatória, sendo proveitoso para nós, e para os animais em geral, detectar esses padrões. A dificuldade é navegar entre detectar um padrão aparente onde não existe nenhum, e não detectar o padrão onde ele existe. Em grande parte, a ciência da estatística diz respeito a saber orientar-se nessa difícil rota. Todavia, muito antes que os modernos métodos estatísticos fossem formalizados, os humanos e até outros animais eram estatísticos intuitivos bastante bons. Entretanto, é fácil cometer erros em ambas as direções.

Não somos os únicos animais a procurar padrões estatísticos de não-aleatoriedade na natureza, e não somos os únicos animais a cometer erros do tipo que poderia ser chamado de supersticioso. Esses dois fatos são claramente demonstrados no aparelho chamado caixa de Skinner, em referência ao famoso psicólogo americano B. F. Skinner. Uma caixa de Skinner é um equipamento simples, mas versátil, para estudar geralmente a psicologia de um rato ou de uma pomba. É uma caixa com uma chave ou chaves introduzidas numa das paredes, as quais a pomba (por exemplo) pode operar dando bicadas. Há também um aparelho de alimentação (ou de recompensas) que é eletricamente operado. Os dois estão conectados de tal modo que a bicada da pomba tem alguma influência sobre o aparelho de alimentação. No caso mais simples, toda vez que a pomba dá uma bicada na chave, ela ganha comida. As pombas aprendem rapidamente a tarefa. O mesmo acontece com ratos e, em caixas de Skinner reforçadas e adequadamente aumentadas, com os porcos.

Sabemos que a ligação causal entre a bicada na chave e a alimentação é gerada por um aparelho elétrico, mas a pomba não sabe. No que diz respeito à pomba, dar uma bicada na chave bem que poderia ser uma dança da chuva. Além disso, a ligação pode ser um elo estatístico bem fraco. O aparelho pode ser preparado para que, em vez de cada bicada ser recompensada, apenas uma em dez bicadas receba recompensas. Isso pode significar literalmente a cada dez bicadas. Ou, com um arranjo diferente do aparelho, pode significar que em média uma em dez bicadas recebe recompensas, mas em qualquer dada ocasião o número exato de bicadas exigido é determinado aleatoriamente. Ou talvez haja um relógio que determina o décimo de tempo, em média, em que uma bicada vai conseguir recompensas, contudo é impossível dizer qual será esse décimo de tempo. As pombas e os ratos aprendem a pressionar chaves mesmo que, em nossa opinião, fosse preciso ser um bom estatístico para detectar a relação entre causa e efeito. Podem ser treinados para um programa em que apenas uma proporção muito pequena de bicadas seja recompensada. É interessante observar que os hábitos aprendidos quando as bicadas são apenas ocasionalmente recompensadas apresentam maior duração que os hábitos aprendidos quando todas as bicadas são recompensadas: a pomba é desencorajada menos rapidamente quando o mecanismo de recompensas é totalmente desligado. Isso faz sentido intuitivamente, se pensarmos a respeito.

As pombas e os ratos são, portanto, estatísticos muito bons, capazes de captar tênues leis estatísticas de padrões no seu mundo. É presumível que essa capacidade lhes traga vantagens na natureza, assim como na caixa de Skinner. As ações de um animal selvagem não raro são seguidas por recompensas, punições ou outros acontecimentos importantes. A relação entre causa e efeito freqüentemente não é absoluta, e sim estatística. Se um maçarico-de-bico-torto sonda a lama com seu bico longo e curvo, há uma certa probabilidade de que vá pegar uma minhoca. A relação entre os eventos de sondagem e os de encontrar minhocas é estatística, mas real. Toda uma escola de pesquisa sobre animais tem se desenvolvido em torno da assim chamada Teoria da Forragem Ótima (Optimal Foraging Theory). Os pássaros selvagens demonstram ter capacidades bastante sofisticadas de avaliar, estatisticamente, a relativa riqueza em alimentos de diferentes áreas e de dividir o seu tempo entre as áreas de acordo com essa avaliação.

De volta ao laboratório, Skinner fundou uma grande escola de pesquisa usando caixas de Skinner para todos os tipos de finalidades detalhadas. Depois, em 1948, ele tentou uma genial variante da técnica padrão. Cortou completamente o elo causal entre o comportamento e a recompensa. Preparou o aparelho para recompensar a pomba de tempos em tempos, não importava o que o pássaro fizesse. Agora, o que os pássaros precisavam realmente fazer era só pousar e esperar a recompensa. Mas na realidade, não foi isso o que fizeram. Pelo contrário, em seis dentre oito casos, eles desenvolveram - exatamente como se estivessem aprendendo um hábito recompensado - o que Skinner chamou de comportamento supersticioso. Em que isso precisamente consistia, variava de pomba para pomba. Um dos pássaros girava como um pião, dando duas ou três voltas no sentido anti-horário, no intervalo entre as recompensas. Outro pássaro repetidamente lançava a cabeça na direção de um determinado canto no alto da caixa. Um terceiro exibia um comportamento de atirar-se para o alto, como se estivesse levantando uma cortina invisível com a cabeça. Dois deles desenvolveram independentemente o hábito rítmico do "balanço do pêndulo", oscilando a cabeça e o corpo de um lado para o outro. Eventualmente, este último hábito deve ter se assemelhado bastante à dança de namoro de algumas aves-do-paraíso. Skinner usou a palavra superstição porque os pássaros se comportavam como se achassem que o seu movimento habitual tivesse uma influência causal sobre o mecanismo de recompensa, quando na verdade isso não ocorria. Era o equivalente da dança da chuva para as pombas.

Um hábito supersticioso, uma vez estabelecido, podia persistir por horas, muito tempo depois de o mecanismo de recompensa ter sido desligado. Entretanto, os hábitos não persistiam inalterados na forma. Num caso típico, o hábito supersticioso da pomba começou como um movimento brusco da cabeça da posição do meio para a esquerda. Com o passar do tempo, o movimento se tornou mais enérgico. Por fim, todo o corpo se movia na mesma direção, e as patas davam um ou dois passos para o lado. Depois de muitas horas de "variação topográfica", esses passos para a esquerda se tornaram a característica predominante do hábito. Os próprios hábitos supersticiosos podem ter se derivado do repertório natural da espécie, mas ainda é justo afirmar que executá-los nesse contexto, e executá-los repetidas vezes, não é natural para as pombas.

As pombas supersticiosas de Skinner estavam se comportando como estatísticos, mas estatísticos que tinham chegado à conclusões errôneas. Estavam alertas à possibilidade de ligações entre os acontecimentos no seu mundo, especialmente entre as recompensas que desejavam e as ações que tinham capacidade de empreender. Um hábito, como impelir a cabeça para o alto num canto da gaiola, começou por acaso. O pássaro realizava esse movimento minutos antes de o mecanismo de recompensa entrar em ação. É bastante compreensível que o pássaro tenha desenvolvido a hipótese expeculativa de que havia uma ligação entre os dois acontecimentos. Por isso, impeliu a cabeça para o canto mais uma vez. Sem dúvida, pela sorte do mecanismo de sincronização de Skinner, a recompensa apareceu de novo. Se o pássaro tivesse tentado o experimento de não impelir a cabeça para o canto, teria descoberto que receberia recompensa de qualquer modo. Mas teria sido necessário um estatístico melhor e mais cético do que muitos de nós, humanos, para tentar esse experimento.

Skinner compara as pombas com apostadores humanos que desenvolvem pequenos "tiques" da sorte ao jogar cartas. Esse tipo de comportamento é também um espetáculo familiar em uma pista de bocha. Depois que a bola grande de madeira deixou a mão do jogador, não há nada mais que ele possa fazer para estimulá-la a se mover em direção ao bolim, a bola-alvo. Ainda assim, jogadores experientes quase sempre correm atrás da bola de madeira, freqüentemente ainda na posição inclinada, torcendo e virando o corpo como se para dar instruções desesperadas à bola, agora indiferente, e muitas vezes repetindo palavras vãs de encorajamento. Uma máquina caça-níqueis em Las Vegas é nada mais que, nada menos, que uma caixa de Skinner. "Dar uma bicada na chave" não é representado apenas pelo ato de puxar a alavanca, mas também é claro, pelo de colocar dinheiro na fenda. É realmente um jogo de tolos, pois sabe-se que as probabilidades estão arrumadas a favor do cassino -- de que outro modo o cassino conseguiria pagar suas imensas contas de eletricidade? É determinado aleatoriamente se um dado puxão na alavanca vai produzir a sorte grande ou não. Uma receita perfeita para hábitos supersticiosos. Sem dúvida, observando jogadores aficionados de Las Vegas, vêem-se movimentos que lembram muito as pombas supersticiosas de Skinner. Alguns falam com a máquina. Outros lhe fazem sinais engraçados com os dedos, acariciam-na ou lhe dão palmadinhas com as mãos. Certa vez lhe deram palmadinhas, e ganharam a sorte grande, e disso jamais se esqueceram. Tenho observado aficionados de computador, impacientes à espera da resposta do servidor, comportando-se de modo semelhante, por exemplo, batendo no terminal com os nós dos dedos.

Como podemos saber quais são os padrões aparentes genuínos, e quais os aleatórios e sem significado? Existem métodos, e eles pertencem à ciência e ao projeto experimental.

Um erro chamado de "falso negativo", consiste em deixar de detectar um efeito quando ele realmente existe. Um erro "falso positivo", ao contrário, consiste em concluir que algo está realmente acontecendo, quando na verdade não existe nada senão aleatoriedade.

As pombas supersticiosas de Skinner cometiam erros falsos positivos. Não havia nenhum padrão em seu mundo que ligasse verdadeiramente as suas ações aos resultados do mecanismo de recompensa. Mas elas se comportavam como se tivessem detectado esse padrão. Uma pomba "achava" (ou se comportava como se achasse) que dar passos para a esquerda faria funcionar o mecanismo de recompensa. Outra "achava" que atirar a cabeça para um canto tinha o mesmo efeito benéfico. As duas estavam cometendo erros falso positivos. Um erro falso negativo é cometido por uma pomba que nunca percebe que dar uma bicada na chave produz alimentos se a luz vermelha estiver acesa, mas que uma bicada com a luz azul acesa causa uma punição, desligando o mecanismo por dez minutos. Há um padrão esperando por ser detectado no pequeno mundo da caixa de Skinner, porém nossa pomba não o detecta.

Um erro falso negativo é cometido por um agricultor que deixa de perceber que há no mundo um padrão relativo a adubar um campo para a subseqüente colheita daquele campo. Um erro falso positivo é cometido por um agricultor que pensa provocar chuva, oferecendo sacrifícios aos deuses. Na verdade, não há nenhum padrão no seu mundo, mas ele não descobre esse dado da realidade e persiste nos seus sacrifícios inúteis e devastadores. De vez em quando, por acaso chuvas se seguem a rituais, e esses raros lances de sorte ficam gravados na memória. Quando o ritual não é seguido por chuva, assume-se que algum detalhe deu errado na cerimônia, ou que os deuses estão zangados por alguma outra razão: é sempre fácil encontrar uma desculpa bastante plausível.

Texto composto de fragmentos extraídos do livro Desvendando o Arco-Iris, de Richard Dawkins, Ed. Companhia das Letras, 2000.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Overdose de LOST


Meu negócio agora é LOST.
Maratonas e maratonas da série. Uma baita overdose!
Tá valendo.... mas dessa vez sem matéria pra Super Rock Show. Num to afim...