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terça-feira, dezembro 02, 2025

Quando você lê de verdade, os especialistas caem


Nos últimos dias mergulhei no Psicologia Financeira, do Morgan Housel, e essa leitura já mudou minha percepção sobre muita coisa. Não só sobre dinheiro, mas sobre a forma como a gente consome conteúdo, especialmente esses podcasts de investimento do YouTube, no qual vários caras aparecem com aquela postura de iluminado, citando livros como se fossem donos da verdade. Quando você não lê nada por conta própria, parece que esses apresentadores têm algo especial. Eles falam com segurança, repetem frases prontas, citam autores famosos e parecem realmente dominar os assuntos. 

Eu já admirei alguns deles. Achava que estavam me ensinando alguma coisa. Mas agora que estou lendo os livros que eles citam, percebi o quanto muitos desses podcasts ruminam frases de efeito sem contexto, sem profundidade e sem entendimento real. Os caras puxam trechos soltos só para reforçar opinião pessoal ou ideologia, principalmente quando o assunto é bilionário, meritocracia e fórmula mágica de enriquecimento. Virou quase um teatro pois eles não explicam o que leram; eles encenam.

Enquanto avançava no livro do Housel, fui percebendo como essas figuras soam rasas. No começo da leitura, até estava irritado com o livro. Achava repetitivo, meio distante da realidade de quem vive contando centavo. Parecia um livro escrito para quem já tem dinheiro sobrando. Mas conforme fui avançando, o texto começou a ganhar um peso diferente. No final do capítulo 2 veio a primeira virada de chave: ele diz que nós não aprendemos nada estudando exceções. Não adianta copiar bilionário, idolatrar casos isolados ou tentar repetir trajetórias que só deram certo porque a pessoa estava no lugar certo, na hora certa, com uma sorte absurda envolvida. E é exatamente isso que esses podcasts fingem não ver. Eles tratam exceção como regra. Eles pegam a história de um cara específico e transformam em “ensinamento universal”, como se todo mundo tivesse as mesmas oportunidades, o mesmo cenário e a mesma vida. É desonesto.

O capítulo 3 reforçou ainda mais essa percepção. Ele fala sobre ganância e sobre a dificuldade de reconhecer o que é “suficiente”. A busca eterna por mais faz muita gente se meter em riscos desnecessários, desgastar a própria paz e até perder tudo. Não por necessidade, mas porque nunca existe um limite claro. É uma verdade dura, que serve para qualquer pessoa mas que os podcasts ignoram completamente. Para eles, tudo se resume a correr atrás, arriscar mais, querer mais, buscar mais. E quando dá errado, dizem que faltou disciplina. É uma narrativa vazia.

Ao ler tudo isso, comecei a enxergar esses podcasts de outro jeito. Não como fontes de conhecimento, mas como vitrines de ego. Host que usa livros como escudo para parecer inteligente, mas que nunca aprofundam nada. Gente que cita autores que provavelmente nem entendeu. Gente que fala de dinheiro como se fosse um joguinho onde basta "fazer o que bilionários fazem" e pronto. Depois que você passa a ler de verdade, esse tipo de conteúdo perde a magia. Fica óbvio o quanto é raso. Fica claro que o cara não está te ensinando nada; está só repetindo, como papagaio, conceitos que não domina.

Eu ainda não terminei o livro, mas já é nítido o quanto ele me ajudou a perceber essas coisas. Não é só sobre finanças, é sobre pensamento crítico. É sobre separar conhecimento real de show. Ler por conta própria é o que desmonta ilusões e coloca as ideias no lugar. E sinceramente, só isso já vale a leitura inteira.

E no fim das contas, esse texto nem é exatamente sobre o *Psicologia Financeira*. Ele é sobre todos os livros que tratam de comportamento, dinheiro, risco e mentalidade. Obras que, quando lidas de verdade, mostram um mundo cheio de nuances, incertezas e fatores que ninguém controla. E aí a ficha cai, o problema não está nos livros, mas em quem distorce as mensagens deles.

É uma crítica direta aos podcasts de investimento que circulam por aí. Esses caras não querem ensinar. Eles querem moldar, eles querem vender os próprios cursos. Pegam teorias sérias e transformam em slogan motivacional. Usam histórias de bilionários como se fossem roteiro obrigatório. Ignoram completamente a sorte, o contexto, a realidade de cada um. Incentivam pessoas comuns a imitarem modelos impossíveis, como se tudo fosse uma questão de vontade e coragem. E quando dá errado, colocam a culpa na vítima. Se deu errado, é porque você não comprou meu curso. 

Ler por conta própria me mostrou o quanto isso é enganoso. A leitura revela o que eles escondem, complica o que eles simplificam e desarma a narrativa fantasiosa que eles vendem. Esse post é sobre isso, sobre ganhar consciência, enxergar as manipulações e finalmente perceber que o mundo real é muito mais complexo do que esses podcasts fazem parecer.

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sábado, maio 31, 2025

A farsa do seja você mesmo


Vivemos numa era na qual autenticidade virou desculpa para grosseria, e sinceridade virou sinônimo de falta de noção. Mas será que ser você mesmo justifica tudo? Até o que machuca? Nesse texto, vamos encarar de frente um dos discursos mais repetidos e mais mal interpretados  do nosso tempo.

Tem algo estranho acontecendo nos discursos sobre autenticidade. A tal cultura do “seja você mesmo” que, em essência, deveria libertar, está fazendo o contrário, está aprisionando a convivência. Criamos uma geração inteira que acha bonito ser insuportável e ainda chama isso de coragem.

É tanta gente repetindo “eu sou assim mesmo” com orgulho, que o mundo virou refém de personalidades sem empatia, sem filtro, sem noção. Pessoas que confundem ser autêntico com ser grosseiro. Gente que não vê problema em magoar o outro, porque “foi só sinceridade”. E o pior, essa postura ganhou status de virtude.

A geração que cresceu ouvindo que não devia se curvar pra nada, que tinha que ser 100% verdadeira o tempo todo, esqueceu de algo essencial, ser educada, ser gentil, ser minimamente suportável. Porque sim, existe uma diferença entre ser verdadeiro e ser simplesmente... um problema.

Hoje, qualquer tentativa de limite é vista como opressão. Qualquer correção é tratada como um ataque pessoal. Qualquer “não” vira um trauma. Ninguém quer crescer. Querem apenas ser aceitos do jeito que estão mesmo que estejam mimados, emocionalmente descompensados, grosseiros e mal resolvidos.

E aí vem a verdade que ninguém gosta de ouvir: isso não é evolução. É ego. Ego travestido de autenticidade. Ego que se recusa a mudar, que não escuta ninguém, que só grita. E grita frases de autoajuda mal digeridas, como se elas pudessem justificar atitudes tóxicas.

Ser você mesmo é lindo. Mas só se esse “você” não for alguém impossível de conviver. Se o seu “eu” não sabe respeitar o espaço do outro, se não tem autocontrole, se não reconhece que precisa melhorar então não é autenticidade. É só preguiça emocional com nome bonito.

Ser autêntico não é ter passe livre pra ser sem noção. Ser verdadeiro não é sinônimo de ser estúpido. E acima de tudo, ser você mesmo não te dá o direito de ser um babaca. Se a sua verdade machuca todo mundo à sua volta, talvez esteja na hora de repensar se isso é mesmo autenticidade... ou só mais uma armadura de quem tem medo de crescer.

Ser você mesmo é maravilhoso, mas só se você for alguém que os outros aguentam conviver. Senão, é so mais uma personalidade toxica se escondendo atras de frases prontas. Ser verdadeiro não é ser estupido, ser autentico não é ser sem limites. Ser você mesmo não te da o direito de ser um problema para o mundo, um babaca egoísta que usa a palavra autentico para justificar sua falta de educação e falta de empatia com as outras pessoas.

No fim das contas, ser você mesmo é um ponto de partida, não de chegada. É onde começa o caminho da evolução, não onde ele termina. Quem usa a própria personalidade como desculpa pra não mudar, não é autêntico. É só preguiçoso demais pra crescer.

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quinta-feira, maio 15, 2025

Quando a Ignorância Vira Orgulho: o Brasil sob o Bolsonarismo

Esses dias me deparei com duas falas que resumem perfeitamente o buraco onde parte da nossa sociedade caiu. Não são apenas frases soltas, são espelhos sujos que refletem uma época em que o pior das pessoas foi trazido à tona com orgulho. 

A primeira dizia: 

“Vídeos do Nicolas informam muito mais que qualquer narrativa mentirosa de esquerda, Nicolas mata a cobra e mostra o pau, vocês roubam a cobra.” 

A segunda, ainda mais absurda, afirmava: 

“Nunca leia livros. Eles vão te doutrinar. Informação é coisa de esquerdista. Você se educa com grupos do WhatsApp e vídeos do Nicolas.” 


As duas circulam nas redes como verdades absolutas, consumidas por quem já perdeu o senso crítico, e defendem com unhas e dentes uma ideologia que não tem nada de ideológica: é puro fanatismo disfarçado de opinião.

Essas falas representam a essência do bolsonarismo. Um movimento que não é apenas político, mas cultural, psicológico e até espiritual no pior dos sentidos. Elas mostram como se construiu no Brasil um culto à personalidade, onde o que importa não é o argumento, mas quem grita mais alto. O “Nicolas” (Nikolas Ferreira, deputado federal conhecido por discursos inflamados e desinformação) virou um símbolo de uma verdade fabricada, que não precisa de comprovação, apenas de aplauso. Não importa o que ele diz, importa que ele diga com firmeza, com aquela entonação de quem está “revelando os bastidores do sistema”. Isso substitui o pensamento. Isso elimina o debate. Isso autoriza o ódio.

A metáfora grotesca do “matar a cobra e mostrar o pau” não é só vulgar, ela é a encarnação do bolsonarismo como projeto de brutalidade. A verdade, para eles, não precisa ser elegante, nem precisa ser verdade. Basta ser agressiva. E qualquer um que se oponha é automaticamente um inimigo: frouxo, mentiroso, ladrão. A oposição não apenas discorda, ela “rouba a cobra”. O outro não é adversário político, é traidor da pátria. Essa mentalidade não nasceu do nada. Foi plantada e regada com anos de retórica violenta, teorias da conspiração e a santificação da ignorância.

E por falar em ignorância, a segunda fala é ainda mais reveladora. “Nunca leia livros.” Essa frase, se lida fora de contexto, pareceria uma paródia. Mas não é. Ela é real. Ela é o grito de guerra de uma geração que aprendeu a odiar o saber. Ela reflete um Brasil no qual o conhecimento virou ameaça, os livros são vistos como armadilhas e “ser educado” é coisa de comunista. Isso não é acaso. É um projeto. Um projeto de manter as pessoas presas numa bolha de WhatsApp, onde a realidade é moldada por memes, vídeos editados e palavras de ordem. “Estudar” virou sinônimo de “doutrinação” e “se informar” virou motivo de desconfiança.

O bolsonarismo não inventou o racismo, a misoginia ou a homofobia. Mas ele fez algo pior: deu permissão para que tudo isso voltasse a ser dito em voz alta, com orgulho. Gente que antes escondia o preconceito, agora exibe como bandeira. O discurso de “bandido bom é bandido morto” virou política pública. A chacina virou mérito. A morte virou solução. Tudo em nome de uma moral seletiva e distorcida que serve apenas para justificar a violência. O resultado está aí: ataques a professores, a jornalistas, a artistas, a cientistas. O desprezo pelas universidades. O ódio à cultura. O medo da arte. O riso diante da dor alheia. Isso não é conservadorismo. Isso é regressão com orgulho.

E o mais perigoso de tudo é que essa lógica não depende de argumentos. Ela depende de adesão. Não importa se é verdade, importa se confirma o que eu quero acreditar. E se alguém ousa questionar, vira inimigo. O bolsonarismo não debate, ele cancela, lincha, silencia. E nisso, transformou o cotidiano das pessoas. Criou brigas em famílias, destruiu amizades, fez do ódio um hábito. Tornou normal desejar o mal ao outro só por pensar diferente.

É por isso que é tão urgente combater esse tipo de pensamento, não com mais grito, mas com lucidez. Porque o Brasil precisa, mais do que nunca, reaprender a pensar. E pra isso, a gente vai precisar voltar a fazer o que eles mais temem: ler, escutar, conversar e refletir.

Finalizo com esse outro post, que traz uma verdade dura pra nossa sociedade


Não sei até quando essa loucura vai durar ou se um dia vai acabar. Sinceramente, não acredito que o Brasil vá "se curar", não com tanto roubo, crime, fraude e corrupção normalizados em todos os níveis. Não é só na política, virou rotina, pois passar a perna no outro virou cultura. O jeitinho brasileiro, que já foi visto como criatividade diante das dificuldades, hoje é sinônimo de trambique, de vantagem em cima do próximo. E aí fica difícil negar: o problema estrutural do Brasil... são os próprios brasileiros.

Nos vemos por ai.
Até breve.


sexta-feira, abril 11, 2025

Autocorretor

 

Sabe o autocorretor do celular? Aquela invenção maravilhosa e ao mesmo tempo maluca da tecnologia que, de vez em quando, parece ter mais personalidade do que você. Quem nunca teve um diálogo íntimo com o celular, cheio de questionamentos do tipo: "Por que você fez isso comigo? O que é que você realmente queria dizer?"

O autocorretor começou com boas intenções, é claro. A ideia era simples: melhorar a experiência da digitação, corrigir erros e facilitar nossa vida. Só que, em vez disso, ele nos trouxe uma realidade paralela, onde palavras começam a ter vida própria. O texto que você escreveu com tanto cuidado se transforma em um verdadeiro campo minado de surpresas.

Vamos lá, quem nunca mandou um "gosto muito de você" que virou "gosto muito de viver" porque o autocorretor decidiu que você precisava de um toque filosófico na conversa? Ou aquela vez que o "tô indo" virou "tô indo, mas não volto"? A gente só queria avisar que estava a caminho, mas o celular achou que o drama era mais interessante.

Mas o melhor de tudo é quando o autocorretor tem uma opinião própria sobre o que você deve dizer. "O que você acha de comer uma pizza hoje?", você digita. Mas, ao invés disso, aparece: "O que você acha de comprar um peixe hoje?" Não, meu amigo, não é o que eu quis dizer. Mas o autocorretor, com sua sabedoria universal, insiste: "Sim, você quer um peixe." E pronto, o pedido de pizza se transforma em uma missão gastronômica com peixe.

E aí, tem também aqueles momentos em que o autocorretor tenta se envolver em relacionamentos alheios. Você manda uma mensagem romântica e, de repente, a palavra "beijo" vira "bicho", e você se vê enviando: "Te amo, meu bicho." Não exatamente o efeito desejado, né? Ou então, aquele "beijo, até mais" que se transforma em "beijo, até março". Nada como adicionar um toque de mistério à vida!

Porém, nada se compara ao poder transformador do autocorretor quando ele decide que a sua frase está "perfeita". Você escreve um simples "olá" e, de repente, seu celular sugere "Olá, eu sou uma máquina e estou pronto para dominar o mundo." Como assim? Esse celular está se achando, e eu só queria mandar uma saudação educada!

No fim das contas, o autocorretor é quase um personagem na nossa vida digital. Ele tem vontade própria, um humor peculiar e uma obsessão em mudar tudo o que você escreve, sem pedir permissão. E, se por acaso você fizer um texto sem nenhum erro corrigido, pode ter certeza de que o autocorretor estará lá, pronto para dar o seu toque especial. E a vida segue, uma palavra mal colocada de cada vez.

E assim seguimos, na duvida, melhor rir do que chorar!

quarta-feira, abril 09, 2025

Cade Todo Mundo ?

Pandemia! Aquele momento que fez todo mundo ficar em casa e descobrir que a nossa verdadeira natureza era passar horas rolando o feed do Instagram, experimentando receitas de pão de queijo e se perguntando o que fazer com a nossa vida social... ou melhor, a falta dela.

E então, quando finalmente as coisas começaram a melhorar, fomos surpreendidos por um fenômeno curioso: o sumiço das pessoas. Não falo só daqueles que sumiram literalmente, tipo os amigos que começaram a usar o Instagram só para postar stories de cachorro e, de repente, desapareceram. Falo de uma nova categoria: as pessoas que se transformaram em hologramas. Elas não aparecem mais ao vivo. Não! Só em videochamadas. O máximo que você consegue é um quadrado no Zoom, com uma cara que poderia ser qualquer um (ou pior: um fundo desfocado que, sinceramente, só deixa a pessoa mais misteriosa).

O mais interessante disso tudo é que, enquanto a nossa vida social foi passando de encontros casuais para chamadas rápidas no WhatsApp, essas videochamadas viraram a nova “festa”. Aquela velha tradição de reunir a galera para conversar no bar se transformou em uma sessão de conferência no Google Meet. E o que era pra ser descontraído acaba virando um evento sem emoção, com todo mundo se esforçando para sorrir com um atraso de 5 segundos enquanto tenta não deixar o microfone ligado quando alguém faz barulho de fundo. O pior é que, quando acaba a chamada, ninguém lembra se a conversa foi realmente boa, mas todos se sentem exaustos, como se tivesse sido uma reunião de trabalho. Aliás, é bem possível que tenha sido, já que o pessoal também está “sem tempo” para um papo fora do expediente.

E quem não passou por aquele rolê que nunca acontece porque sempre tem alguém que manda aquela frase mágica: "vamos marcar"? Mas, na prática, é só um eufemismo para "eu nem vou tentar, e você também vai acabar esquecendo". O evento que ia ser épico vira uma eterna promessa, e o tempo passa, e o grupo de WhatsApp parece mais um cemitério de boas intenções. Ah, e o pior de tudo: as desculpas esfarrapadas, que vão de "não deu tempo" a "tô com a agenda cheia", e você nem tem mais coragem de responder, porque, cá entre nós, já sabe o que vem.

Mas o grande mistério da pós-pandemia não está só nas desculpas esfarrapadas e nos convites não cumpridos. O verdadeiro enigma são as pessoas que, por algum motivo, começaram a se comunicar apenas com mensagens curtas e vagas, como se uma vida inteira de amizade pudesse ser resumida em um "tô na correria, irmão". E o pior? Essas respostas não vêm com explicações, não vêm com aquela sinceridade calorosa que era tão comum nos tempos áureos da amizade. Não. Agora, é uma linha seca e fria, como se tudo o que está acontecendo ao redor não fosse motivo para mais do que um "tô enrolado".

E o pior de tudo é que, quando você tenta ser o amigo proativo e chamar para algo novo, vem aquele silêncio. Nada. Você manda um “vamos marcar algo semana que vem?” e a resposta parece uma mensagem de texto enviada por um robô: "sem dúvida, vamos marcar, sim!"… até que a próxima semana chega e, adivinha? Nada. O “sem dúvida” vira o “nunca na vida”. E as pessoas continuam desaparecendo, como se os compromissos sociais tivessem sido substituídos por uma rotina invisível, uma corrida diária para nada, onde tudo é uma desculpa para não se encontrar.

E o grande final: o amigo que sumiu e, quando finalmente manda mensagem, é só para responder com aquele clássico "correria, irmão". Já era! O que antes era um "vamos fazer isso semana que vem" agora virou um enigma sem solução, um código para quem tem tempo livre só para trabalhar, mas não para viver. E o pior? Eles acham que o problema é você, porque não está mais tentando marcar nada.

E assim seguimos, rodeados por hologramas e desculpas, tentando entender como as pessoas desapareceram e, ao mesmo tempo, aceitando que talvez o rolê nunca vá acontecer. A pandemia não só mudou a forma como nos relacionamos, mas também nos fez aprender a arte de esperar... esperar pela resposta que nunca chega, pelo convite que nunca é feito e pela promessa que nunca se cumpre. E, no fim, a gente acaba se contentando com os hologramas, porque pelo menos a imagem está lá, mesmo que a conversa, no fundo, não passe de uma tela congelada.

E assim seguimos dia a dia. Firmes, mas nem tanto.
O mundo gira e a gente tenta não cair.


quarta-feira, janeiro 22, 2025

Multiverso do Kaka


Explorando o Multiverso do Kaka!

Se você é apaixonado por cultura pop, coleções, HQs, livros, camisetas e séries, chegou a hora de conhecer o projeto: o Multiverso do Kaka!

Esse Instagram é um espaço onde compartilho minhas paixões e tudo aquilo que me inspira nesse vasto universo geek e colecionável. Cada postagem é uma viagem nostálgica e cheia de histórias — das action figures que compõem minha coleção, até as HQs e livros que moldaram minha imaginação.

O que você vai encontrar por lá?

  • Action figures que vão te levar direto para os cenários mais icônicos da cultura pop.
  • HQs e livros que são verdadeiras joias para quem ama boas histórias.
  • Camisetas exclusivas que dão aquele toque geek ao dia a dia.
  • Dicas e insights sobre séries imperdíveis para maratonar.

Se você curte esse tipo de conteúdo, não deixe de seguir o @multiversodokaka no Instagram! Cada curtida, comentário e interação ajuda a expandir esse multiverso que criamos juntos.

Vem explorar comigo! O Multiverso do Kaka está cheio de novidades esperando por você.

#MultiversodoKaka #ActionFigures #CulturaPop #HQs #Livros #SeriesGeek

sexta-feira, janeiro 17, 2025

Kaka Na Estrada - Novo Instagram


Fala, pessoal, beleza?! Hoje venho trazer uma novidade incrível que, pra ser sincero, me empolgou demais: criei um Instagram só para as minhas aventuras de viagem!

Como vocês sabem, viajar nunca foi meu forte, viajei pouco na vida mas tenho alguns registros desses momentos.— seja com uma foto clichê no ponto turístico ou aquela imagem espontânea que conta uma história. Agora, finalmente decidi organizar tudo isso em um só lugar: nasce o @kakanaestrada_!

Primeiro, vou dar uma volta no tempo e trazer todas as viagens que já fiz. Tem passeio pelo Rio de Janeiro, visitas a cidades encantadoras como Campos do Jordão e até momentos inesquecíveis em shows e eventos. Cada post será uma página desse livro de aventuras que escrevi ao longo dos anos.

Depois, claro, vamos partir para o futuro! As novas viagens vão ganhar espaço por lá. Você vai acompanhar os destinos que estou planejando, os lugares que estou descobrindo e as histórias que estão esperando para serem vividas. Quem sabe você também não se inspira e monta o seu próprio roteiro?

Pra organizar tudo isso, cada cidade vai ter um destaque no instagram. Assim, mesmo que você perca os stories, eles estarão salvos lá, separados por destino. Ah, e não vai faltar interatividade: enquetes, dicas de lugares pra visitar e claro, muita conversa sobre os perrengues e as maravilhas de viajar.

Confesso que pensei muito antes de criar esse perfil separado, mas achei que fazia sentido ter um instagram exclusivo para compartilhar essas memórias e aventuras. O @kakanaestrada_ é mais do que um lugar pra postar fotos, é um registro do meu olhar sobre o mundo e uma forma de me conectar com outras pessoas que compartilham dessa paixão.

Então, fica aqui o convite: segue lá no Instagram (@kakanaestrada_) e vem comigo nessa jornada. Seja para relembrar os destinos que já visitei ou para descobrir novos lugares juntos, prometo que vai ter muita história boa pra contar.

Espero você por lá!

E agora me conta: qual é aquele destino que marcou a sua vida? Quem sabe ele não entra na minha lista de sonhos futuros?

Abraços e até a próxima postagem.

segunda-feira, julho 01, 2024

Retrospectiva 2023

AVISO: Retrospectiva não foi postada na época correta. Com a volta do Blog, resolvi postar todas as retrospectivas que estavam prontas. Não deixem de ler a 2021e 2022 também. 

Ah meus amigos, retrospectiva 2023, Meo Deus!

E la se foi mais um ano. E que ano cheio de problemas.

Comecei achando que era o melhor empresário do mundo que era só abrir um IFood e vender. Erro de principiante e arrogante ao extremo. Comecei a operação do Mister Chef dentro de casa, primeiro trabalhando somente a noite, depois com o passar do tempo, iniciei almoço também. E sigo nessa luta ate hoje.
Tinha tudo pra dar certo, foi bem esquematizado, tinha muito estudo envolvido, mas o principal obstáculo no crescimento da empresa, era o próprio dono. 

Por se achar "O Dono", recém saído de CLT, achava que podia fazer os próprios horários e vacilava demais com a empresa. Não tinha constância nas aberturas, abria o dia que queria e tirava vários dias de folgas para passear com a noiva. Passei o ano inteiro fazendo isso. Pergunta se vingou? MisterChef quase quebrou. Só continuou por muita insistência e dinheiro guardado. 

E só começou a dar frutos em 2024, quando a mentalidade do dono mudou e resolveu levar a sério. 2024 está sendo o melhor ano da empresa e estamos alcançando níveis que deveriam ter sido alcançados em 2023. Enfim, em outro momento conto a historia completa aqui no blog.

2023 foi o ano de boas viagens também. A noiva e eu fomos em Caldas Novas, Uberaba, Peirópolis (cidade dos dinossauros), Ribeirão Preto e Campos do Jordão. Campos é maravilhoso, uma baita viagem, porem muito difícil de chegar. Mas apaixonei pelo local. Gostei demais.

2023 também foi o ano do termino de relacionamento. Muita confusão, muitas mudanças na vida profissional. Nós dois não tivemos tempo um para o outro e qualquer falha era motivo para brigar e ficar sem conversar ate por 30 dias. Absurdo isso. Enfim. Eu amava ela, pra mim era a pessoa que eu viveria para o resto da minha vida. Tentei ir atras, reconciliar, mas as magoas estavam demais. Fiquei correndo atras por muito tempo, porém cheguei ao ponto de entender que não tinha como. Talvez algum dia, mais pra frente, mas não tenho certeza. Acho que esse ciclo foi encerrado. Uma pena.

A questão agora é estudar, trabalhar e reestruturar a vida para que os próximos anos sejam melhores. Que seja com o Mister Chef ou outra empresa, é redirecionar os próximos passos.

Lendo assim, falando tão mal das minhas atitudes com a empresa, fica parecendo que não trabalhei. Foi muito ao contrario, eu trabalhei demais, testei vários pratos, fiz varias mudanças porém não foi o suficiente. A falta de experiencia e arrogância, pesou demais. Não é a toa que vários empresários quebram no primeiro ano. Eu fui mais uma estatística que quase desistiu e eu entendi onde estava errando e sabia que tinha que tomar algumas atitudes urgentes.

Nesse ano de 2023 ficou marcado por shows, quando fui ao London ver Kiss Cover pela primeira vez. Foi fenomenal, me senti como se estivesse no show de camarote com a banda original. Show extraordinário.

Sobre nosso tricolor foi de outro mundo também. Com a entrada do Dorival Junior, o São Paulo Futebol Clube foi campeão pela primeira vez da Copa do Brasil. Foi surreal. Assistimos o jogo na sede da Independente Tricolor aqui em Uberlândia, e terminamos as comemorações na Rondon Pacheco, regradas a muita cantoria, fogos de artificio, hinos, bandeiras e muita alegria. No final ainda fomos expulsos pela policia. Dá nada, comemoramos!!! 

Nesse ano, além de aumentar minha coleção do Funkos, comecei a montar algumas coisas com papelão e outros acessórios. Fiz um batmovel para Batman Funko Pop, palco do KISS e Trono do Dr Destino. Final do ano dei inicio a minha coleção de Marvel Legends e o primeiro a ser adquirido foi justamente o Dr. Destino. O complicado de começar uma coleção dessas, é que as action figures são caras e são apaixonantes. Comecei com um e virou um vicio. 2024 é o ano da minha coleção de Marvel Legends. Essa historia conto na próxima retrospectiva.

E pra finalizar, o Mister Chef lançou a nova embalagem de macarrão. Personalizada, com logo, cores especificas e muita qualidade. Foi um grande passo para o profissionalismo da empresa e graças a divulgação está sendo bem aceita pelo público.

É isso, e assim foi 2023 e terminamos a serie de retrospectivas atrasadas do blog.
Foram postadas esse ano as de 2021, 2022 e 2023.
Com a volta do blog, achei importante postar essa serie. 
Foram momentos marcantes e fazem parte disso aqui.

Obrigado por acompanhar
E vem mais por aí, aguardem.

Prazer te ver por aqui.

Até a próxima.



terça-feira, junho 25, 2024

Retrospectiva 2021

AVISO: Post original não foi publicado na época certa, em 2021/2022. Agora em 2024, as retrospectivas 2021, 2022 e 2023 serão publicas nesse novo blog - Boteco do Kardec. Ele foi escrito na virada de 2021 para 2022 e postado na integra hoje, sem cortes ou correções. Não necessariamente que minha opinião sobre os assuntos abordados sejam as mesmas de hoje. Muita coisa mudou, mas mesmo assim será postado em sua versão original.

Retrospectiva 2021

Que ano hein! Coisas boas, coisas ruins, não foi nada fácil.

Vou deixar claro aqui que essa retrospectiva foi feita ao longo do ano de 2022. Sim, 2022.
Era pra ter sido feito em dezembro de 2021, mas por questão de tempo e falta de vontade, não fiz.
Então, alguns pontos serão bem resumidos, simplesmente pra deixar registrado, outros serão mais descritivos, pois foram feitos anteriormente. É estranho sim, sair uma retrospectiva atrasada, mas achei necessário, pois foi um ano marcante, pro bem e pro mal. (Publicado somente em 2024, quando o blog voltou)

E aproveitando a oportunidade, em breve sairá o post de Retrospectiva de 2022. Prometo, que tentarei publicar ainda esse ano. Vamos lá! (Mentira, publicado em 2024, junto com a 2023)

Tinha colocado tópicos para facilitar a escrita, as lembranças e montar textos descritivos. Vou deixar assim com os tópicos e comentar.

- Serviço

Meo Deus, que horrível. Sem motivação nenhuma, diretoria sem capacidade nenhuma para dirigir uma empresa daquele porte. Meu chefe direto é um imbecil. Cobranças sem sentido, serviço feito para atender as necessidades da Secretaria do Município, favorecer lados políticos e amiguinhos do prefeito.
Favorecimento de certos funcionários dentro da empresa, promoções duvidosas,  pagamento de favores, humilhação constante.
Não recomendo.

-Pós Graduação

Terminei as minhas Pós. MBA de Gestão de Pessoas; Especialização de Gestão de Projetos; Extensão de Gestão Publica Contemporânea; e não menos importante, Gestão Administrativa e Financeira.
Na época, todas as escolhas foram bem direcionadas para o ambiente no qual estava trabalhando. Por ter contato direto com a Gestão Publica, acreditei que teria oportunidades na área e facilitaria meu crescimento profissional. A gestão de projetos é essencial para qualquer empresa, principalmente para uma que sempre foi desorganizada como era a minha. O MBA gestão de pessoas, como disse anteriormente, buscava alcançar outros setores a nível de coordenação e melhorias financeiras. Nada disso foi pra frente no ano de 2021. Foram muitas decepções dentro da empresa, o que desmotivava cotidianamente.

-Perdi Peso, Ganhei Peso.

É verdade. De 78kg, fui a 86, voltei para 80 e variei entre 82 a 84. Ou seja, pra um baixinho, isso quer dizer GORDO. Comi muito, em plena pandemia, não teve jeito. Comi mesmo. E não arrependo.

-Perdas Rosa/Luna

Esse é o tópico mais difícil. Não foi escrito na época. Está sendo escrito agora no final de 2022. Mais de um ano dos acontecimentos. Não consegui escrever, não sabia o que escrever e toda vez que tentava, chorava. Não existe consolo para isso, não existe conformismo, somente tristeza e lembranças. Tento não pensar como tudo ocorreu, mas é muito complicado até expor esses fatos. 

Minha tia Rosa faleceu de câncer. Não cuidou no tempo, não descobriu a tempo, justamente por conta da pandemia. Ela tinha medo de ir ao médico, de ir aos hospitais, por medo de pegar essa praga de Covid. Só foi após as liberações de vacinas. Ai, depois de muita insistência da família, resolveu fazer exames e foi constatado o câncer, Começou o tratamento, mas quimioterapia é muito agressiva, o caso já estava serio, e infelizmente ela não aguentou.

Foi um baque para todos, principalmente para o pessoal da minha casa, pois ela morava com a gente. Foi minha segunda mãe. A perda foi enorme e afetou muito psicologicamente todos nós.
Quando falo que odeio Bolsonaro, não é a toa. Devido a sua lógica de "gripizinha", esse imbecil demorou demais para liberar as vacinas e não levou a serio as consequências. Se não fosse pelo Doria, que peitou o presidente, sabe-se lá quando a vacina chegaria. É uma ligação direta sim com o fato ocorrido e essa fatalidade vai pra conta dele sim. Se a vacina tivesse sido liberada em novembro de 20, quando o mundo inteiro já estava sendo vacinado, talvez a história da minha tia tivesse sido diferente. Só Deus pra dizer.
Descanse em paz tia, amamos você.

Outra perda em 2021 foi minha cachorrinha, Luna. Achei ela abandonada em uma bar em 2016/2017 e se tornou parte importante para todos nós. Ela nos trouxe muitas alegrias, nos livrou de depressões, nos protegeu e sempre se mostrou muito atenciosa com todos. Era uma vira-lata fantástica, inteligente, esperta e amável. Minha doguinha tá fazendo muita falta.

Impossível não chorar ao fazer esse tópico.

-Pior fase da pandemia

Foi um ano difícil, muitas perdas, mais de 500 mil mortos pela Covid e o presidente fazendo chacota com as mortes. O apelido Genocida não foi a toa.

-Vacinação contra covid19

A vacina foi comercializada em novembro de 20 em varias partes do mundo, mas infelizmente aqui no Brasil foi impedida de entrar pelo Governo. Não sou defensor do Doria, mas isso me marcou muito: Ele peitou o presidente e liberou a coronavac para população. Após muitas brigas, o presidente foi obrigado a assinar a liberação da vacina. E pra deixar registrado, ainda queria propina em cada dose. 
Nada de Fake News aqui, mas uma simples procura no Google, como ele mesmo diz, para encontrar as reportagens sobre os fatos.
"Triunfo da Ciência contra os negacionistas"

-Bolsonaro

Outro tópico difícil de lidar e de aceitar. Como uma pessoa dessa está no poder. Vou usar essa seção para deixar registrado algumas pérolas do presidente. Depois vou fazer um post exclusivo sobre todas as falas de de 2021, pra provar que o brasileiro tem memória curta. Acorda Brasil, Eleições 2022.

“Está superdimensionado o poder destruidor desse vírus. Talvez esteja sendo potencializado até por questões econômicas”
“Tem alguns idiotas que até hoje ficam em casa” 
“Chega de frescura e mimi” ...
“Vai comprar vacina. Só se for na casa da sua mãe” ...
"O cara que entra na pilha da vacina é um idiota” ...
“Se tomar vacina e virar jacaré não tenho nada a ver com isso”...
“A gente lamenta todos os mortos, mas é o destino de todo mundo” ...
“Eu não sou coveiro” ...

Parece brincadeira, mas é real. É o nosso atual presidente. E tem um monte de gente que defende esse crápula. Não percam o post. Sai em breve. (não fiz o post até hoje, mas vou fazer.)

Fonte: www.poder360.com.br  

-Pane Whatzap

No dia 4 de outubro de 2021, a queda das plataformas Whatsapp, Facebook e Instagram por algumas horas impressionou o mundo. Em um comunicado oficial, o Facebook se desculpou aos seus usuários pela instabilidade e esclareceu que a situação ocorreu devido a problemas técnicos. Os aplicativos permaneceram indisponíveis por quase sete horas para os usuários por uma falha ainda não detalhada pelo conglomerado.  Foi uma das panes mais prolongadas já enfrentadas pelas plataformas.

-Olimpíadas/Eurocopa/Copa América

A pandemia quase acabou com as olimpíadas de Tóquio. Anteriormente marcada para 2020, seguindo a tradição de 4 em 4 anos, a competição foi adiada para um ano após sua data original

O Brasil se destacou com 21 medalhas ficando em 12° lugar no quadro geral. Tivemos nomes em destaque como Rebeca Andrade na ginastica, Rayssa Leal no Skate, Martine Grael nas regatas entre outras. Teve muitas medalhas. Quem quiser relembrar, segue o link abaixo, que tá bem completo:

https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2021-12/retrospectiva-2021-brasil-faz-historia-na-olimpiada-de-toquio

Ah, o Brasil levou o Ouro olímpico no futebol, sendo bicampeão, já que tinha ganhado também em 2016. Dani Alves e Antony estavam lá. 

Na Copa América, Brasil levou o segundo lugar, perdendo a final para Argentina de Messi. Com gol de DiMaria, os hermanos levaram o titulo por 1x0 dentro do Maracanã.

Na Eurocopa 2020, foi realizada em meados de 2021, por conta de pandemia. A Itália venceu a Inglaterra nos pênaltis (3x2), após o empate de 1x1 no tempo normal. A mesma Itália que não se classificou para a Copa do Catar.

-Mortes de famosos

2021 realmente foi um ano de perdas. Relembramos aqui as mortes de McKevin, aquele que estava traindo a esposa e caiu da sacada pra fugir do flagrante. (não estou sendo irônico); Marilia Mendonça, no trágico acidente aéreo, que chocou o Brasil, por conta da morte repentina; Bruno Covas, pela luta dele contra o câncer e a comoção com seu filho que acompanhou tudo de perto mesmo com pouca idade; e o artista Paulo Gustavo, infectado com Covid, infelizmente não resistiu.

-PIX

Lançado em 2020, 2021 foi o ano do pix. Foi criado no Governo Temer, porém lançado somente em 2020. Virou febre no Brasil, e facilitou os pagamentos de modo geral, pois trata-se de transferência de valores mais eficaz que TED e DOC. E o melhor, grátis. 

-SPFC

Em 2021, o SPFC foi campeão paulista em cima do Palmeiras, acabando com jejum de títulos desde 2012, sob o comando do argentino Crespo. Foi pouco? Foi sim. Foi só isso que o time conseguiu. No brasileiro quase foi rebaixado ficando com a 13° colocação e no final do ano, o técnico foi substituído pelo ídolo tricolor Rogerio Ceni. Não se animem, 2022 não foi nada bom para o tricolor paulista.

-Viagens

Apesar da pandemia, o ano de 2021 foi excelente para viagens. Foram 4 grandes momentos durante o ano, todas foram a primeira vez que fui. Detalhe, não peguei covid em nenhum momento.
Conheci Rio Quente, em Goiás, a prima rica de Caldas Novas. Fiquei num baita de um hotel, parente de amigos, e foi excelente. Os gastos ficaram muito em conta e pretendo voltar.

Fui para Chácara Solar dos Ipês com amigos da esposa. É uma chácara a 100 km daqui da cidade, com chalés, piscinas, estrutura de lazer, esportes e caminhadas espirituais no meio da mata. Café, almoço e jantar inclusos, sendo uma fartura fora do comum. Recomendo.

E por ultimo, a viagem para o casamento de amigos realizados em Salvador/Imbassai. Disparado, a melhor viagem que fiz na minha vida e provavelmente vai continuar sendo por muitos anos, porque competir com essa, não é fácil. Hospedamos no resort de Imbassai, All Inclusive, por cinco dias. 
Muita bebida, muita comida, restaurantes, bar dentro da piscina, praia dentro do resort e mais um monte de atrações que não vou descrever aqui. Conseguimos uma super promoção por conta da pandemia e foi maravilhoso.

Detalhe pequeno: A praia de Salvador é considerada uma das mais belas do Brasil. Mas na realidade é horrível, cheio de pedras e bem suja. O farol é top, pode ir que compensa a vista. Só não aceite aqueles colares e pulseiras pois aquilo te expõe, mostrando quem é turista e você vira alvo fácil de pessoas com más intenções. Fica esperto, experiencia própria.

-Crescimento da Agnes

A pessoa mais importante da família. A grande alegria de todos foi essa criança. Nascida em 2020, esse ano de 2021 foi possível acompanhar o crescimento e desenvolvimento dela. É uma benção, todos somos apaixonados por ela.

-Relacionamento

Após anos de baladas, a pandemia me colocou nos eixos de relacionamento. 2020 fez o namoro acontecer e 2021 veio o noivado. Apesar de muitas brigas e desentendimentos, as coisas estão se desenrolando. O fato de trabalhar junto atrapalha demais mas acredito que em breve isso vai se resolver.

-Stream

Na pandemia, o que virou febre foram os streams. Assinei HboMax, Amazon, Netflix e Disney. Uma pequena fortuna para uma tremenda felicidade.

-Series/Filmes/DC/Marvel

A ideia inicial era escrever sobre cada serie, cada filme, separados por empresa e tals. Mas como o post está sendo escrito bem depois da virada do ano, acho que perdeu a graça. Sendo assim, vou somente citar algumas que assisti para deixar registrado:

Series: Round6, Bridgerton, Lupin, Cidade Invisível;

Filmes: Marighella, Duna, Caça Fantasmas, Matrix Resurrection;

DC: Mulher Maravilha 84 (dez20), Esquadrão Suicida2, Liga da Justica Zack Snyder; Flash, Superman  e Lois, Titas 3° temp., trailer do Black Adam e Flash;

Marvel: WandaVision, Loki, Falcão e Soldado Invernal, Eternos, Viúva Negra, Venom2, Spider3, Shang Chi, Whats if, Hawkeye.

-Final de ano

Pra terminar com coisas boas, me dei de natal dois presentões: Um escudo do Capitão América, lindo, tamanho real, 1:1, de alumínio e pintura automotiva, super top!! E pra completar, uma Baby Yoda super fofo e grande!! Depois de um puta ano FDP, eu merecia sim!!!

E assim termina essa retrospectiva. Desejo a todos um feliz fim de ano e um ano de 2022 melhor do que foi esse e repleto de realizações. Vamos atras dos nossos sonhos, enfrentar um leão por dia e continuar essa luta, com fé, sem desistir! Bola pra frente e vida que segue.

Muito bom te ter por aqui,

Que a força esteja com vocês!

quinta-feira, junho 20, 2024

Dependência Emocional e Redes Sociais

 
Como Superar o Fim de um Relacionamento

O fim de um relacionamento é um dos desafios emocionais mais difíceis que muitas pessoas enfrentam. Nos tempos modernos, as redes sociais adicionam uma camada extra de complexidade a essa experiência já dolorosa. A facilidade de acesso à vida de um ex-parceiro pode alimentar um ciclo de dependência emocional, onde cada curtida ou visualização se torna um estímulo que dificulta ainda mais o processo de superação.

A Armadilha das Redes Sociais

Redes sociais como Instagram, Facebook e TikTok nos mantêm conectados e atualizados sobre a vida de outras pessoas, inclusive de nossos ex-parceiros. Depois de um término, essas plataformas podem se tornar armadilhas emocionais. Ver postagens, fotos e interações do ex pode reavivar sentimentos e dificultar o distanciamento necessário para a recuperação.

Segundo a psicóloga Susan Krauss Whitbourne, Ph.D., professor de Psicologia e Ciências do Cérebro na Universidade de Massachusetts, Amherst, esse tipo de exposição contínua pode prolongar o sofrimento e retardar a cura. A mente, em um estado de luto amoroso, busca incessantemente por sinais e pistas que possam indicar uma possível reconciliação, mesmo que esses sinais sejam mínimos ou irrelevantes.

Bloquear ou Não Bloquear: Eis a Questão

Uma das decisões mais difíceis pós-término é se devemos ou não bloquear o ex nas redes sociais. Para muitas pessoas, bloquear pode parecer uma medida drástica ou infantil. No entanto, é importante entender que o bloqueio não é sobre o outro, mas sobre você mesmo.

Psicólogos argumentam que o bloqueio pode ser uma ferramenta crucial para recuperar o controle emocional. Em seu livro “Unhealthy Dependence: A Psychological Diagnosis,” o Dr. George Simon destaca que o contato zero, que inclui o bloqueio nas redes sociais, é vital para evitar a tentação de voltar ao relacionamento ou reviver memórias que dificultam a superação.

Dependência Emocional: Um Vício

A dependência emocional pode ser comparada a um vício. Cada notificação, curtida ou visualização pode liberar dopamina, um neurotransmissor associado ao prazer e à recompensa. Esse fenômeno é similar ao que ocorre com substâncias viciantes. No contexto dos relacionamentos, essa "recompensa" digital nos mantém presos a padrões de comportamento que impedem a cura.

A psicóloga Helen Fisher, Ph.D., autora e pesquisadora sobre a biologia do amor, explica que a dependência emocional ativa as mesmas áreas do cérebro envolvidas na dependência de drogas. Isso significa que, assim como na recuperação de um vício, é necessário evitar os "gatilhos" que podem levar à recaída. Nas redes sociais, esses gatilhos são as atualizações e interações do ex-parceiro.

A Importância do Contato Zero

Estabelecer um período de contato zero é frequentemente recomendado por especialistas como uma forma eficaz de acelerar o processo de cura. Isso significa evitar qualquer forma de comunicação ou interação com o ex, inclusive nas redes sociais. O Dr. Craig Malkin, psicólogo clínico e autor de “Rethinking Narcissism”, argumenta que o contato zero ajuda a criar um espaço seguro para que a pessoa possa redefinir sua identidade fora do relacionamento e recuperar seu equilíbrio emocional.

As Dificuldades dos Términos

Superar um término de relacionamento é um processo complexo e individual. As redes sociais, embora conectem as pessoas, também podem ser uma fonte de comparação e ansiedade. Ver que o ex parece estar seguindo em frente, ou comparar seu progresso com o dos outros, pode intensificar sentimentos de tristeza e inadequação.

Estratégias para Superar a Dependência Emocional nas Redes Sociais

  • Bloqueie ou Remova o Ex: Se necessário, bloqueie ou remova seu ex das redes sociais para evitar gatilhos emocionais.
  • Evite Stalkear: Resista à tentação de verificar as atividades do ex. Isso só prolonga o sofrimento.

  • Cuide de Si Mesmo: Invista em atividades que promovam seu bem-estar físico e mental.
  • Busque Apoio: Fale com amigos, familiares ou um terapeuta para ajudar a lidar com suas emoções.
  • Crie Novas Conexões: Concentre-se em construir novas amizades e conexões que te ajudem a crescer e a se recuperar.
  • Desative Temporariamente as Redes Sociais: Se o uso das redes sociais estiver prejudicando sua recuperação, considere desativar temporariamente suas contas.

Conclusão

A dependência emocional nas redes sociais após um término de relacionamento é uma luta comum, mas não insuperável. Reconhecer essa dependência como um vício e adotar estratégias como o contato zero pode ser crucial para recuperar a autonomia emocional. Lembre-se de que o processo de cura é único para cada pessoa e que o apoio de amigos, familiares ou profissionais pode ser fundamental para atravessar essa fase desafiadora.

Espero que tenham gostado desse primeiro texto da nova fase do blog. Esse texto foi feito em especial pra mim que estava vivendo um termino. Apesar de ter acontecido ano passado, ainda buscava uma reconciliação e ao mesmo tempo que tinha que lidar com mudanças de cidade e problemas pessoais.

Fazer esse texto me ajudou mentalmente e está me ajudando a superar emocionalmente, principalmente por conta das pesquisas que tive que fazer. Aprendi muito e espero que em algum momento ajude algum outro leitor.

Boa semana, salve nos favoritos e não deixe de acompanhar o blog
Vem mais por aí.

Siga firme e fique bem!
E muito bom te ver por aqui !