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quarta-feira, setembro 02, 2026

West Coast Avengers

 


VIDEO COMPLETO AKI

No vídeo de hoje trago o review completo e unboxing do incrível box set dos Vingadores da Costa Oeste (West Coast Avengers) da Hasbro, linha Marvel Legends! Vamos conferir de perto todos os detalhes, escultura, pintura e os acessórios desse pacote que traz uma das formações mais nostálgicas e clássicas dos quadrinhos da Marvel dos anos 80.

Será que essa caixa vale a pena para completar a sua coleção dos Vingadores? Mostro cada uma das figuras em detalhes para te ajudar a decidir!

Se você curte colecionismo de action figures, Marvel Legends e cultura pop, não se esqueça de deixar o seu LIKE, se INSCREVER no canal e ativar o sininho para não perder os próximos vídeos!

Qual é o seu personagem favorito desse box da Costa Oeste? Deixe nos comentários!

#WestCoastAvengers #MarvelLegends #VingadoresDaCostaOeste #ActionFigures #Colecionismo #Hasbro #MarvelComics

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Marvel Legends Lizard: https://link.amazon/B03qipMeo

Blanka - Ultra Street Fighter II : https://link.amazon/B00n73iXL

Marvel Legends Demolidor: https://link.amazon/B01Fn031z

G.I. Joe Classified Series Hydro-Viper: https://link.amazon/B0gzBwTeX

Transformers Optimus Prime: https://link.amazon/B0ifETkVf

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Alejandro Balam "Sundown" Luna Mendoza: https://link.amazon/B0f4AdB2h

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Brent Hit & Run Scott: https://link.amazon/B0bA19eYC

GIJ CS SK RAZOR:  https://link.amazon/B06icM555

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domingo, agosto 30, 2026

Construindo Hall de Armaduras para HulkBuster

 


LINK PARA O VIDEO COMPLETO

Neste vídeo, vou mostrar como construí do zero um Hall de Armaduras para a Hulkbuster.

A ideia foi criar um cenário inspirado no universo do Tony Stark, com um compartimento próprio para a armadura, usando materiais simples e muita criatividade.

Vou mostrar todo o processo, desde os primeiros passos da montagem até a pintura, acabamento e montagem final do diorama.

No final, é hora de colocar a Hulkbuster no seu compartimento e ver como ficou o resultado.

Mais um projeto feito aqui no Multiverso do Kaka!

🔨 Construção do zero

🤖 Hulkbuster

🏗️ Diorama

🦾 Hall de Armaduras

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quarta-feira, agosto 26, 2026

Customizando Action Figures

 


VIDEO COMPLETO NO CANAL

Neste vídeo, vou mostrar um pouco do processo de customização de action figures, transformando e dando uma nova cara para algumas peças da minha coleção.

A ideia é pegar figuras que já tenho e, usando pintura, modificações e criatividade, criar versões personalizadas dos personagens e também alguns acessórios para complementar as cenas.

É aquele tipo de projeto que começa com uma figura comum e vai ganhando personalidade aos poucos.

Se você curte action figures, colecionáveis, customização e dioramas, acompanha o processo comigo aqui no Multiverso do Kaka!

🎨 Customização de Action Figures

🛠️ Pintura e modificações

🏍️ Acessórios e dioramas

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sábado, agosto 01, 2026

Homem Aranha - Um Novo Dia - Video com Spoilers




Acabei de assistir Homem-Aranha: Um Novo Dia e, neste vídeo, compartilho minha opinião completa sobre o novo filme do Cabeça de Teia.

⚠️ ATENÇÃO: ESTE VÍDEO CONTÉM SPOILERS! ⚠️

Vamos conversar sobre a história, os personagens, as cenas que mais me marcaram, os acertos,  e tudo o que achei dessa nova aventura do Homem-Aranha.

A proposta não é fazer um resumo do filme, mas compartilhar minha experiência, levantar algumas reflexões e debater os momentos mais importantes da trama.

E você? Já assistiu ao filme? Concorda com a minha opinião ou teve uma visão diferente? Deixe seu comentário, porque quero muito saber o que você achou!

Se inscreva no canal para acompanhar mais vídeos sobre filmes, séries, quadrinhos, livros e tudo o que faz parte da cultura pop.

Seja muito bem-vindo ao Multiverso do Kaka!

 VIDEO NO LINK AQUI


sexta-feira, julho 31, 2026

POR QUE TODO MUNDO AMA O TOBEY... E EU NÃO!

 


Neste vídeo eu finalmente falo sobre uma das minhas opiniões mais polêmicas da cultura pop.

Por que tanta gente considera o Tobey Maguire o melhor Homem-Aranha de todos os tempos... e por que eu simplesmente não consigo concordar?

Neste vídeo eu explico por que respeito a importância do Tobey para o cinema, mas ainda considero o Andrew Garfield a melhor versão do Cabeça de Teia.

Também falo sobre nostalgia, atuação, cenas marcantes, dos filmes da franquia.

⚠️ Lembrando: este vídeo representa apenas a minha opinião. O objetivo é conversar e debater com respeito entre fãs do Homem-Aranha.

👇 Agora quero saber a sua opinião:

🕷️ Quem foi o melhor Homem-Aranha?

• Tobey Maguire?

• Andrew Garfield?

• Tom Holland?

Escreva nos comentários!


VIDEO COMPLETO NO LINK

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terça-feira, julho 28, 2026

Diorama da Cadeira do Thanos

  


Bem-vindos ao Multiverso do Kaka!

Neste vídeo, mostro um dos dioramas mais legais da minha coleção: o Trono do Thanos.

Vou apresentar os detalhes da construção, explicar alguns dos materiais que utilizei e mostrar como esse cenário ficou depois de pronto. Também compartilho um pouco do processo criativo e das ideias por trás do projeto.

Se você gosta de Marvel, dioramas, action figures e colecionismo, este vídeo é para você!

Se curtir o conteúdo, deixe seu like, inscreva-se no canal e ative o sininho para acompanhar os próximos projetos do Multiverso do Kaka.

#Marvel #Thanos #Diorama #ActionFigures #Colecionismo #MultiversoDoKaka

LINK PARA O VIDEO

quarta-feira, julho 22, 2026

O Fim De Tudo - Trailer Vingadores Doomsday


Depois de meses de espera, promessas e uma enxurrada de trailers fakes criados por Inteligência Artificial na internet, o trailer oficial de Vingadores: Doomsday finalmente foi revelado. 

Por isso precisei vir aqui no Multiverso bater um papo sério com vocês sobre o tamanho desse evento cataclísmico que está chegando aos cinemas.

Fiz de tudo para fugir de spoilers e roteiros vazados nas últimas semanas para preservar a surpresa, e o que vimos nessa prévia mudou completamente todas as teorias. 

Deixe seu comentário aqui embaixo: qual é a sua maior teoria para esse filme? E você acha que o Deadpool e o Wolverine vão aparecer? Se inscreva no canal e deixe o seu gostei para fortalecer o Multiverso do Kaká!

LINK DO VIDEO AKI


domingo, maio 17, 2026

Demolidor Renascido Segunda Temporada


Demolidor: Renascido - segunda temporada transforma a série na melhor produção da Marvel

A segunda temporada de Demolidor: Renascido consegue algo que parecia difícil hoje em dia, superar uma primeira temporada que já era muito boa e elevar a série para outro nível. E não é exagero falar isso, a sensação assistindo aos episódios é de que finalmente a Marvel entendeu quem o Demolidor precisa ser no audiovisual.

Tudo aqui parece mais intenso, mais violento, mais dramático e mais seguro da própria identidade. A série abraça de vez aquele clima urbano, pesado e brutal que sempre funcionou nos quadrinhos do personagem, sem medo de mostrar sangue, violência física, sofrimento psicológico e personagens moralmente quebrados. Em vários momentos até parece estranho lembrar que isso faz parte do mesmo universo da Disney, porque o tom aqui é completamente diferente do padrão mais leve que a Marvel adotou nos últimos anos. E talvez seja justamente isso que faz funcionar tão bem.

O Demolidor sempre foi um herói mais humano, mais vulnerável e mais próximo do drama policial do que do espetáculo cósmico cheio de piadas, e essa temporada entende isso perfeitamente. O uniforme preto ajuda bastante nessa identidade mais sombria e passa uma sensação quase de vigilante desesperado, alguém cada vez mais consumido pelo próprio mundo ao redor.

Outro detalhe importante é a participação de Brian Michael Bendis na produção, e isso fica evidente o tempo inteiro. Existe uma atmosfera muito parecida com as HQs mais clássicas do personagem, principalmente na forma como os diálogos, os conflitos e o peso emocional das cenas são construídos. Em vários episódios a sensação é literalmente de estar vendo uma HQ do Demolidor ganhar vida. E o elenco ajuda demais nisso.

Matt Murdock continua funcionando muito bem como protagonista, mantendo aquele lado dividido entre culpa, justiça e autodestruição, enquanto ao mesmo tempo segue sendo o eterno “garanhão”, algo que praticamente virou marca registrada do personagem. Já Karen Page continua roubando atenção sempre que aparece. E sim… continua linda.

Mas o verdadeiro coração sombrio da série continua sendo Wilson Fisk. O Rei do Crime talvez seja hoje o melhor vilão que a Marvel já construiu em séries. Ele domina qualquer cena em que aparece, mistura inteligência, brutalidade e manipulação de um jeito absurdo, além de passar aquela sensação constante de ameaça mesmo quando está apenas conversando.

E ainda assim, mesmo com Fisk gigantesco na história, quem rouba completamente a cena em vários momentos é o Bullseye. Que personagem sensacional. Violento, imprevisível, cruel e completamente caótico. Toda vez que ele aparece, a série sobe de nível instantaneamente. Tem momentos em que você simplesmente começa a torcer pelo vilão de tão absurdo que ele é em cena. É impossível não ficar preso nas participações dele.

A segunda temporada também acerta ao abraçar de vez o antigo universo das séries da Netflix. A volta de Jessica Jones funciona muito bem e ajuda a reforçar ainda mais esse clima de continuidade que os fãs queriam há anos. E o pequeno momento envolvendo Luke Cage no final deixa aquela sensação de que esse universo ainda tem muita coisa boa para mostrar.

E sobre o último episódio, cheio de reviravoltas, tensão e decisões pesadas, reforçando tudo que a temporada construiu até ali. Não parece só uma série de super-herói, parece um grande drama policial adulto, brutal e emocionalmente carregado, que por acaso acontece dentro do universo Marvel.

A segunda temporada de Demolidor: Renascido não apenas manteve a qualidade da série, mas elevou tudo. Hoje, olhando para todas as produções recentes da Marvel, fica difícil encontrar algo que chegue perto do nível que o Demolidor alcançou aqui. E talvez o maior elogio possível seja justamente esse, assistir à série hoje parece menos acompanhar um produto da Marvel e mais sentir que você está folheando uma grande HQ viva do personagem.

Todos os episodios da primeira e da segunda temporada de Demolidor Renascido estão disponíveis no Disney Plus.


quinta-feira, maio 14, 2026

Justiceiro One Last Kill


Violência pura e a essência definitiva do personagem, Justiceiro: One Last Kill é brutal. E talvez essa seja a única palavra capaz de resumir o que esse especial entrega. Brutal na violência, brutal no ritmo, brutal na forma como entende perfeitamente quem é o Justiceiro.

Em pouco mais de 45 minutos, a produção consegue fazer algo que muitas séries inteiras não conseguem, capturar completamente a essência do personagem. Aqui não existe espaço para humor forçado, piadinha Marvel ou alívio cômico, é tiro, sangue, vingança e justiça da forma mais crua possível.

E sinceramente, chega a ser surpreendente ver algo assim sendo lançado dentro da Disney. Em vários momentos parece impossível acreditar que aprovaram um material tão pesado visualmente, porque o especial não suaviza nada. A violência é seca, direta e desconfortável, exatamente como uma história do Justiceiro deveria ser.

Mas tudo isso só funciona porque Jon Bernthal está absurdo no papel. Não parece um ator interpretando o personagem, parece o próprio Justiceiro saindo direto das HQs. O olhar cansado, a raiva acumulada, a brutalidade explosiva, Bernthal simplesmente encarnou o personagem de um jeito que hoje parece impossível imaginar outra versão competindo com essa.

E o mais impressionante é que a história nem tenta ser complexa, e nem precisa. O especial entende que o Justiceiro funciona justamente nessa simplicidade violenta, naquele sentimento constante de tensão e inevitabilidade, como se toda cena estivesse a poucos segundos de explodir em sangue e caos.

O resultado é algo extremamente intenso, ao ponto de terminar e deixar aquela sensação física de adrenalina, quase como se você tivesse passado os últimos 45 minutos segurando a respiração.

Justiceiro: One Last Kill talvez seja o material mais fiel ao personagem já feito no audiovisual. Não tenta reinventar Frank Castle, não tenta suavizar sua violência e nem transformar o personagem em algo mais “aceitável”. Apenas entrega o Justiceiro exatamente como ele deve ser. E depois de assistir, fica impossível não querer mais.

Justiceiro One Last Kill está disponivel no Disney Plus.

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quinta-feira, janeiro 15, 2026

Guerras Secretas - 1984


Guerras Secretas é uma daquelas histórias que todo fã da Marvel acaba lendo mais pela fama do que pela promessa de uma grande narrativa. Ela é importante, histórica, marcou época e mudou coisas fundamentais no universo Marvel, mas relendo hoje fica claro que o peso histórico não se traduz, necessariamente, em uma boa história.

Parte disso se explica pela própria origem do projeto. Guerras Secretas foi encomendada para a criação e venda de action figures. A ideia veio do departamento comercial, e o roteiro precisou se adaptar a isso. Era necessário colocar o máximo possível de heróis e vilões juntos, em um mesmo cenário, lutando entre si. O resultado é uma história que parece muito mais uma grande arena de batalha do que uma narrativa bem construída, o que ajuda a entender a simplicidade do enredo e a previsibilidade dos conflitos.

A premissa é direta ao extremo quando heróis e vilões são levados para um planeta artificial, precisam lutar, e o vencedor teria seus desejos atendidos. Não há grandes reviravoltas, nem camadas morais mais profundas. Os vilões são chatos e previsíveis, mas cumprem sua função básica de gerar confrontos, porem, eles não empolgam, mas são necessários para movimentar a trama.

Um dos pontos mais frustrantes da leitura é o tratamento dado ao Beyonder. Muito se falou dele na divulgação da época, foram lançados bonecos e criado todo um mistério em torno da entidade, mas, na prática, ele quase não aparece de forma ativa na história. O Beyonder funciona mais como um conceito abstrato, uma força observadora que manipula o tabuleiro à distância. A Marvel só viria a desenvolver o personagem de maneira mais concreta em histórias posteriores. Isso cria um descompasso claro entre o que foi vendido no marketing e o que o roteiro entrega, o que gera uma sensação legítima de frustração.

O final da história segue essa mesma linha de decepção. Tudo se resolve de maneira rápida, simples e até estranha. O Beyonder recuperar seus poderes era algo esperado, mas a forma como isso acontece carece de impacto. A sensação é de encerramento apressado, sem um clímax realmente marcante.

A arte também reflete o período em que a HQ foi produzida. Os desenhos são simples, funcionais e claramente datados. Não chegam a comprometer a leitura, mas também não impressionam. Dentro do contexto de 1984, cumprem seu papel, mas estão longe de serem memoráveis.

Entre os pontos positivos, o grande destaque vai para o Capitão América. A liderança dele é impecável do início ao fim. Ele toma decisões difíceis, assume responsabilidades e enfrenta um destino praticamente onipotente sozinho, sem discurso vazio ou heroísmo exagerado. Ele simplesmente faz o que precisa ser feito. É o tipo de atuação que reforça por que ele é um dos pilares morais do universo Marvel.

Reed Richards também rouba a cena em diversos momentos. Inteligente, estratégico e racional, ele deixa claro por que é o líder natural do Quarteto Fantástico. Sempre que Reed e Capitão América estão em evidência, a história ganha outro nível. Fica evidente que eles não são líderes por acaso, mas porque entendem o jogo melhor do que todos ao redor.

O surgimento do uniforme negro do Homem-Aranha, apesar de icônico historicamente, é narrativamente fraco. Não há impacto emocional nem grande construção. O uniforme surge de forma quase banal, quando Peter Parker manda fazer outro na máquina errada apenas porque seu traje havia sido danificado. Ai ele recebeu o simbionte sem querer. O peso simbólico desse uniforme só seria explorado de verdade em histórias posteriores. Obs: nós sabemos que é o simbionte, na historia, não existe nada disso, nenhuma referencia do que realmente aconteceu.

A participação dos X-Men também causa estranhamento. A falta de ação e negligencia  inicial do grupo e a aliança com Magneto são pouco explicadas e carecem de coerência. Fica a sensação de que suas ações foram definidas mais por conveniência de roteiro do que por motivações bem trabalhadas. Xavier negou ajuda aos Vingadores simplesmente porque quis.

A presença de Galactus ajuda a reforçar o clima de guerra total e de mundo hostil, no qual ninguém está realmente seguro. Esse aspecto funciona bem e contribui para a sensação de conflito em larga escala. Um detalhe importante, muitas vezes ignorado, é o papel da alienígena Zsaji. Sem ela, os heróis simplesmente teriam perdido. Ela cura diversos personagens ao longo da história e, no final, sacrifica a própria vida para salvá-los. É um sacrifício silencioso, pouco celebrado, mas absolutamente decisivo para o desfecho.

Outro ponto que chama atenção é o uso completamente irregular de personagens, como a Mulher-Aranha e o Homem de Gelo. A Mulher-Aranha simplesmente aparece no Mundo Bélico usando um uniforme negro, extremamente forte, participando dos conflitos como se sempre tivesse estado ali, sem qualquer explicação prévia ou contextualização mínima. Nenhum herói a conhecia e ela foi trazida pra muvuca aleatoriamente. Ela surge do nada, age como peça importante em alguns momentos e pronto, o leitor que aceite. 

Já o caso do Homem de Gelo é ainda mais estranho. Diferente de outros personagens esquecidos pelo roteiro, ele nem sequer foi teletransportado para o Mundo Bélico. Ele simplesmente não faz parte da história, não aparece, não é citado e não tem qualquer participação. Ainda assim, ganhou action figure vinculada a Guerras Secretas, o que deixa claro que não se trata de uma falha narrativa pontual, mas de uma decisão puramente comercial. A linha de brinquedos precisava representar o “universo Marvel” como um todo, independentemente da coerência interna da HQ. Esses exemplos deixam evidente como o evento priorizou a vitrine de personagens em detrimento de uma construção narrativa consistente, reforçando a sensação de que a história foi moldada mais para o marketing do que para o roteiro. Obs: eu comprei essa versão do homem de gelo, é maravilhosa e no encarte esta escrito que ele tem participação na historia porem ele não esta la. Ate agora to sem entender.

No fim das contas, Guerras Secretas é mais importante pelo que representou e pelo que gerou depois do que pela história que conta. Como marco histórico, é fundamental. Como narrativa, é fraca e simplista. Por isso, a nota final fica em 3,5 de 5, não por causa da arte, mas principalmente pelo roteiro raso e pelo desfecho estranho e decepcionante e pequenas falhas.

Vale a leitura pelo contexto e pela importância histórica, mas é bom ajustar as expectativas. É um clássico, sem dúvida. Uma grande história, nem tanto.

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segunda-feira, dezembro 29, 2025

Top 5 Action Figures Adquiridas em 2025


Tradicional top de Action Figures adquiridas no ano, agora é a vez de 2025. Vale reforçar, não estou falando de figuras lançadas neste ano, mas daquelas que entraram oficialmente pra coleção ao longo desse período. E, dessa vez, o Top 5 simplesmente não deu conta do recado. Teve muita coisa boa, muita peça marcante, muita história envolvida. Resultado: virou Top 10.

E foi a melhor decisão possível. Mais espaço pra comentar, pra contextualizar cada figura, pra falar de nostalgia, custo-benefício, escolhas conscientes (ou nem tanto) e, principalmente, do prazer de colecionar. Aqui não tem ranking técnico, somente vivência, memória afetiva e aquele olhar de quem realmente convive com as peças na estante.

Se quiser acompanhar de perto as fotos, detalhes e bastidores dessas figuras, não esquece de passar lá no nosso Instagram. A experiência fica bem mais completa.

@multiversodokaka

TOP 10 

10 - GIJOE - 4 GIJOE 


Coleção GI Joe, que começou justamente este ano. Não fiz nenhuma loucura pra comprar, peguei tudo em promoções relâmpago da Amazon. Figuras que normalmente giram em torno de 300 reais saíram por menos da metade do preço, então o custo-benefício foi excelente. Resolvi juntar as quatro em uma única colocação, até pra otimizar o ranking e deixar espaço para outras posições.

Entre elas, temos uma Sniper cheia de acessórios extras, provavelmente a melhor figura do grupo. Também está lá o querido ninja Storm Shadow, carregado de memórias afetivas, já que eu tinha a versão de 1987, conhecida na época como Dragão Branco. É uma figura linda, repleta de acessórios que remetem diretamente ao visual clássico. Temos ainda a Scarlett, a ruiva icônica dos GI Joe, simplesmente sensacional. E, por último, outro personagem que bate forte na nostalgia: o Blowtorch, o lança-chamas, lotado de equipamentos e efeitos de fogo.

Por ser uma coleção nova e que eu ainda não sei se vou continuar expandindo, ela fica com o Top 10 do ano.

9 - Jubileu Zubeldia da Silva, O Tiranossauro Carismático.


O Jubileu não é só uma action figure, ele é consequência direta de uma infância traumatizada por Jurassic Park e de um adulto que nunca superou a ideia de ter um dinossauro de estimação. Ele chegou depois de grande, pelo correio, numa caixa que parecia peça de carro, e desde então reina absoluto no quarto. Um T-Rex de cerca de 70 centímetros, cheio de charme plástico, dentes afiados de fábrica e aquele olhar de julgamento silencioso que avalia seu caráter assim que você entra no ambiente.

Aqui em casa ele atende por Juju. Já participou de discussões familiares, já derrubou o Wi-Fi ao pisar no roteador, já foi modelo de foto pro blog e já causou sustos legítimos ao cair da prateleira no meio da noite. Não impressiona por articulação, pintura premium ou fidelidade científica. Ele impressiona por presença. É impossível ignorar um tiranossauro com a cabeça levemente virada, como se estivesse sempre decidindo se você merece sobreviver.

O Juju está no Top 9 porque representa algo que pouca figura consegue hoje: encantamento puro. Ele não é só um item de coleção, é um lembrete de quando dinossauros eram milagres, não franquias esgotadas. E, sinceramente, se um dia eu desaparecer misteriosamente, faz sentido começar a investigação pela estante.

8 - Duende Verde, Hasbro, Marvel Legends



Escolher essa versão do Duende Verde foi uma decisão totalmente guiada pela nostalgia. É a primeira versão, a do desenho animado, aquela que tem a cara completamente fora do eixo, olhos arregalados, sorriso perturbador e uma energia de vilão que parece prestes a explodir a qualquer momento. A figura é bonita, bem esculpida, cheia de detalhes e transmite exatamente o que o Duende sempre foi,  imprevisível, caótico e desconfortável de se olhar. Não é só uma questão de fidelidade ao visual clássico, mas de personalidade pois você coloca ele na estante e ele te encara, provoca, incomoda. É o tipo de figura que resume o personagem sem precisar de pose mirabolante ou acessórios em excesso. Por isso o Top 8 é dele.

7 - Wolverine da CT Toys, Mafex (bootleg)


Apesar de ser um piratão assumido, comprado no AliExpress por menos de cem reais, esse Wolverine surpreende fácil. Dá pra ver claramente que os materiais são mais frágeis do que os de um Marvel Legends original, então não é uma figura pra ficar forçando pose o tempo todo. Ainda assim, pelo preço, a qualidade visual impressiona. O uniforme marrom escuro é simplesmente lindo, talvez uma das versões mais bonitas do personagem, e cai perfeitamente nele. É aquele caso em que você sabe onde está pisando, conhece as limitações, mas olha pra figura na estante e pensa: valeu cada centavo.

6 - Homem de Gelo, Guerras Secretas


Foi a mais recente aquisição do ano e, sem exagero, esse é o Homem de Gelo definitivo. Eu já tinha feito uma versão custom, pintada à mão sobre outra figura, o Visão Branco. Ficou até aceitável, mas nada comparado ao impacto dessa versão das Guerras Secretas. A figura realmente surpreende, vem com vários acessórios de gelo, uma mini pista, efeitos de poderes congelantes e ainda uma head extra, o que dá muita opção de display. É daquelas peças que você bate o olho e pensa “agora sim, é ele”.

5 - Avengers West Coast, Hasbro 


5 figuras no pack, o fato de ser cinco personagens na mesma caixa é algo surreal, foi a primeira vez que adquiri algo parecido e foi bem no começo do ano, lembro que foi uma baita promoção no mercado livre e que fiquei dando pulos de alegria pelo mes inteiro. Vingadores da Costa Oeste é muito nostálgico pra mim, pois quando era criança, adorava as revistas, principalmente Grandes Heróis Marvel, que geralmente traziam as historias desse grupo. Era o time B dos Vingadores mas achava o máximo. E depois disso, virou uma obsessão buscar os outros que faltavam. Já tinha comprado o Agente Americano, então estava faltando o Magnum, War Machine e Vespa. Não deu outra, acabei comprando nos meses seguintes na CiaToys, cada um por menos de R$ 99,00. Juntei com o Visão, Feiticeira Escarlate e She-Hulk que já tinha na coleção. Ai fechou, toda equipe estava pronta! Que emoção, isso é demais pra qualquer colecionador apaixonado e que tenha grandes recordações guardadas na memoria! Ficou sensacional!

4 – Justiceiro Dual Pack (Punisher War Journal)

Esse pack do Justiceiro entra no Top 4 tanto pela força das figuras quanto pela história que veio junto. As duas esculturas são excelentes, com presença forte na estante, acessórios bem pensados e um visual bem fiel ao clima mais sujo e urbano do Punisher War Journal. O Bushwacker é um vilão que muita gente esquece, mas aqui funciona perfeitamente como contraponto ao Justiceiro. E, claro, não tem como separar o pack do perrengue com a Amazon, pacote “perdido”, reembolso que não vinha, promessa que não se cumpriu, compra às pressas no Mercado Livre por um preço bem mais alto e quase dois meses de espera pra liberar o limite do cartão. Tudo isso pesa na memória, mas curiosamente acabou tornando o pack ainda mais marcante dentro da coleção. A história completa fica no link, mas o lugar dele no Top 4 é totalmente merecido.

Link do perrengue com a Amazon

3 - Psylocke e Thanos - Gamerverse Dual Pack


Esse dual pack da Marvel vs Capcom, linha Gamerverse da Hasbro, é simplesmente maravilhoso. Confesso sem exagero, foi por muito pouco que ele não bagunçou o Top 2 e o Top 1, porque qualidade não falta. As duas figuras têm presença, acabamento e identidade forte, daquelas que você coloca na estante e automaticamente viram protagonistas. A Psylocke está linda, elegante e mortal, com visual fiel ao jogo e uma pose que praticamente pede ação. Já o Thanos é bruto, imponente e cheio de personalidade, daqueles que dominam o espaço ao redor. Pra completar a experiência, ainda fiz a cadeira espacial do Thanos, um diorama simples, mas que encaixou perfeitamente e elevou o conjunto na estante. Um pack apaixonante, com gabarito real pra ser a melhor aquisição de 2025 e estar no Top 3 é quase uma formalidade. Depois confiram as fotos no instagram @multiversodokaka.

2 - Superman Hush - Mafex


Mais uma vez o Superman aparece no meu Top 3, mas agora garantindo a segunda colocação. No ano passado foi o da Mezco, e em 2025 o posto passou para esse Mafex, que simplesmente o substituiu a ponto de eu vender a versão anterior. Essa figura é mais articulada, mais bonita esteticamente e muito mais prática no dia a dia. Diferente do Mezco, que tem o uniforme inteiro em tecido e acaba te obrigando a deixá-lo quase intocado com medo de sujar, o Mafex resolve isso muito melhor, apenas a capa é de tecido aramado, fácil de ajustar, limpar e manusear. É uma figura quase perfeita, com presença absurda na estante, e só não ficou em primeiro lugar porque, literalmente nos últimos segundos, apareceu algo que conseguiu superá-lo.

1 - Spiderman Maximum Series - Hasbro


Sensacional, e assumiu a primeira posição nos últimos segundos do fechamento dessa lista. Ele ficou pau a pau com o segundo e terceiro colocados. Cheio de articulações, esse Spider-Man da linha Maximum Series tem uma enorme gama de poses graças aos mais de 35 pontos de movimento, o que permite recriar desde poses clássicas de balanço até cenas mais dramáticas de batalha. Ele vem carregado de itens: cabeça extra (inclusive sem máscara), várias mãos intercambiáveis para diferentes tipos de teia, linhas de teia longas, efeitos de teia em vários estilos e até acessórios como escudo de teia e base com efeito, tudo pensado pra você montar vários cenários legais na estante ou no diorama. A figura traz aquela vibe de quadrinho clássico que você queria, com um pacote generoso de extras que justificam bem o destaque no topo da sua coleção de 2025.

Fim

Fechar esse Top 10 foi mais difícil do que eu imaginava. Teve nostalgia, custo-benefício, frustração com compra, surpresa boa e aquela sensação clássica de “essa eu não esperava”. No fim, não é só sobre preço, marca ou hype do momento, é sobre o que cada figura representa na estante e na cabeça da gente. 2025 foi um ano estranho em várias coisas, mas olhando pra coleção, dá pra dizer que foi um baita ano. Agora é guardar tudo com carinho… e fingir que 2026 não vai tentar acabar com meu cartão de crédito.

Links:

TOP 5 - 2024

Amazon Justiceira


Juju, o ultimo dinossauro da casa

Maratona Pre-historica

quarta-feira, julho 23, 2025

Quarteto Fantastico Primeiros Passos

Assisti à pré-venda de Quarteto Fantástico hoje e agora vamos para uma mega análise do filme. Infelizmente, não vai dar pra evitar os spoilers, então se você não viu o filme e pretende assistir, pare de ler agora.


Começo dizendo, como é bom assistir a um filme de super-heróis de verdade. Depois de tantos filmes ruins, fracos e outros apenas medianos da Marvel, Quarteto Fantástico veio pra quebrar essa sequência. Que filme gostoso de assistir! Divertido, emocionante, direto ao ponto. Sem enrolação. Ele traz as melhores características dos personagens, com diálogos cativantes, ação na medida certa e um enredo que se desenrola com agilidade, sem parecer apressado ou superficial. Tudo se encaixa tão bem que você até esquece que um dia existiu Capitão América 4.

Logo de cara, os quatro fantásticos são apresentados num estilo de resumo televisivo, mostrando seus primeiros anos de ação, enfrentando vários vilões clássicos das HQs, como o Homem Toupeira, entre outros nomes saídos direto das páginas mais psicodélicas da Marvel. É uma bela homenagem à fase Jack Kirby.

A história começa a ganhar peso quando Susan Storm descobre que está grávida, o que deixa Reed Richards completamente desorientado. E antes que o grupo possa sequer lidar com isso, surge a Surfista Prateada, desta vez, uma mulher, Shalla-Bal, avisando que a Terra está prestes a ser destruída por Galactus.

É aí que o filme ganha níveis extraordinários.

O Quarteto viaja até a imensa nave de Galactus para confrontá-lo mostrando uma tecnologia fora do comum. Lá, Sue já está com a gravidez avançada e Galactus revela que está interessado no bebê, afirmando que a criança, Franklin Richards, é tão poderosa que poderá saciar sua fome eterna e até substituí-lo como novo devorador de mundos.

Galactus tenta barganhar a segurança da Terra em troca do bebê. (Ele nem nasceu ainda...)

A cena é tensa. O Quarteto recusa e foge, voltando para a Terra com a missão fracassada. E como era de se esperar, a população começa a pressioná-los para que entreguem o bebê e salvem o planeta. Mas não. Eles decidem lutar. Montam um plano para atrair Galactus para uma armadilha.

Nesse momento, o filme mostra o verdadeiro valor do trabalho em equipe e da confiança familiar. É Johnny Storm quem consegue convencer a Surfista Prateada a mudar de lado no final do filme e ela, num arco rápido mas impactante, decide ajudar o Quarteto a salvar o mundo.

O embate final é visualmente espetacular, digno de cinema. E quando tudo parece perdido, Susan Storm mostra que é, provavelmente uma das super heroínas mais fortes já apresentada nos filmes ate agora, pois ela peita Galactus na fúria. Claro, o que uma mãe faz pra proteger seu filho né, mas te falo, foi um confronto surreal. No final, ainda temos um deslumbre do que o bebe Frankilm será capaz de fazer, pois ele salva sua mãe de uma forma misteriosa e não explicada. Um ato silencioso e poderoso, que planta as sementes para o que virá.

Sobre as cenas pos créditos, são duas. Mostra pouca coisa mas finalmente estamos vendo um deslumbre do grande vilão dessa saga Multiversal. Podemos ver Sue, indo ate a sala onde esta Frankilm, agora com 4 anos e assistimos o bebe rindo para uma pessoa com capuz verde e mascara metálica na mão. É a primeira vez, oficialmente, que Dr. Doom aparece no MCU. Não é possível ver seu rosto, pois esta de frente pra o garoto e de costa pra câmera, porem, já da pra imaginar muita coisa.

A segunda cena, é apenas um mini trailer do desenho do quarteto fantástico, aquele super antigo. Não agrega nada a historia, mas mantém o tom nostálgico do filme e funciona como um tributo.

Resumindo: Quarteto Fantástico: Primeiros Passos é um filme sobre família, união e propósito. Um dos melhores filmes já feitos ultimamente pela Marvel. O clima retrô futurista é sensacional, a direção de arte é linda, e o roteiro consegue equilibrar ação, emoção e humor sem forçar a barra. Não espere multiverso, não espere participações especiais. O filme é sobre o Quarteto e ponto. Como se tivesse saído diretamente das páginas das HQs, com ritmo ágil, lutas intensas e um vilão à altura.

É o tipo de produção que mostra que a Marvel ainda sabe fazer cinema de herói com alma. Agora é torcer pra que não percam a mão na sequência pois Dr. Doom vem ai e esses dois filmes dos Vingadores prometem muito. Acredito que será épico.


segunda-feira, julho 21, 2025

Quarteto Fantastico

Eles foram os primeiros, antes mesmo dos Vingadores, X-Men ou do Homem-Aranha, a Marvel moderna nasceu com o Quarteto Fantástico. Criados por Stan Lee e Jack Kirby em 1961, eles não eram apenas super-heróis com poderes incríveis, eram uma família, com todas as imperfeições, brigas, piadas internas e laços inquebráveis que isso implica. O sucesso da equipe foi tão grande que marcou o início da chamada "Era de Prata" dos quadrinhos, uma fase em que os personagens deixaram de ser apenas fantasias ambulantes e passaram a ter dilemas reais, sentimentos e personalidades complexas.

A origem do Quarteto é bem especifica. Uma expedição ao espaço para estudar raios cósmicos dá errado e transforma quatro pessoas comuns em algo extraordinário. Reed Richards, o cientista brilhante e ambicioso, ganha a habilidade de esticar seu corpo como borracha, simbolizando sua mente elástica e visão de futuro. Sua namorada, depois esposa, Susan Storm se torna a Mulher Invisível, capaz de desaparecer e gerar campos de força. Seu irmão, Johnny Storm, se transforma no Tocha Humana, um adolescente impulsivo que literalmente pega fogo, voa e solta labaredas. E o melhor amigo de Reed, Ben Grimm, vira o Coisa, uma criatura de pedra com força sobre-humana e um coração sensível escondido sob toneladas de sarcasmo e dor existencial.

Mas o que sempre diferenciou o Quarteto dos outros heróis foi o tom de suas histórias. Eles não usavam máscaras, não tinham identidades secretas e, em vez de patrulharem a cidade à noite, enfrentavam ameaças cósmicas, exploravam dimensões paralelas e brigavam como uma verdadeira família disfuncional. O prédio deles, o Edifício Baxter, era tanto uma base científica quanto um lar. Entre um ataque do Doutor Destino e uma viagem à Zona Negativa, havia espaço para discussões sobre contas de luz, paixões mal resolvidas e piadas infames do Johnny para cima do Ben.

E falando em vilões, o Quarteto teve alguns dos mais emblemáticos da Marvel. O Doutor Destino é provavelmente o maior deles. Um ditador, cientista, mago e narcisista que considera Reed Richards seu eterno rival. Há também Galactus, o devorador de mundos, e seu arauto, o Surfista Prateado, que começa como inimigo mas se torna um dos personagens mais poéticos e trágicos do universo Marvel. Outros como o Homem-Toupeira, Annihilus, Super Skrull e até os Skrulls como raça inimiga desafiaram o Quarteto em batalhas que misturam ciência, filosofia e muita porrada interdimensional.

No cinema, no entanto, a história foi menos épica. O Quarteto Fantástico teve três adaptações principais até agora: os dois filmes lançados em 2005 e 2007, com um clima mais leve e um Doutor Destino bem aquém do que ele merece; e o infame reboot de 2015, sombrio, confuso e mal resolvido. Nenhum deles conseguiu capturar a essência grandiosa, científica e familiar dos quadrinhos. Mas a esperança se renovou com o anúncio da Marvel Studios, uma nova versão vem aí, prometendo finalmente fazer jus ao legado dessa equipe que começou tudo.

O Quarteto Fantástico é mais do que superpoderes, eles são exploradores, cientistas, irmãos, um casal apaixonado, um monstro gentil. E acima de tudo, são o coração da Marvel. Porque no fim das contas, antes de qualquer batalha cósmica ou viagem no tempo, o que move o Quarteto é aquilo que move todos nós, a tentativa de encontrar nosso lugar no universo mesmo que ele esteja cheio de ameaças alienígenas e vilões com armaduras metálicas.

Quarteto Fantastico estreia dia 24 de julho nos cinemas. Já garanti minha pré dia 23. Em breve, resenha do filme.

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sexta-feira, junho 27, 2025

Coracao de Ferro - 3 primeiros episodios


Rever as armaduras em ação em Coração de Ferro, nos três primeiros episódios, trouxe uma onda imediata de nostalgia, lembrando aqueles tempos icônicos de Tony Stark e suas criações inovadoras. Foi bom sentir esse eco do passado. A protagonista, Riri Williams, interpretada por Dominique Thorne, se mostra carismática e engajada; ela conduz com segurança a trama e permite que a gente mergulhe na série de forma tranquila.

Até agora, seu maior rival tem sido Parker Robbins, o misterioso “Capuz”, interpretado por Anthony Ramos. Apesar de pouco conhecido pelo público geral, nos quadrinhos ele é um delinquente que, ao matar um demônio, rouba seu capuz e botas e ganha poderes como invisibilidade, levitação, teletransporte e uma forte ligação com magia negra. Em algumas histórias, ele até se conecta com entidades como Dormammu e Mephisto. Na série, o personagem aparece modesto, mas com um ar sombrio, com sinais de que ainda há muito mais a ser revelado. O ator já o descreveu como o “vilão mais legal” do MCU, o que aumenta a expectativa.

Essa dinâmica entre a tecnologia de ponta de Riri e a magia do Capuz estrutura o núcleo dramático da trama, com promessa de um embate moral, emocional e épico entre ciência e ocultismo, algo que os próprios produtores destacaram como um dos grandes pilares da série.

Entretanto, não dá para ignorar um ponto negativo importante: a inserção de comerciais com mais de um minuto, a cada cinco minutos de série, atrapalha demais a imersão. Para um serviço de streaming pago, e caro, diga-se de passagem, essa prática é frustrante. Cheguei a considerar o cancelamento da assinatura. Quando você volta empolgado para o episódio seguinte e é interrompido várias vezes, o impacto da narrativa simplesmente se perde.

No balanço geral, os episódios 1 a 3 são eficientes na construção de uma nova heroína. Riri é dona de presença e inteligência, reminiscentes de Tony Stark, mas com personalidade própria e na apresentação de um vilão intrigante, que ainda tem muito a mostrar. A ambientação em Chicago é rica, autêntica, e o charme visual das armaduras e efeitos especiais só reforça a qualidade da produção. Mas fica o alerta: para a experiência ser completa, o Disney Plus vai precisar rever essa estratégia de anúncios. Porque do jeito que está, a série brilha mas o streaming atrapalha.

Aguardaremos os próximos episódios para analisar melhor a serie. Até o momento, está Ok! Longe de ser a pior, mas longe também de ser a melhor.

Até.


terça-feira, maio 06, 2025

Thunderbolts

Thunderbolts
Jake Schreier


Às vezes o mundo não precisa de heróis reluzentes. Precisa de quem esteja disposto a se sujar. Precisa de quem já tenha errado tanto que salvar o dia pareça mais um castigo do que uma missão. Thunderbolts, é provavelmente, o melhor filme da Marvel dessa ultima fase. O que realmente não seria muito difícil de conquistar esse titulo, já que as produções anteriores não foram boas. Esse filme é sobre um time de peças soltas, fragmentadas, deslocadas, tentando funcionar juntas antes que tudo exploda. Literalmente.

Aqui, a ideia de grupo é mais próxima de uma cela de presídio do que de uma sala da Torre dos Vingadores. Yelena Belova, Bucky Barnes, Agente Americano, Guardião Vermelho, Fantasma e Treinadora são uma equipe formada por traumas, não por ideais. São soldados remendados, ex-assassinos, pessoas manipuladas pelo sistema que agora são convocadas para servir esse mesmo sistema em operações que não caberiam no noticiário da noite. Quem comanda tudo é Valentina Allegra de Fontaine, a nova cabeça pensante por trás de manobras cinzentas da CIA, alguém que claramente sabe onde esconder corpos e segredos.

O filme é dirigido por Jake Schreier, que acerta ao não tentar emular a grandiosidade épica dos Vingadores. Aqui, tudo é mais sujo, mais tenso, mais incômodo. E não porque os efeitos são menores ou a produção mais econômica. Mas porque o foco está onde deveria estar: nos dilemas morais, nas rachaduras dos personagens, nas escolhas que nunca são simples.

Tem também o Sentry, o tal Bob Reynolds. Um dos seres mais poderosos do universo Marvel. Um herói que carrega dentro de si uma entidade destrutiva. Literalmente o bem e o mal dividindo o mesmo corpo. Nada mais simbólico para um filme onde ninguém é inteiramente confiável e onde o salvador da equipe pode ser também sua ruína.

A partir daqui: SPOILERS

A Marvel entrega aqui um filme diferente. Mais contido. Mais psicológico. E com uma surpresa que deixa qualquer fã de quadrinho maluco: o tal asterisco no título, que era motivo de piada e especulação, revela-se no final como um anúncio oficial. A equipe passa a se chamar Os Novos Vingadores. Como se a Marvel dissesse: esses aí são os heróis que temos. Talvez não os que queremos. Mas os que sobraram.

É uma proposta ousada, que prepara terreno para o futuro do MCU com mais maturidade e menos fórmulas prontas. O multiverso ainda é uma ameaça pairando, como sugere a cena pós-créditos com a chegada do Quarteto Fantástico. Mas por enquanto, o mundo precisa ser salvo por quem ainda está tentando se salvar de si mesmo.

Thunderbolts é sobre redenção. Sobre controle. Sobre identidade, mas acima de tudo, sobre o peso de continuar lutando quando o mundo já te deu como perdido.

Os próximos filmes da Marvel prometem:
Teremos o grande desfecho da conturbada saga multiversal com Quarteto Fantástico, Spiderman 4 e os dois filmes dos Vingadores, Avengers Doomsday e Guerras Secretas. Ansioso pra ver isso!

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quarta-feira, abril 23, 2025

Sue Storm e Namor: rolou ou não rolou?

Vamos falar de uma fofoca interdimensional das boas?

Não é de hoje que o tal do Namor, o príncipe de sunga e sobrancelha afiada, anda jogando charme pra cima da Mulher Invisível. E não é só charme, não, o cara literalmente invade a superfície, desafia o Quarteto Fantástico, declara guerra e amor no mesmo fôlego. Tudo isso por quem? Sue Storm, a heroína mais desejada do oceano e da superfície.

E você aí achando que só o Reed Richards era complicado.

A verdade é que o relacionamento de Sue com o Senhor Fantástico é, digamos… cheio de pausas dramáticas. Reed vive enterrado nos próprios experimentos, no multiverso, na própria arrogância. Enquanto isso, Namor chega todo molhado, oferecendo um reino submarino e atenção 100% integral. Quem nunca caiu numa cilada dessas, né?

O flerte começou lá nos anos 60, nas primeiras edições do Quarteto Fantástico, quando Namor surge como um anti-herói com pinta de rei grego e intenções nem tão nobres assim. Ele não escondia: queria a Sue. E não era só “te acho bonita”, era do tipo “larga tudo e vem ser minha rainha de Atlântida”. Descarado? Talvez. Persistente? Com certeza. Charmoso? Pergunta pra Sue.

Só que a nossa Mulher Invisível nunca atravessou a linha. Ela se sentia balançada, sim. Não vou mentir, já teve aquele olhar demorado, aquela hesitação clássica de quem pensa “e se?”. Mas no final das contas, ela sempre voltou pro Reed. Mesmo com o ego inflado. Mesmo com o laboratório cheio de máquinas que ninguém entende. Mesmo com zero tempo pra um jantar romântico.

Mas e beijo? E rolo? E affair escondido nas profundezas?

Não. Nunca rolou oficialmente.

Mas o “quase” foi tão forte, tão intenso, que até hoje o povo discute. Inclusive, em universos paralelos e realidades alternativas, Sue e Namor já foram casal, sim. E pasme: até funcionavam. Só que aí já é fanfic oficial da Marvel.

No fundo, Namor ficou pra história como o maior crush não concretizado da Casa das Ideias. E Sue? Seguiu sendo uma das personagens mais humanas, contraditórias e interessantes da editora. Dividida entre a razão e a emoção, entre o laboratório seco do Reed e os mergulhos perigosos com o Príncipe Submarino.

E você?
Team Reed ou Team Namor?
Ou só quer ver o circo cósmico pegar fogo? 

Até a próxima!

quarta-feira, abril 16, 2025

Daredevil Born Again

Análise de Daredevil: Born Again – O retorno de Matt Murdock ao UCM - Disney Plus

Daredevil: Born Again chegou ao Disney+ em março 2025 e traz Matt Murdock, o Demolidor, de volta à ação após seu retorno em Spider-Man: No Way Home e She-Hulk. A série já começa com grandes expectativas, não só pelos fãs do herói, mas também por ser uma das maiores apostas da Marvel para expandir o Universo Cinematográfico Marvel (UCM) na televisão.

A trama gira em torno de Matt Murdock, o advogado cego com habilidades sobre-humanas, que busca equilibrar sua vida como defensor de Nova York enquanto enfrenta seu maior inimigo: Wilson Fisk, o Rei do Crime. A história explora temas de redenção, identidade e as consequências de viver uma vida dupla.

O enredo da série se baseia no famoso arco dos quadrinhos Born Again de Frank Miller, no qual Matt Murdock vê sua vida desmoronar após a revelação de sua identidade secreta. Mas, em vez de focar apenas na parte de super-herói, Born Again investe em um lado mais humano e dramático, mostrando as dificuldades de Matt para manter sua vida equilibrada enquanto enfrenta os desafios de seu trabalho e sua missão como Demolidor.

A volta de Frank Castle, o Justiceiro, promete trazer uma nova dinâmica para o UCM. Jon Bernthal reprisa seu papel como Frank Castle, e sua interação com Matt Murdock tem gerado muita expectativa, principalmente por ser uma colaboração tensa entre dois heróis com moralidades diferentes.

Em termos de estilo, a série mantém o tom sombrio e realista que fez sucesso na primeira versão de Daredevil, mas com uma abordagem mais ampla, adaptando a narrativa ao vasto Universo Marvel. As cenas de ação são bem coreografadas, especialmente as sequências de luta, que continuam a ser um dos maiores destaques da franquia.

Além disso, o retorno de Vincent D'Onofrio como Wilson Fisk é uma das maiores surpresas, com o Rei do Crime agora envolvido em uma trama política ainda mais complexa, com uma perspectiva de poder e vingança que promete mexer com os sentimentos de Matt.

Em termos de personagens, a série oferece uma boa expansão de quem são seus principais vilões e heróis. Cada episódio apresenta um pouco mais sobre seus passados e motivações, criando uma narrativa envolvente e cheia de camadas emocionais.

Em resumo, Daredevil: Born Again é uma série que, até agora, promete ser uma das mais envolventes do UCM, misturando drama, ação e, claro, aquele toque de realismo que conquistou fãs desde a série original. É uma boa adição para os fãs de quadrinhos e da Marvel que procuram algo mais sombrio e intenso no meio do crescente catálogo de super-heróis.

Agora, com os episódios saindo semanalmente, a cada nova entrega, temos a chance de observar o crescimento e as mudanças dos personagens e da trama, tornando cada análise uma jornada única.

Episódios

A série Daredevil: Born Again é dividida em 9 episódios, e com o ritmo de lançamento semanal, cada episódio é uma nova oportunidade para discutir mais profundamente as ações dos personagens, seus conflitos e reviravoltas. Como todos sabem, sou fã do Demolidor e fiz uma breve analise de cada uma dos episódios, com spoilers, todos já disponíveis do DISNEY PLUS.

Episódio 1: Meia Hora do Céu

Caralho, quinze minutos de episodio e já ta tudo fudido. Foggy morto pelo Mercenário e este, quase morto pelo Matt. Fora a luta insana entre os dois e que cena meus amigos. E que tristeza, logo de cara assim, uma tragedia. Foggy era um personagem secundário mas era o melhor amigo de Matt. 

Após um salto temporal de um ano, vemos um Matt Murdock diferente. Ele desistiu de atuar como Demolidor, atormentado pela culpa e pelo luto. Enquanto isso, Wilson Fisk, sobrevivendo a uma tentativa de assassinato, retorna ao cenário público como uma figura política influente, disputando a prefeitura de Nova York. Sua esposa, Vanessa, assume um papel importante nos negócios criminosos, consolidando sua posição no submundo.

O episódio culmina em um encontro tenso entre Matt e Fisk em uma lanchonete. O diálogo entre os dois é carregado de subtextos e ameaças veladas, estabelecendo o tom do que está por vir. Esse primeiro capítulo deixa claro que a nova fase do Demolidor será marcada por perdas profundas, dilemas morais e uma nova guerra contra o crime em Nova York.

Episódio 2: Ótica

No segundo episódio de Demolidor: Renascido, Matt Murdock tenta seguir sua vida como advogado após abandonar o manto do Demolidor, ainda lidando com as perdas de Foggy e Karen. Enquanto Wilson Fisk, agora prefeito de Nova York, manipula a cidade a seu favor, Matt assume a defesa de Hector Ayala, o Tigre Branco, acusado injustamente de matar um policial. Com a crescente tensão e a postura anti-vigilantismo de Fisk, Matt se vê dividido entre seu compromisso com a justiça nos tribunais e a necessidade de voltar às ruas como o Demolidor.

Detalhe para ultima cena do episodio, quando Matt se vê obrigado a agir contra dois policiais corruptos, que tentaram matar a única testemunha que pode inocentar Hector. Luta brutal que vale o episódio. Gritei junto com o Matt. Essa serie é muito melhor que a da Netflix.

Episódio 3: A Palma da Sua Mão

Matt Murdock intensifica sua defesa de Hector Ayala, o Tigre Branco, tentando provar sua inocência no tribunal. Durante o julgamento, ele revela a identidade heroica de Hector para reforçar sua credibilidade, conseguindo sua absolvição. No entanto, a vitória dura pouco, pois Hector é assassinado no final do episodio por um atirador desconhecido deixando Matt e a cidade em choque. (Vou segurar um pouco o restante do spoiler aqui).

Episódio 4: Sic Semper Sistema

O ponto alto do episódio é, sem dúvida, o reencontro entre Matt Murdock e Frank Castle. Em um diálogo intenso e carregado de tensão, os dois trocam farpas sobre justiça, moralidade e os limites da violência. Castle, agora ainda mais brutal e impiedoso, desafia a visão de mundo de Matt, colocando em xeque sua crença de que é possível combater o crime sem cruzar certas linhas. A cena não apenas marca o retorno definitivo do Justiceiro, mas também reacende o embate ideológico entre os dois. Louco esperando pra ver o justiceiro em ação novamente. 

No episodio também vimos de relance o vilão Muse, mas não mostrou nada de detalhes. Não faço ideia quem seja, mas parece um sequestrador de pessoas e que cria obras de artes macabras com elas. 

Episódio 5: Com Juros

O quinto episodio é basicamente um roubo a banco e foge do restante da historia contada até aqui. O objetivo aqui é inserir mais uma vez o Demolidor no UCM. Nesse episodio vimos o pai da Kamala Khan, a Ms. Marvel, Yusuf interagindo com Matt durante o assalto ao banco. É somente isso e nada mais no episódio.  

Episódio 6: Força Excessiva

Matt Murdock volta a vestir o manto do Homem Sem Medo para enfrentar Muso, um assassino em série que aterroriza Hell’s Kitchen. A investigação o leva ao desaparecimento de Angela Ayala, sobrinha do vigilante Tigre Branco, e ele decide agir sozinho para resgatá-la.

Enquanto isso, Wilson Fisk aproveita o caos causado por Muso para fortalecer sua influência política e lança uma força-tarefa contra vigilantes, consolidando seu controle sobre a cidade. O episódio culmina em um combate brutal nos túneis do metrô, onde Matt enfrenta Muse e encontra Angela ainda viva. Ferido, mas determinado, ele reafirma sua identidade como Demolidor, enquanto Fisk continua manipulando os eventos nos bastidores, preparando o terreno para os próximos conflitos.

Episódio 7: Arte Pela Arte

Muso, um dos vilões da serie e assassino em série perturbador que transforma suas vítimas em peças de arte, vai atras da psicóloga Heather, envolvida emocionalmente com Matt, se vê ligada ao criminoso por meio de seu paciente Bastian, descobrindo da pior maneira que ele é o assassino.

Graças a intervenção do Demolidor, a psicóloga é salva, o que rende um baita confronto entre os dois personagens, culminando com a morte do assassino.

Enquanto isso, Fisk amplia sua influência com movimentos cada vez mais autoritários, deixando claro que sua ascensão ao poder está longe de ser apenas política. Matt fica diante de dilemas morais cada vez mais complexos, enquanto a linha entre justiça e loucura começa a se desfazer.

Episódio 8: Ilha da Alegria

Fisk conta a Vanessa sobre Adam. Matt descobre que Fisk é paciente de Heather. A narrativa se aprofunda nas complexas relações entre os personagens, culminando em um confronto inesperado durante um baile de gala organizado por Fisk.

Este episódio é marcado por reviravoltas significativas, incluindo revelações sobre o envolvimento de Vanessa Fisk em eventos anteriores e o sacrifício de Matt Murdock ao proteger seu arqui-inimigo de um ataque iminente. Talvez até aqui, o melhor episodio da serie. Me senti lendo um HQ do Demolidor.

Episódio 9: Direto Para o Inferno

A temporada se encerra com um clima tenso e explosivo, trazendo confrontos intensos e revelações que mudam o jogo. Matt Murdock se vê forçado a se aliar a Frank Castle, o Justiceiro, para enfrentar a corrupção enraizada no sistema, enquanto Wilson Fisk, impõe uma lei marcial que transforma a cidade em um estado autoritário. 

Karen Page retorna em um momento crucial. O episódio entrega ação brutal, dilemas morais e o prenúncio de uma guerra urbana, com Fisk consolidando seu poder e o Demolidor preparado para enfrentar as consequências de um sistema corrompido até a alma. Justiceiro rouba a cena no episodio e mostra a força do personagem, deixando claro que precisa de uma serie só dele pela Disney.


Acabou. E agora?

O início deste post foi escrito enquanto eu assistia aos primeiros episódios, acompanhando a série conforme os capítulos iam sendo lançados, episódio por episódio. Agora, depois de ter assistido à temporada inteira, chegou a hora da conclusão. A série é realmente boa? Valeu a pena? Surpreendeu? Essas são as perguntas que ficam e sim, temos algumas respostas.

E agora que os créditos do último episódio subiram, posso dizer sem medo: Demolidor: Renascido não só valeu a pena, como trouxe de volta algo que eu achava que a Marvel tinha perdido: coragem narrativa. A série é densa, madura, cheia de camadas. Não se contenta em ser só mais um produto no catálogo da Disney+. Ela quer dizer alguma coisa. E consegue.

Vários episódios passam a sensação de terem saído direto das páginas dos quadrinhos do Demolidor. E isso é um baita ponto positivo. A fotografia escura, os diálogos intensos, os conflitos internos do Matt e até mesmo a violência estilizada... tudo grita HQ, do jeitinho que os fãs gostam. É como se a série finalmente tivesse entendido que o Demolidor funciona melhor quando abraça sua essência urbana, crua e trágica.

Tem seus tropeços, claro. Algumas barrigas aqui e ali, personagens que poderiam ser melhor aproveitados, e aquela sensação de que a coisa estava esquentando de verdade só lá pro sexto episódio. Mas quando engrena, entrega uma história que respeita o personagem, honra os quadrinhos e ainda tem espaço pra construir algo novo. A presença do Justiceiro foi um presente pra quem curte tensão moral, e Fisk, como sempre, rouba a cena com um D’Onofrio mais afiado do que nunca.

E sim, se você me perguntar se é melhor do que a versão da Netflix, vou dizer que sim. Porque essa série entende que o Demolidor é mais do que o herói que sai no soco no beco escuro – ele é um símbolo. Um homem falho, mas com um senso de justiça inabalável, mesmo quando tudo ao redor parece desmoronar. E isso, meu amigo, está mais vivo do que nunca aqui.

Se a Marvel seguir por esse caminho, tem ouro nas mãos. Que venha a segunda temporada. E que Hell’s Kitchen continue sendo o inferno de heróis que a gente tanto ama.

E só pra finalizar, vi diversas críticas de um bando de gente que nunca leram uma HQ do Demolidor ou que viram a serie da Netflix. Pessoas reclamando, o que sinceramente, me irrita, todos esperando outros personagens aparecerem no final, esperando o tal fan service. A série foi rodada há mais de um ano atrás e nem sabiam que teriam a segunda temporada, nem quem vai participar. Atualmente estão em filmagens. 

O problema é que muitos desses críticos não entendem a essência do personagem, não sabem o que é viver em Hell's Kitchen, lutar por justiça quando as opções são escassas. Demolidor não é só soco e ação desenfreada, é um drama humano, uma história de falhas e redenção. Mas claro, é mais fácil criticar sem saber nada sobre a construção do personagem, esperando que o herói se torne apenas mais uma peça de fan service pra agradar quem nunca sequer leu um quadrinho de verdade ou segue o personagem por anos. 

"Isso não é fã. Vai assistir Arrow ou Flash, que é mais sua praia."

OBs: Tive que alterar os xingamentos pelo politicamente correto.

Nos vemos no próximo post!


sábado, março 29, 2025

A Queda De Murdock

A Queda de Murdock
Frank Miller
David Mazzucchelli

Se existe uma história definitiva do Demolidor, um arco que elevou o herói ao panteão das maiores tragédias dos quadrinhos, essa história é A Queda de Murdock. Escrita por Frank Miller e ilustrada por David Mazzucchelli, essa saga publicada entre Daredevil #227 e #233 (1986) é um dos maiores exemplos de como a desconstrução de um herói pode ser tão impactante quanto sua ascensão.

Frank Miller já havia revolucionado o Demolidor nos anos anteriores, trazendo um tom mais sombrio e violento ao herói. Com A Queda de Murdock, ele não apenas consolidou sua marca no personagem como entregou uma das maiores narrativas já feitas nos quadrinhos. Mazzucchelli, por sua vez, trouxe uma arte que transita entre o realismo e a estilização noir, carregando a história de peso dramático e emoção crua. A dupla repetiria a parceria em Batman: Ano Um, outro clássico absoluto.

O enredo de A Queda de Murdock gira em torno de um dos maiores pesadelos de qualquer herói: perder tudo. A história começa quando Wilson Fisk, o Rei do Crime, descobre a identidade secreta do Demolidor e decide destruir Matt Murdock meticulosamente, sem levantar um dedo. Ele manipula a vida do advogado/herói nos bastidores, fazendo com que ele perca sua carreira, seu apartamento, sua sanidade e sua esperança. A desconstrução psicológica de Matt é brutal e angustiante, culminando em momentos de desespero que fazem o leitor sentir cada golpe emocional.

Um dos gatilhos para a queda de Matt é a traição de Karen Page, sua ex-namorada, que vende sua identidade secreta em um momento de desespero para obter drogas. Essa decisão tem consequências devastadoras e serve como um retrato cruel da vulnerabilidade humana. Fisk, por sua vez, não precisa de superpoderes para derrotar Murdock. Ele usa sua influência para arruinar sua vida financeira, manchar sua reputação e isolá-lo completamente. É um jogo de xadrez mortal, onde cada peça é movida com precisão cirúrgica.

Sem dinheiro, sem casa e desacreditado por todos, Matt Murdock enfrenta um verdadeiro inferno pessoal. Sua paranoia cresce, sua saúde mental se deteriora e até mesmo seus aliados mais próximos parecem distantes ou impotentes diante de sua queda. Ele chega ao fundo do poço, vagando sem rumo pelas ruas de Nova York, antes de encontrar uma improvável redenção. No entanto, o que torna essa história tão impactante não é apenas a destruição de Matt, mas sua resiliência. Mesmo após perder tudo, ele se reergue, demonstrando que sua verdadeira força nunca esteve em seu uniforme ou em suas habilidades, mas sim em sua determinação inabalável.

Mesmo após ser esmagado psicologicamente, Murdock se reergue, reconstrói sua vida e, de maneira simbólica, renasce. Esse arco de destruição e redenção é um dos mais bem trabalhados nos quadrinhos. O desfecho com o embate final entre Murdock e Fisk não é apenas uma briga entre herói e vilão, mas um confronto de ideologias e resiliência.

As tragédias que cercam Matt Murdock fazem dele um dos personagens mais humanos da Marvel. Sua vida é marcada por perdas, traições e desafios constantes, o que ressoa com qualquer pessoa que já enfrentou momentos difíceis. Assim como Matt, muitas vezes nos vemos no fundo do poço, traídos por aqueles em quem confiamos ou esmagados por circunstâncias fora do nosso controle. No entanto, a grande mensagem de sua história não está na dor, mas na capacidade de seguir em frente, encontrar forças onde parece não haver nenhuma e, acima de tudo, continuar lutando.

Para concluir essa trajetória de queda e redenção, os Vingadores entram em cena, com destaque para o Capitão América. Steve Rogers, que sempre representou justiça e honra, percebe que algo está errado e, ao investigar, descobre o impacto devastador que o Rei do Crime teve sobre Matt. Ele intervém no momento certo, ajudando a expor as maquinações de Fisk e a limpar o nome de Murdock. Sua presença não apenas reforça a gravidade da situação, mas também simboliza a esperança de que, mesmo diante da corrupção e da destruição, ainda há espaço para a justiça prevalecer. A participação dos Vingadores, embora breve, marca um momento crucial na história, mostrando que Matt não está completamente sozinho e que, apesar de tudo, ele ainda tem aliados que acreditam nele.

Essa história redefiniu o Demolidor para sempre. Depois dela, o personagem nunca mais foi o mesmo, e sua abordagem nos quadrinhos passou a ser ainda mais adulta e complexa. A Queda de Murdock influenciou diretamente a série da Netflix, especialmente em seu terceiro ano, e continua sendo uma das narrativas mais aclamadas da Marvel. Leitura obrigatória para os fãs do Demolidor, esse arco mergulha fundo no psicológico do herói, explorando o peso das derrotas e a força necessária para seguir em frente.

Impossível não ser fã desse personagem. Até a próxima.