quarta-feira, fevereiro 04, 2026

WWE e o Poder do Marketing


Assistir à WWE hoje é menos sobre luta e mais sobre fenômeno cultural. A gente sabe que é encenado, combinado, roteirizado, mesmo assim, funciona e funciona em um nível impressionante.

O que mais chama atenção não é nem o ringue, mas o público pois por onde a WWE passa, as arenas estão sempre lotadas. Episódios semanais em cidades diferentes, gente vibrando como se fosse final de campeonato. É uma legião de fãs que se reconhece, participa e faz parte do espetáculo. A luta acontece no ringue, mas a energia vem das arquibancadas.

Nos grandes eventos, isso fica ainda mais evidente. A WWE deixou de ser algo restrito aos Estados Unidos faz tempo. Hoje ela leva seus principais shows para fora do país, ocupando mercados enormes. Ver um Royal Rumble acontecer em Riad, na Arábia Saudita, com uma arena construída para o evento e completamente cheia, mostra o tamanho dessa marca e isso não é comum nem em esportes tradicionais.

Quando os eventos são em território americano, o impacto é o mesmo. A maioria dos main events não acontece mais em arenas fechadas, mas em estádios gigantes, daqueles usados por ligas esportivas de ponta. Fazendo isso, a WWE se coloca no mesmo patamar de finais históricas e grandes shows globais.

E talvez o mais bonito seja ver o público vibrando não só com as grandes lendas, mas também com nomes menos conhecidos. A torcida canta, reage, se envolve e não é apenas sobre quem está lutando, é sobre estar ali, fazendo parte daquele ritual coletivo. Dá gosto de ver porque é entretenimento vivo mesmo sabendo que não é real no sentido esportivo, a emoção é real, a reação é real, o engajamento é real e poucas marcas no mundo conseguem isso.

No fim, assistir à WWE hoje é testemunhar uma aula de marketing, construção de marca e conexão com o público pois os bilhões de dólares explicam parte do sucesso. Mas o que sustenta tudo isso são pessoas felizes, gritando, torcendo e acreditando nem que seja por algumas horas naquele espetáculo.

E isso, por si só, já vale a experiência.

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