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segunda-feira, julho 27, 2026

ALÉM DOS 90 MINUTOS!


O jogo de domingo entre Espanha e Argentina foi muito mais do que apenas uma decisão de noventa minutos. Nesta Copa do Mundo, o futebol acabou escancarando realidades incômodas que vão muito além das quatro linhas. 

Neste vídeo, eu convido você para um papo sincero de mesa de bar. Vamos debater sem filtros a transformação do futebol moderno em um verdadeiro cassino com a ditadura das bets, a dor de ver o Brasil apequenado vivendo apenas de lembranças do passado, e o ponto mais grave dessa Copa: crimes e a hipocrisia de quem tenta passar pano para gringo.

Deixe seu comentário aqui embaixo: para quem você vai torcer nessa final e o que essa Copa deixa de lembrança para você? Vamos usar o espaço do Multiverso do Kaká para debater ideias! Se inscrever no canal nos ajuda muito a crescer.

Seja muito bem-vindo ao Multiverso!

LINK PARA O VIDEO AKI

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sexta-feira, julho 24, 2026

São Paulo Voltou Acabou o Sossego

 


Copa do Mundo acabou e o futebol brasileiro voltou! 

E nosso tricolor já voltou perdendo, é mais do mesmo, é mais sofrimento.

Acompanhem esse vídeo sobre o primeiro jogo da volta ao campeonato nacional.

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segunda-feira, março 09, 2026

Crespo esta Demitido - E agora?

O São Paulo estava começando a se encontrar e tudo mudou de novo

Eu estava pronto para escrever um texto sobre a temporada do São Paulo Futebol Clube. A ideia era falar sobre como o time começou o ano cercado de desconfiança e terminou o Campeonato Paulista de uma forma bem diferente do que muitos imaginavam.

No começo do campeonato, o clima era pesado. Defesa vazando, resultados ruins, torcida irritada. Não faltou gente dizendo que o São Paulo estava perdido, sem rumo, e que o ano prometia ser daqueles bem sofridos e que ia amargar a segunda divisão do Paulista. Só que o futebol às vezes muda rápido.

O time foi se organizando, ganhou confiança, passou pelas fases do campeonato, classificou e chegou até a semifinal. Não foi uma campanha perfeita, longe disso, mas já era algo muito diferente daquele cenário pessimista das primeiras rodadas.

Na semifinal veio o clássico contra a porcada, o famoso VARmeiras. Jogo duro, tenso, daqueles que qualquer detalhe pode decidir. E decidiu: o VAR e juiza novamente, como sempre a historia se repetiu, sempre sendo beneficiado pela péssima arbitragem. O São Paulo perdeu, é verdade, mas ficou a sensação de que dava para ir além. Era perfeitamente possível vencer aquele jogo e disputar o título. Mas repito, não dá pra competir com um time que esta SEMPRE sendo beneficiado pela arbitragem. Tinha condições de passar pra final sim, ainda mais considerando que muitas decisões recentes nesses confrontos acabam sempre envolvidas em polêmicas de arbitragem e VAR, algo que virou quase rotina no futebol brasileiro.

Mesmo assim, a impressão que ficou era de que o São Paulo estava encontrando um caminho. Talvez ainda não fosse um time pronto para disputar tudo, mas pelo menos parecia ter voltado a competir de verdade. E foi justamente nesse momento que o roteiro mudou de novo.

A demissão de Hernán Crespo chegou como mais uma reviravolta nesse eterno ciclo do futebol brasileiro. Um técnico que parecia começar a ajustar o time, que havia levado o clube até uma semifinal estadual, de repente é demitido. E aí fica aquela pergunta que sempre aparece nesses momentos, era mesmo a hora de interromper o processo?

No futebol brasileiro tudo parece urgente demais. Projetos raramente têm tempo para amadurecer. Resultados precisam aparecer imediatamente, e qualquer tropeço vira motivo para recomeçar do zero. Enquanto isso, o torcedor fica assistindo a mais uma mudança de rota, tentando entender qual é o plano para o futuro.

O São Paulo começou o ano cercado de dúvidas, reagiu dentro do campeonato e mostrou sinais de evolução. Agora, com a saída do treinador, o clube entra novamente em um momento de incerteza. No futebol brasileiro, quando parece que as coisas começam a se encaixar, quase sempre alguém decide desmontar tudo para começar de novo.

Um detalhe que ajuda a entender toda essa história aconteceu antes mesmo da demissão. Em uma entrevista na televisão, Hernán Crespo afirmou que talvez não fosse o treinador certo para tornar o São Paulo Futebol Clube campeão, e que espera que um dia outro técnico consiga levar o clube novamente aos títulos. A declaração caiu como uma bomba. Quando um treinador admite publicamente que talvez não seja capaz de levar o time a vencer, a mensagem que passa é de falta de convicção no próprio trabalho ou até nas condições que o clube oferece. Muita gente passou a enxergar essa fala como o verdadeiro estopim da saída. Afinal, se o próprio técnico diz que não é o nome para ganhar títulos, a diretoria pode ter entendido aquilo como uma espécie de sentença antecipada. A impressão que ficou foi a de um treinador que já falava como alguém derrotado e o clube que, ao ouvir isso, decidiu simplesmente encerrar o capítulo.

Quem vem agora?
Quem será técnico do tricolor paulista?

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domingo, fevereiro 08, 2026

Super Bowl 2026


Hoje é o grande dia!
Domingo, 8 de fevereiro de 2026.

Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia, está pronto para receber a final mais aguardada da temporada: New England Patriots x Seattle Seahawks 

O Super Bowl LX

Depois de uma longa temporada, essas duas franquias tradicionais da NFL chegam a este momento com histórias diferentes, muita esperança e uma chance de acrescentar mais um capítulo inesquecível à rica narrativa do futebol americano.

O Levi’s Stadium, casa dos San Francisco 49ers, recebe mais uma vez a grande final da NFL, reunindo torcidas, emoção e espetáculo. Para além do jogo, um dos momentos mais aguardados é o show do intervalo, que promete ficar na memória dos fãs, comandado por Bad Bunny, responsável por transformar o meio do jogo em um grande evento musical.

Dois times, duas trajetórias

Os New England Patriots chegam ao Super Bowl pela primeira vez em vários anos em uma fase pós-era Brady-Belichick, mas com tanta tradição quanto sempre tiveram. A franquia já participou de 12 Super Bowls, conquistando o título em seis oportunidades, um dos maiores legados do esporte, e agora busca o sétimo troféu, um recorde histórico que os tornaria ainda mais gigantes na NFL.

Do outro lado está o Seattle Seahawks, que volta à final com uma equipe renovada, liderança defensiva forte e um ataque consistente, prontos para tentar a sua segunda conquista do sonhado troféu. Eles já foram campeões anteriormente e chegam aqui com confiança e um time equilibrado, pronto para desafiar a tradição dos Patriots.

Vale lembrar que os Seattle Seahawks conquistaram apenas um Super Bowl em sua história, no Super Bowl XLVIII, em 2014, quando atropelaram o Denver Broncos por 43 a 8, em uma das finais mais dominantes da NFL. Foi o auge da era da “Legion of Boom” e o momento em que Seattle entrou de vez na elite da liga. Desde então, o time busca repetir aquele feito, enquanto encara agora os New England Patriots, uma das franquias mais vitoriosas da história, em mais um capítulo decisivo dessa trajetória.

Reencontro histórico

O encontro de hoje tem um sabor especial porque é uma revanche de um Super Bowl icônico de mais de uma década atrás. No Super Bowl XLIX, disputado em fevereiro de 2015, os Patriots derrotaram os Seahawks por 28 a 24 num dos jogos mais memoráveis da história da liga, marcado pela lendária interceptação de Malcolm Butler na linha de uma jarda, um momento que entrou para o folclore do esporte.

Naquele jogo, Brady comandou a vitória com precisão cirúrgica e foi eleito MVP, consolidando ainda mais seu legado como um dos maiores de todos os tempos. Hoje, sem a presença dele em campo, os Patriots buscam provar que a tradição e a cultura vencedora que ele ajudou a construir continuam vivas.

Tom Brady: o maior de todos

E por falar em legado, é impossível falar de Patriots sem mencionar Tom Brady, consistentemente apontado como o GOAT, o maior de todos no esporte. Com sete anéis de Super Bowl (seis com New England e um com Tampa Bay), Brady transformou o que significava excelência na NFL.

O mais emocionante deste Super Bowl é ver o franquia que ele ajudou a elevar ao panteão do futebol americano chegar à final novamente, sem sua estrela maior em campo, mantendo viva a chama da sua grande era. Isso mostra que o espírito do time não foi apenas um momento histórico, foi uma cultura que ainda pulsa forte, e claro, torcemos muito para que os Patriots consigam agora o título em cima de seus rivais de longa data.

Nossa torcida está definida

Hoje, nossa camisa é New England Patriots. Não porque Tom Brady não está em campo, mas porque a história deles é história do esporte. Porque, mesmo em fase de renovação, eles continuam carregando tradição, garra e a ambição de escrever mais um capítulo glorioso. Torcemos para que o relógio pare a nosso favor, para que esse título também se junte à rica galeria de conquistas da franquia.



quarta-feira, fevereiro 04, 2026

WWE e o Poder do Marketing


Assistir à WWE hoje é menos sobre luta e mais sobre fenômeno cultural. A gente sabe que é encenado, combinado, roteirizado, mesmo assim, funciona e funciona em um nível impressionante.

O que mais chama atenção não é nem o ringue, mas o público pois por onde a WWE passa, as arenas estão sempre lotadas. Episódios semanais em cidades diferentes, gente vibrando como se fosse final de campeonato. É uma legião de fãs que se reconhece, participa e faz parte do espetáculo. A luta acontece no ringue, mas a energia vem das arquibancadas.

Nos grandes eventos, isso fica ainda mais evidente. A WWE deixou de ser algo restrito aos Estados Unidos faz tempo. Hoje ela leva seus principais shows para fora do país, ocupando mercados enormes. Ver um Royal Rumble acontecer em Riad, na Arábia Saudita, com uma arena construída para o evento e completamente cheia, mostra o tamanho dessa marca e isso não é comum nem em esportes tradicionais.

Quando os eventos são em território americano, o impacto é o mesmo. A maioria dos main events não acontece mais em arenas fechadas, mas em estádios gigantes, daqueles usados por ligas esportivas de ponta. Fazendo isso, a WWE se coloca no mesmo patamar de finais históricas e grandes shows globais.

E talvez o mais bonito seja ver o público vibrando não só com as grandes lendas, mas também com nomes menos conhecidos. A torcida canta, reage, se envolve e não é apenas sobre quem está lutando, é sobre estar ali, fazendo parte daquele ritual coletivo. Dá gosto de ver porque é entretenimento vivo mesmo sabendo que não é real no sentido esportivo, a emoção é real, a reação é real, o engajamento é real e poucas marcas no mundo conseguem isso.

No fim, assistir à WWE hoje é testemunhar uma aula de marketing, construção de marca e conexão com o público pois os bilhões de dólares explicam parte do sucesso. Mas o que sustenta tudo isso são pessoas felizes, gritando, torcendo e acreditando nem que seja por algumas horas naquele espetáculo.

E isso, por si só, já vale a experiência.

segunda-feira, junho 16, 2025

Zubeldia pediu demissao - Crespo vem ai

O São Paulo perdeu a última faísca de dignidade que tinha no banco


Não foi o time.
Não foi a tática.
Não foi a altitude de La Paz, nem o gramado do Morumbi.

Foi o velho combo brasileiro de sempre: elenco descompromissado, preparo físico de pelada de fim de ano, dirigentes omissos e uma torcida organizada que se acha diretoria. Pronto. Tá aí o que derruba técnico bom no Brasil.

Luis Zubeldía não foi apenas mais um. Ele entendeu o São Paulo, vibrava, sentia, parecia torcedor de arquibancada. Um técnico com alma, o que hoje é raríssimo.

Mas no país onde o jornalista medíocre tem mais voz que o treinador no vestiário, onde jogador faz corpo mole porque o banco virou spa e onde a torcida organizada vive de vaquinha pra ônibus e acha que manda no clube, não tem milagre.

Zubeldía errou? Claro. Mas errou tentando.
Errou porque teve que escalar o que dava, com um elenco sem perna e sem alma.
Errou porque o cara faz um jogo bom e no outro tá machucado.
Errou porque faltava tudo, menos vontade. E ainda assim, mesmo sem nada, fez o time jogar bola.

Agora, em breve, anunciam a volta do Crespo.

Sim, o mesmo Crespo que na última passagem entregou o time na UTI e precisaram chamar Rogério Ceni pra limpar o quarto e tentar salvar a vida do paciente.

Torcedor vai pagar pra ver. E depois vai chorar pedindo Zubeldía de volta. Mas aí, meu caro, ele já vai estar em outro clube. Um que dê condições, que respeite o trabalho, que tenha jogadores profissionais em campo e não gente que cansa no intervalo.

Zubeldía vai ser campeão da Libertadores muito em breve.
E a gente aqui, com técnico de grife, vendo reprise de 2005 e chorando de saudade.

Sigo apoiando, mas com raivas e revoltas no coração.


segunda-feira, maio 26, 2025

Novo Tecnico da Selecao Brasileira


Hoje, dia 26 de maio de 2025, a Seleção Brasileira começa oficialmente uma nova era: Carlo Ancelotti, o multicampeão italiano, assume o comando técnico com a missão mais insana do futebol, fazer o Brasil voltar a ser campeão do mundo.

E não é pouca coisa. Depois de anos tentando se encontrar, trocando de técnico como quem troca de meia, e colecionando vexames, a CBF decidiu ousar: contratou um estrangeiro. E não qualquer um e sim o maior vencedor da Champions League.

Ancelotti tem currículo, tem respeito, e tem história com brasileiros. Treinou Vinícius Jr., Rodrygo, Militão, Marcelo, Kaká, Ronaldo, a lista é longa. O cara sabe lidar com craque e, talvez mais importante, sabe lidar com ego, pressão e expectativa.

Mas será que dá pra sonhar? O Brasil ainda tem talento. Vini Jr. hoje é um dos melhores jogadores do mundo. Endrick está surgindo com moral. Rodrygo amadureceu. Há uma nova geração promissora, mais leve, e menos traumatizada do que as últimas.

O que faltava? Comando. Consistência. Ideia. Algo que não mude a cada seis meses. Algo que não dependa de lampejo. E talvez, só talvez, Ancelotti traga isso. O problema é que só nome não ganha Copa. Ele chega com o peso de um país inteiro nos ombros e com um histórico recente de seleções europeias atropelando todo mundo. A Argentina é atual campeã. A França tem dois times titulares. A Inglaterra evoluiu. A Alemanha voltou.

Mas o futebol é feito de surpresas também e o Brasil, quando tem talento e confiança, pode bater qualquer um. Mas o que realmente esperar? A primeira convocação de Ancelotti será hoje, dia 26 de maio e a estreia será em junho, pelas Eliminatórias. A expectativa é que ele já traga sua marca: time compactado, jogo apoiado, e uma mistura de juventude com experiência.

Não espere um técnico gritando na beira do campo. Ancelotti é estrategista, frio, quase zen. Mas por trás daquele olhar calmo tem um cara que já venceu tudo. Será que agora vai? Não dá pra saber. Mas, depois de tanto tropeço, só de poder perguntar isso de novo já é um grande alívio.

O brasileiro vai voltar a assistir os jogos da seleção e torcer. Eu acredito nisso. Inclusive, quero assistir todos os jogos e torcer novamente.

sábado, maio 17, 2025

Carlinhos e a Amarelinha

Carlo Ancelotti e a Seleção devem virar assuntos cotidianos aqui no blog. Ando escutando tanta asneira por ai que fica difícil ficar calado. To quase criando um canal no you tube e gravando videos pra falar sobre determinados assuntos, porque só escrever, ta sendo pouco. Dito isso, vamos à polemica da vez!

O anúncio de Carlo Ancelotti como técnico da Seleção Brasileira causou um abalo que foi muito além do futebol. Bastou o nome do italiano vir à tona para que parte da velha guarda, ex-jogadores, comentaristas e técnicos puxasse o coro: "Devolvam nossa amarelinha para os brasileiros!"

Mas espera aí,  devolver o quê? A camisa da Seleção virou propriedade privada de quem fala português com sotaque de boleiro dos anos 90? Ou estamos esquecendo que o futebol é, antes de tudo, um jogo e que o objetivo é ganhar?

Entre as reclamações mais repetidas, está a de que Ancelotti "não declarou amor pela amarelinha". Como se amor por uma camisa fosse pré-requisito para assumir a Seleção e não competência, currículo e visão tática. Ancelotti ainda está sob contrato com o Real Madrid. Ele é um profissional. Ponto. E se manter profissional não significa desprezar a Seleção, mas sim respeitar o próprio ofício.

O discurso de "devolvam a Seleção aos brasileiros" é, no fundo, um grito desesperado de quem se recusa a encarar o óbvio, não temos hoje, no Brasil, um técnico com a capacidade comprovada de Ancelotti. E não é por falta de oportunidade.

Os "melhores do Brasil", Tite, Dunga, Felipão, Mano Menezes, Dorival, Diniz (pasmem) entre outros, passaram pela Seleção com promessas de renovação, mas saíram deixando mais dúvidas que conquistas. Em vez de buscarmos evolução, preferimos reciclar os mesmos nomes em looping eterno entre clubes do Brasileirão.

Boa parte dos técnicos brasileiros está parada no tempo. A maioria vive no rodízio dos mesmos clubes, com ideias envelhecidas, treinos previsíveis e táticas que não assustam nem time de segunda divisão europeia. Poucos se reinventam. Poucos estudam. E raros são os que se abrem ao novo, a maioria estacionam em sua zona de conforto.

A rejeição a técnicos estrangeiros, como vimos também com Luis Zubeldía no São Paulo, não é novidade. Sempre que um treinador de fora assume um clube ou a Seleção, pipocam críticas disfarçadas de "defesa do futebol brasileiro", quando na verdade o que se vê é uma xenofobia escancarada. É como se o fato de ser estrangeiro invalidasse o mérito, o preparo e os resultados. Ora, se for pra colocar um brasileiro só por ser brasileiro, então que coloquem o Zé da esquina. Afinal, é nacional, né? Isso é xenofobia disfarçada de Patriotismo.

O Futebol tem que estar acima do Passaporte. A verdade que muita gente evita dizer em voz alta é que Ancelotti não foi escolhido por ser italiano, ele foi escolhido porque é um dos melhores técnicos do mundo. O que mais precisa ser dito? Enquanto a Seleção virou espaço de disputa ideológica, a bola continua pedindo apenas uma coisa, que joguem por ela. E, se possível, que a façam rolar com inteligência, ousadia e competência. Coisas que, ultimamente, não têm sido marcas registradas do nosso futebol.

Dia 26, ele é oficialmente técnico da Seleção. Teremos um post sobre o assunto.

Até lá!

quinta-feira, abril 03, 2025

Torcedor Sem Noção

Você, leitor, é um torcedor são-paulino sem noção? 

Espero que não!


Sim, voltamos a falar do nosso time aqui no blog. Foi necessário. De novo!

Vamos aos fatos sobre o São Paulo e sobre o jogo de quarta: o São Paulo enfrentou um time argentino na Argentina. Um detalhe importante: nunca tinha vencido naquele estádio. Mas venceu. Sério, você sabe o que é Libertadores? É guerra!

E o que ouvimos depois do jogo? "Ah, mas o São Paulo é tricampeão da Libertadores! Como pode jogar com três zagueiros e dois volantes?" Como pode? Simples: porque futebol não se ganha na história, se ganha no campo!

Mas a torcida reclama de tudo. "Fora Zubeldía! Fora todo mundo!" Esse tipo de torcedor nem comemorou o gol do Alisson, certeza. Deve ter ficado de cara fechada, esperando um motivo pra criticar. Pois aí vai uma notícia para os reclamões: ganhar fora de casa, na estreia, na Argentina, é resultado importantíssimo!

Quer mais? Botafogo e Cruzeiro, cheios de dinheiro, perderam na estreia. Corinthians, na Sul-Americana, perdeu em casa! E o São Paulo, com crise financeira, sem contratar grandes nomes, sem gastar muito dinheiro, fez o que precisava ser feito: venceu! Não tem dinheiro, mas tem camisa, tem história, tem alma. E tem Zubeldía, que sabe sim jogar Libertadores. Inclusive, o time não perdeu nenhum jogo na libertadores de 2024 sob seu comando.

Agora, vamos ser justos: Zubeldía errou contra o Sport? Sim. Mas quarta-feira acertou. Se o time for pragmático, seguro e manter um bom sistema defensivo, isso pode significar uma boa temporada em 2025. E tem o Lucas voltando para os próximos jogos.

O torcedor tricolor precisa largar a soberba. O São Paulo não é o Real Madrid dos galácticos. Todas as Libertadores que o clube ganhou foram sofridas, na garra, jogando feio. Tem muito Enzo por aí que nunca viu o São Paulo ser campeão da Libertadores, mas fala merda igual a maioria dos jornalistas meia-boca. O que tem de corneteiro, não tá escrito.

E não, não sou 100% Zubeldía. Mas tirar o cara agora seria repetir o mesmo erro de sempre. Derrubar técnico no meio das competições é burrada! E colocar quem? Renato Gaúcho, que já tirou um milhão de sarro do Tricolor? Luxemburgo? Tite? Já ouvi maluco falando em trazer de volta o Diniz Doido! Meu Deus!

Vamos apoiar o time, vamo pra frente meu tricolor! Libertadores é nossa competição!!

Torcedor tricolor, você entendeu ou vai continuar sem noção?


sexta-feira, fevereiro 14, 2025

Precisamos falar sobre o São Paulo

Nossa primeira postagem com o novo visual do blog. E pra recomeçar, temos que falar do nosso tricolor e dessa torcida modinha que temos.

O torcedor do São Paulo anda insuportável. Qualquer coisa é motivo pra reclamar, pra cornetar, pra pedir a cabeça do técnico. E a vítima da vez é Luis Zubeldia. Parece que a galera esqueceu onde a gente estava até pouco tempo atrás.

A tal "Torcida Enzo" não tem paciência pra nada. Vivem num mundo paralelo onde o time tem que jogar como se fosse o Real Madrid do Ancelotti, com elenco de Champions League, sem errar passe, sem tropeçar em jogo fácil. Só que a realidade é outra. E mesmo assim, com um time horrível, Zubeldia pegou esse elenco meia-boca e fez um trabalho excelente.

O cara é o único técnico que só fala em Libertadores. O tempo todo. É o objetivo dele. É a obsessão dele. E isso tem que ser a obsessão do São Paulo. Quantas vezes vimos um treinador com esse foco? Ele não veio aqui pra brincar, pra fazer campanha bonita e morrer na praia. Ele quer ganhar. Já falou várias vezes que vai ser campeão, que vai buscar isso com tudo. E ainda tem torcedor reclamando.

Agora, vamos aos fatos: com um time medíocre e cheio de bagre, ele colocou o São Paulo em sexto no Brasileirão e saiu invicto da Libertadores. Quantos técnicos conseguiriam isso? O elenco ainda tem vários problemas, mas ele já conseguiu limpar muito lixo. Um monte de jogador ruim foi vendido como Rato, Juan, Wellington, Liziero, mas ainda ficaram uns como Igor Vinícius e Jandrei, que claramente não têm nível pra vestir essa camisa. Isso é culpa do técnico ou da diretoria perdida que não sabe contratar?

E falando em diretoria, a coisa não melhora. Não tem foco, não tem direção. E pra piorar, temos um Muricy que, apesar de ser ídolo, já deu. Virou um vovô ranzinza gagá que não aceita que tem um treinador melhor que ele. A rixa com o Zubeldia é evidente desde antes da chegada do técnico e a única coisa que ele quer é derrubar o cara pra botar algum amiguinho dele no comando. Só que a torcida não pode cair nessa.

Enquanto isso, os jornalistas medíocres de sempre fazem seu trabalho sujo, inflamando a torcida contra o técnico. Jogam o nome de qualquer um na roda só pra ganhar cliques e engajamento. Qualquer idiota com um microfone se sente no direito de sugerir treinador, como se houvesse uma opção melhor que o Zubeldia no mercado. Querem Tite retranqueiro? Renato Gaúcho? Pelo amor de Deus. A única coisa boa que esse último fez na vida dele foi a filha. De resto, é um fanfarrão sem gabarito.

Outra coisa: Zubeldia treina JUNTO com os jogadores. Corre, participa, ensina na prática. Isso não se vê em lugar nenhum do mundo. O cara estuda o São Paulo 24 horas por dia. Vive e respira esse time. Mas, claro, sempre vai ter torcedor reclamando de algo. É teimoso? Sim. Eu mesmo odeio quando ele bota o Luciano pra jogar de meia. O cara é pra ficar lá na frente, e não recebendo a bola e tocando pra trás. E o pior (ou melhor) Luciano faz gol toda hora, então não tem muito o que discutir. Futebol é resultado.

E por falar em resultado, a torcida pira por causa do Paulistão. Meu Deus, como é possível não enxergar que é um torneio preparatório? O que importa é a Libertadores, o Brasileirão, a Copa do Brasil. O Paulista é treino de luxo. E ainda assim, tá todo mundo capengando, tropeçando em time pequeno. É começo de temporada, ritmos diferentes, jogadores novos se adaptando. Mas não, a torcida só quer ver placar. Quer ganhar de todo mundo e ignora o trabalho que está sendo feito. 

O São Paulo precisa de estabilidade. De um treinador com mentalidade vencedora. E ele está aqui. A torcida precisa parar de agir como uma criança mimada e entender que futebol não é só resultado imediato. Zubeldia tem que ficar. Simples assim.

Zubeldia representa algo que há muito tempo faltava no São Paulo: alma, entrega e obsessão por títulos. Ele não está aqui para fazer número, para dar entrevista bonita ou jogar para a torcida. Ele quer vencer, e faz isso com paixão, com intensidade, com uma gana que reflete a grandeza do clube. O São Paulo precisa de um técnico assim, que vive o time, que entende o peso da camisa e que não se intimida com pressão. Se tem alguém que pode nos levar de volta ao topo, esse alguém é ele. 

Fica, Zubeldia!

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Não deixem de acompanhar a nova fase do blog!
Até a próxima!

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sábado, janeiro 25, 2025

95 anos do Tricolor Paulista


Hoje é dia de festa! O São Paulo Futebol Clube completa 95 anos, e não dá para deixar passar essa data sem falar um pouco do que significa esse clube na vida de tanta gente.

Fundado em 25 de janeiro de 1930, o Tricolor Paulista nasceu para ser gigante. Desde o começo, o São Paulo já mostrava que vinha para fazer história. E fez. Entre conquistas nacionais e internacionais, o clube foi se consolidando como um dos maiores do futebol mundial. Para os são-paulinos, é mais que isso: é um símbolo de amor, raça e glória.

Quem torce para o São Paulo sabe o que é vibrar com títulos inesquecíveis, como os Mundiais de 1992, 1993 e 2005, as Libertadores, o tri do Brasileirão seguido (2006, 2007, 2008) e tantos outros momentos que fazem o coração bater mais forte só de lembrar. Mas também sabe o que é passar por fases difíceis, quando o amor ao clube vira resistência e esperança.

E o que falar do MorumBis? Nosso templo sagrado, palco de tantas alegrias e também de lágrimas. O estádio que não é só concreto e grama, mas um lar para milhões de torcedores espalhados pelo Brasil e pelo mundo.

Hoje, aos 95 anos, o São Paulo continua sendo sinônimo de tradição e grandeza, mas também de renovação e desafios. Com a nova geração de jogadores, uma torcida que nunca abandona e um coração tricolor que pulsa em cada são-paulino, o futuro promete.

Que venham mais vitórias, mais títulos, mais histórias para contar. Porque ser São Paulo é isso: um orgulho que não cabe no peito e uma paixão que atravessa o tempo.

Parabéns, Tricolor! 95 anos de amor, suor e conquistas. Aqui é São Paulo, ontem, hoje e sempre.

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segunda-feira, dezembro 02, 2024

SENNA - A serie da Netflix

A série Senna, da Netflix, é uma emocionante homenagem ao maior piloto de Fórmula 1 de todos os tempos. Ao longo de seis episódios, a produção revive a trajetória de Ayrton Senna desde a infância até sua trágica morte em Ímola, em 1994. Para os fãs, é um mergulho profundo nas conquistas, nos desafios e na vida pessoal do tricampeão mundial. Fiz algumas considerações sobre a serie, mas sem tirar a magia de quem vai assistir. (não tem spoilers, ate por que já sabemos o final).

O cuidado na recriação das cenas nessa serie é impressionante. A equipe utilizou efeitos especiais, CGI e réplicas minuciosas para retratar varias corridas históricas da carreira de Senna, capturando a essência de momentos icônicos, como suas conquistas no GP do Brasil de 91 (a primeira) e as épicas disputas com Alain Prost. Inclusive, quando acabarem de assistir a serie, assistam "o making of" também. É bem curto, 27 minutos, mas é muito bom. Fizeram mais de vinte replicas dos carros que Ayrton utilizou em toda sua trajetória. É bom de ver os cuidados até com os sons dos motores que os carros faziam na época.

As filmagens, realizadas em vários países, somadas a um elenco talentoso liderado por Gabriel Leone, trazem autenticidade e emoção a cada cena. Em vários momentos, víamos o Ayrton ali na tela. Confesso que não conhecia, mas a caracterização ficou perfeita e a interpretação do ator foi sensacional. O elenco de maneira geral, foi bem escolhido, todos lembrando muito os reais, em especial, Prost e Xuxa.

Além das pistas, a série humaniza Senna, mostrando seu lado pessoal e os desafios enfrentados fora dos autódromos. As relações familiares e amorosas, como os romances com Xuxa e Adriane Galisteu, são abordadas com delicadeza, revelando o homem por trás do capacete. 

Não li muito sobre a serie antes de assistir mas como sempre fui muito fã do Ayrton, assisti preparado, pois sabia que em algum momento iria me emocionar. Sempre via os documentários e ficava naquela apreensão sobre o desfecho e sobre o final trágico. Mas na serie, ao reviver momentos como a vitória no GP do Japão de 1988 ou as últimas voltas em Interlagos, com apenas a sexta marcha, fazendo um esforço absurdo, que ele ganhou pela primeira vez no Brasil, me pegou de jeito. Quando tocou o tema da vitória pela primeira vez na serie, não teve jeito. Segurar as lagrimas e a emoção foi impossível.

E a partir dai, foi só ladeira abaixo, todo episódio, os olhos enchiam de agua. Pode parecer bobeira, frescura, mas a emoção tomou conta desse fã, que desde criança acordava cedo no domingo para assistir Formula 1 e ver Ayrton Senna do Brasil vencer.

Outro ponto da série também toca na união que Senna trouxe ao Brasil. Em uma época de crises, ele se tornou um símbolo de orgulho e esperança para milhões. Essa conexão especial é visto muito bem na produção, que vai além do piloto e celebra o legado do ídolo.

Assistir a Senna é um misto de nostalgia e reverência. Os olhos marejam ao lembrar de sua genialidade, e o coração aperta ao reviver a perda. Dói na alma até hoje, quando vejo Ayrton, com o uniforme azul e branco da Williams, pois pra mim ficou marcado como o fim. No ultimo episodio, é basicamente essa fase, o ano de 1994. Os últimos momentos do piloto. Doeu de ver, é triste e ao mesmo tempo emocionante. A Netflix conseguiu criar não apenas uma biografia, mas um retrato emocionante e digno de um herói eterno.

Eu poderia encerrar este texto aqui, já que acredito ter transmitido alguma emoção de ver um ídolo retratado na tela com o respeito e a grandeza que ele representa para o povo brasileiro. Mas cometi o deslize de abrir uma certa rede social e me deparei com comentários de haters, que não parecem atacar a série, mas sim a vida em si. Parece que, para alguns, criticar tudo online virou um hobby quase admirável.

Não estou aqui para estragar o clima de ninguém ou dar palco para um bando de ignorantes, mas não resisti e li algumas coisas absurdas espalhadas por aí. Um monte de gente falando asneiras, criticando a série por retratar Senna como um herói nacional, alegando que ele era apenas um "filhinho de papai", sem talento, que chegou onde chegou só por causa de dinheiro, e por aí vai. Francamente, que falem o que quiserem. Eu sei quem ele foi para mim e para o povo brasileiro.

Eu era uma daquelas crianças retratadas na série, que acordavam de madrugada para assistir o GP de Suzuka, com os olhos brilhando de expectativa. A felicidade de domingo era reunir a família na sala, sentar em frente à TV e acompanhar mais um GP com Ayrton Senna do Brasil. Vibrávamos com cada curva, gritávamos a cada ultrapassagem ousada e comemorávamos com o coração cheio de alegria cada vitória conquistada com suor e determinação. Senna não era só um piloto, era um símbolo de esperança em tempos difíceis, um motivo de orgulho que unia milhões de brasileiros.

Encerro por aqui com lagrimas nos olhos, assistam a serie, vale a pena!

Muito Obrigado Ayrton!

Nosso Eterno Senna!


Aos nossos leitores, obrigado por estar mais uma vez aqui. Até a próxima!


terça-feira, setembro 17, 2024

O Tricolor Paulista precisava do Zubeldia?

Texto feito em setembro, em plena data FIFA, ou seja, dez dias sem jogos do tricolor. Nesse tempo, dá pra analisar como esta sendo a era Zubeldia. Quem é ele?  O que ele tem feito? O time precisava de um estrangeiro? É um técnico certo para o time? E a diretoria, o que tem feito?
Vamos fazer uma breve analise do nosso atual técnico.

O São Paulo Futebol Clube vivia uma verdadeira montanha-russa em 2023. Após um início de temporada conturbado e cheio de incertezas, a chegada de Dorival Júnior trouxe ares de esperança ao clube. Com seu comando, o time retomou o caminho das vitórias e até conquistou o titulo da Copa do Brasil, que muitos consideravam distantes ou ate mesmo impossível. No entanto, o inesperado aconteceu: Dorival foi convocado para a Seleção Brasileira, deixando um buraco no comando técnico que parecia impossível de preencher. Com sua saída, o Tricolor voltou a apresentar um futebol irregular, como se tivesse perdido sua identidade em campo. 

Foi nesse cenário que o argentino Luis Zubeldia surgiu como uma solução inesperada. Conhecido por seu estilo enérgico e uma postura à beira do campo que beira o frenesi, Zubeldia rapidamente trouxe algo que o São Paulo precisava: intensidade. Desde sua chegada, o time voltou a mostrar sinais de vida, não só vencendo partidas importantes, mas também recuperando a confiança perdida com a saída de Dorival. O argentino, quase sempre à flor da pele, parece viver o jogo tão intensamente quanto os jogadores em campo. Seu estilo é marcado pela paixão, e não são raros os momentos em que ele parece querer, literalmente, entrar no gramado e jogar.

Porém, essa mesma paixão pode ser um ponto negativo. O temperamento explosivo de Zubeldia já o tirou de diversos jogos, seja por cartões amarelos ou expulsões. Essa frequência de punições não só deixa o São Paulo sem seu comandante em momentos decisivos, como também levanta questionamentos sobre até que ponto ele consegue manter a calma necessária em situações de alta pressão. Mesmo assim, é inegável que a energia que ele transmite ao time tem surtido efeito dentro e fora de campo.

Taticamente, Zubeldia trouxe um sistema que prioriza a intensidade e o jogo ofensivo, algo que o São Paulo vinha buscando desde a saída de Dorival e uma solidez na defesa, chegando a ser a melhor defesa da libertadores sob seu comando. Sua capacidade de extrair o melhor de jogadores-chave do elenco, além de sua disposição em confiar em jovens da base, tem dado novos ares ao time. O ataque se tornou mais agressivo e organizado, e a defesa tem se mostrado mais coesa.

A questão que paira no ar é se essa intensidade será o suficiente para levar o São Paulo a mais títulos. Zubeldia trouxe de volta o espírito de luta que parecia adormecido no Morumbis, mas para transformar essa energia em resultados concretos, o treinador argentino precisará encontrar o equilíbrio entre sua paixão e a gestão tática. Se ele conseguir controlar seu temperamento e se manter à beira do campo quando o time mais precisa, o São Paulo pode estar diante de uma nova era vitoriosa. O Tricolor Paulista precisava do Zubeldia? Até agora, os resultados sugerem que sim, mas apenas o tempo dirá se ele será o homem que vai levar o São Paulo de volta ao topo.

Hoje, dia 17/09, que é a data de publicação desse post, o São Paulo foi eliminado semana passada na Copa do Brasil pelo menor de Minas galo. O time lutou bravamente apesar de alguns atletas já terem passado da hora de virar banco.
A insistência do Zubeldia em manter jogadores como Luciano e Wellington, ou pior, usar o refugo Lizieiro, pode pesar também para os próximos jogos. E hoje, as vésperas do jogo mais importante da temporada, muitas duvidas pairam no ar.

Preciso fazer uma parênteses aqui muito importante, sobre os desfalques do time. Alisson e Pablo Maia, se não são os melhores, estão entre os melhores meias/volantes do futebol brasileiro. Perdemos os 2. O time já chegou em alguns momentos do ano a ter mais de dez jogadores machucados ao mesmo tempo. Não tem sido fácil para o técnico e nem para torcida, porem a Diretoria agiu rápido e trouxe alguns nomes pontuais que vieram compor o elenco. Se vão vingar, descobriremos no restante da temporada.

Voltando, amanhã, quarta feira, tem o primeiro jogo das quartas de final da libertadores contra o Bosta Fogo do RJ. Jogo que acontecerá no Engenhão. Vamos precisar muito do bom senso do nosso protagonista do post de hoje, pois ele precisa mudar o time, dar chances sim para quem está brilhando no momento. E claro, ter uma visão analítica para garantir, no mínimo um empate fora de casa, para vencer a volta no Morumbis por qualquer resultado. A torcida tricolor, tenho certeza que estará lá, vibrando e gritando pelo time, enchendo o Morumbis e apoiando.

O São Paulo é a libertadores e precisamos seguir em frente. Zubeldia é capaz de nos dar essa classificação e por que não, o titulo mesmo com todos os desfalques.! É difícil mas eu acredito! E mais, torço muito para que a torcida não peça a cabeça dele em caso de derrota. Em pouco tempo, ele transformou esse time e poderá fazer muito mais. Nunca mais o tricolor vai encontrar um técnico tão dedicado à sua profissão. Dê tempo ao homem!

Vamos São Paulo, vamos ser campeão!
Saudações tricolores!

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sexta-feira, julho 15, 2022

Naming Rights


Quando uma empresa realiza o patrocínio de um projeto cultural, ela obtém contrapartidas. Além do aumento de brand awareness, da divulgação por parte dos artistas ou do acesso aos dados, há os naming rights. Embora a possibilidade seja recente, ela é bastante vantajosa. Mas, afinal, o que é naming rights?

De forma simples, essa abordagem trata da concessão legal para nomear um evento ou local específico. Ou seja, a marca que adquire esse direito pode colocar o seu nome em determinada realização cultural. Quando aproveitado da forma correta, é algo bastante vantajoso. Além de saber o que é naming rights, é interessante pensar em quais são os seus benefícios. Quer descobrir as vantagens? Então, continue a leitura!

Aumento da visibilidade do patrocínio

Quando os direitos de nome são adquiridos, a marca maximiza a visibilidade da empresa e da ação. Sempre que a imprensa fala sobre o evento ou o local, há citação direta. Isso aumenta o alcance da mensagem e cria um mecanismo de divulgação orgânica. A Orquestra HSBC, por exemplo, realizou a cessão do nome para a instituição bancária. Sempre que um evento é apresentado nos jornais ou na televisão, a marca ganha divulgação sem ser necessário comprar espaço publicitário.

Ampliação do reconhecimento de marca

Como a exposição aumenta, também há a possibilidade de o estabelecimento ser reconhecido e lembrado com facilidade. Trata-se de algo interessante para a ativação em determinada região ou até para lançar um novo produto. Ao saber o que é naming rights, portanto, o empreendimento ganha a chance de se tornar a opção mais lembrada.

No marketing esportivo brasileiro, uma ação recente é da Assaí Atacadista. Com a aquisição de naming rights, o principal campeonato nacional de futebol será apresentado como “Brasileirão Assaí — Série A”. Isso permite que o empreendimento se posicione com fortalecimento no segmento.

Associação a eventos de sucesso

Outro grande benefício de recorrer a essa possibilidade é que a marca passa a estar associada a eventos de sucesso. Isso ajuda o negócio a ter uma imagem positiva perante o público, além de melhorar a reputação de uma forma geral.

Para completar, a associação leva a uma transmissão de valores importante. A Mostra 3M de Arte Digital envolve artistas com diferentes propostas. Como consequência, a 3M consegue se alinhar a um projeto moderno e que transmite valores como inovação e valorização da produção artística nacional. Ao final, é vista de um jeito melhor e fortalece seus próprios valores.

Ampliação do retorno sobre a ação de patrocínio

Quando um empreendimento oferece recursos para um projeto cultural, ele espera ter um retorno. Para fazer a medição, é comum usar o retorno sobre investimento (ROI) e, de maneira mais efetiva, o retorno sobre objetivos (ROO). Com o uso de naming rights, os resultados são favorecidos. O aumento de alcance, a melhoria na imagem e o fortalecimento podem gerar novas oportunidades de negócio. Como consequência, o retorno é ampliado.

O Museu Hering é um exemplo. Por meio de exposições, a marca conta a história do próprio desenvolvimento e ainda trata de outros temas artísticos. Isso gera uma boa penetração no setor cultural, melhora o reconhecimento e ajuda o estabelecimento a se consolidar entre os líderes de varejo. Então, o investimento é favorecido.

Diferenciação quanto à concorrência

Em um cenário com opções semelhantes, é preciso buscar formas de agregar valor e de se destacar. Então, é possível sair à frente da concorrência e ganhar a preferência do cliente. Os naming rights permitem que o seu negócio dê o nome a um evento ou local de forma única. A partir do momento em que a marca nomeia um elemento, nenhum outro empreendimento terá essa oportunidade. Assim, há a diferenciação.

O Dolby Theatre, em Los Angeles, é um bom exemplo. A empresa de tecnologia Dolby comprou os direitos de nome e, com isso, consegue sair à frente dos concorrentes. Ao saber o que é naming rights você verá que essa é uma oportunidade de se destacar no mercado e ampliar os resultados. Então, basta usar a ferramenta do jeito certo para ter um desempenho ainda melhor no marketing cultural!

quinta-feira, fevereiro 06, 2014

NFL Star Wars

O site oficial da NFL nos Estados Unidos lançou uma galeria de fotos com os capacetes dos times da liga de football americano como se estivessem no universo de Star Wars. Dá uma olhada em alguns, veja que bacana:





Quer mais? Acesse direto o site da NFL nesse link: http://on.nfl.com/LREU4h
Lá tem todos os times da liga modificados. Resta agora saber se é só publicidade ou se realmente vai para o consumidor ou não. Admito que sou doido pra ter um capacete de um dos times da NFL, principalmente se for dos Patriots ou 49ears, mas fiquei tentado com esses aí também...


quarta-feira, janeiro 22, 2014

41 anos do M1to

Hoje, quarta feira, dia 22 de janeiro, Rogério Ceni completa 41 anos de vida. Às 22h, disputará o segundo jogo da temporada de 2014 pelo São Paulo, contra o Mogi Mirim, pelo Paulistão. A partida é também a segunda de uma temporada que poderia não ter acontecido para o goleiro, caso ele tivesse optado pela aposentadoria no fim de 2013. 

Agora, neste que será definitivamente o último ano de carreira, Ceni ainda pode atingir um último e expressivo recorde pelo clube: tornar-se o jogador mais velho a vestir a camisa tricolor na história. A marca pertence a Jair Rosa Pinto e fez sua última partida com 41 anos, nove meses e 29 dias de idade. Se não ocorrer nenhum imprevisto, Ceni baterá a marca no final de novembro, coincidindo com as comemorações que serão feitas pelo departamento de Marketing do tricolor para o goleiro.

Esse post é uma pequena homenagem a esse grande ídolo para darmos o parabéns a Ele. Pode até parecer injusto dar apenas os parabéns pois Ele merecia muito mais por tudo que é e mostrou a todos nós mas é nesse parabéns que encontra-se as mais sinceras palavras.

Parabéns para aquele que levou o nome do São Paulo ao redor do mundo, quebrou recordes e marcas históricas no esporte inclusive quebrou recordes do Rei Pelé, fato esse realizado por poucos ou talvez por ninguém até hoje.

Parabéns por ser um ídolo fora e dentro dos gramados, por ser arrogante e querer ser perfeito o tempo todo, por se esforçar sempre para alcançar suas metas, por causar inveja nos adversários por não terem um idolo a quem se espelhar, alguém que vista a camisa do seu clube com tanto orgulho. 

E você, sãopaulino, sinta orgulho desse cara pois Rogério Ceni é do São Paulo e de ninguém mais. Um atleta único, amado e odiado por todos. Amados pelos tricolores, odiados pelos adversários. O ódio se justifica sim, porque eles pensam o motivo por esse cara estar no tricolor e não no time deles. Por que esse goleiro não para de fazer gols nos adversários e fica quieto em sua meta? Defender é pouco para esse gigante. 

Já viu Rogério grilado quando perde? Arrogante? Sim, assim como todo sãopaulino é arrogante pois é assim que Ele nos ensinou. Se não for o melhor e ser campeão, não basta. Tem que cobrar, torcer, reclamar e xingar. Pois nós somos assim, mal acostumados com as vitórias e não sabemos perder sob a liderança do nosso eterno Capitão

Ter um ídolo em seu time que representa e veste a camisa por orgulho é pra poucos. Pra quase ninguém.

Que seja assim.
Parabéns e muito obrigado Rogério Ceni, 
Parabéns Rogério do São Paulo,
Parabéns Goleiro artilheiro, 
Parabéns Capitão,

Parabéns M1to

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Tricolor 76 anos

 Post abaixo foi copiado do blog do Rica Perrone, do globo.com. Estou copiando na integra porque foi um post que achei fantástico feito em homenagem aos 76 anos do Tricolor do Morumbi completados dia 16 de dezembro.
O post original pode ser conferido aqui:

Tricolor,76

Nascido para ser especial, o São Paulo completa hoje 76 anos. De todos os grandes do país, o mais novo. De todos eles, talvez, o mais vencedor. Não vou taxar como sendo, afinal, não posso determinar valores para todos os campeonatos conforme minha cabeça. Mas, como sempre digo, títulos são importantes, mas não tudo.

Importante pra qualquer marca apaixonante é manter sempre sua raiz e sua filosofia. Algumas vivem de paixão, o São Paulo vive mais de razão.

Você pode ouvir um rival dizer que o São Paulo é o time mais “sem graça” do país. E talvez seja, pois ser sãopaulino é tão fácil e divertido que para os demais não tenha graça.

Se a graça pra maioria é aquele sobe e desce, aquele medo de cair, aquele ano catastrófico, aquelas páginas policiais em meio ao noticiário esportivo… pro sãopaulino nada disso faz parte.

Títulos, no Morumbi, são conquistados com todos os “porques” do mundo. Títulos, por aí, vem do além.

Você não sabe me explicar como o Flu saiu da série C e foi campeão Brasileiro. Nem como o Flamengo ganhou com um ex-jogador aposentado no elenco. Você não consegue entender como Tupãzinho e Wilson Mano ganharam de todo mundo, talvez nem como o tal do Grêmio foi onde foi com Arílson, Jardel, Dinho e Goiano.

Talvez você não saiba, mas eles sabem. E assim como vocês não entendem o sãopaulino, só ele se entende.

E ele se entende sozinho, não em grupo. Em bando, criticam como se houvesse uma crise em ser terceiro colocado, sem títulos há 3 anos. Na presença de outros, enchem o peito e sequer abrem espaço pra discussão.

Estádio? Eu tenho. Clube? Eu tenho. Libertadores? Tenho 3. Mundial? Tenho 3.  Ídolos? Tenho de monte. Perspectiva? Mais ainda.

O que pode ser mais irritante do que discutir com um sãopaulino?

É como aquele ator famoso, rico, bonito e competente. Você não tem como atingi-lo, portanto, o chama de viado.

E assim, surge o Bambi.

Dane-se o Bambi. No fundo, é engraçado. Até porque, o apelido de “fresco”, “viadinho”, etc, sempre cai no mais “riquinho”. E quem é esse?

Ah Tricolor…

Dos meus 33 anos, passei a maior parte dele te assistindo, torcendo, xingando, entendendo e até trabalhando a toa por você.

Virei jornalista, cresci, passei a ter relacionamento com todos os clubes e torcidas e vi que, de fato, são diferentes.

Você, chato de doer na alma, tem razão até quando erra. Mas é seu. É parte do “tipo” que o fez gigante. Que assim seja.

Se alguns fazem uso do sofrimento e da dor para despertar paixão, você faz uso da falta deles pra usar a razão.

Os méritos de ser o que é hoje começam em pessoas preocupadas com a postura. No São Paulo, até hoje, há uma forte corrente contra qualquer problema vazar. Fica errado, mas não deixem ver que erramos.

Certo, errado? Sei lá, este é o São Paulo. E funciona.

Aos 76 anos, o que falta? O que buscar?

Dizem que a torcida do São Paulo não é apaixonada, e não é mesmo. Sim, estou generalizando, da mesma forma de quando faço um elogio, pois é assim que tratamos “culturas”  e “grupos de pessoas”.

Sãopaulino acha que sofre, mas não sofre. Acha que sabe o que é a dor de um torcedor, mas não sabe.

Acha que é igual os outros, mas não é.

E não é pelo simples motivo de torcer por algo diferente dos outros.

Sãopaulinos são chatos, pois podem ser chatos.

Eu sou sãopaulino, e sou chato. Exigente como todos eles, com a diferença de ter que expor perante os demais as mesmas criticas que por uma questão cultural não devem jamais sairem daqueles portões.

Hoje o Tricolor faz 76 anos. Permitam-me chama-lo de “meu”, pois acho que tenho créditos por ser imparcial o ano todo e não fazer uso de minhas paixões para escrever.

Meu Sào Paulo, clube que me fez conhecer futebol desde 1 ano de idade, clube onde cresci e passei enorme parte da minha vida, vira o ano e faz aniversário com carinha de triste.

Triste porque não foi o primeiro. Longe de ser um dos últimos, o que pra ele não costuma nem estar entre as possibilidades.

Exigente, arrogante por histórico e conquistas, segue de cabeça erguida chamando de tragédia o que muitos chamam de “bom ano”.

É o padrão Tricolor de qualidade.

Padrão que tende a ser seguido, até ultrapassado, pois é assim o ciclo do futebol.

Não me importa se ganha ou perde, me importa que seja e se poste como São Paulo.

Nunca fui ao Morumbi ver o São Paulo ganhar. Isso, pra mim, é coisa de torcedorzinho. Vou ver o São Paulo jogar. Se ganhar, ótimo.

E se ganha sem jogar, fico tão puto quanto quando perde.

É isso.  Pra eles, só isso. Pra nós, tudo isso.

Para os fatos, entre os grandes, o primeiro.

abs,
RicaPerrone