Meu silêncio ainda chama seu nome
Tem dias em que eu não falo nada.
Não mando mensagem, não procuro saber, não entro em lugar nenhum que possa me levar até você.
Por fora, parece que segui.
Mas por dentro… não.
Existe um silêncio aqui que não é paz.
É ausência.
É espaço vazio com o formato exato de alguém que já esteve.
E o mais estranho é que, mesmo sem som, ele continua chamando.
Chamando você.
Não é um chamado alto, desesperado.
É mais sutil.
Aparece quando acordo e sua imagem vem antes de qualquer pensamento.
Aparece no meio do dia, quando algo simples me lembra de você.
E principalmente à noite, quando tudo fica quieto demais… e não tem mais pra onde fugir.
Eu achei que o tempo ia resolver.
Que bastava não ver, não falar, não sentir.
Mas o sentimento não funciona assim.
Ele não vai embora porque a gente decide.
Ele vai se transformando, se escondendo… até que um dia volta, do nada, só pra lembrar que ainda existe.
E existe.
Mas junto com ele, existe outra coisa agora.
A realidade.
A forma como terminou.
As coisas que não encaixavam.
Os silêncios que doíam mais do que qualquer briga.
A sensação de estar ali… e mesmo assim, não ser prioridade.
Eu sinto sua falta.
Mas também lembro do quanto doía sentir isso enquanto você ainda estava ali.
E talvez seja isso que mais confunde.
Porque o mesmo silêncio que hoje chama seu nome…
é o mesmo silêncio que eu sentia quando você não respondia.
Então eu fico aqui, nesse meio.
Nem completamente preso ao que passou.
Nem totalmente livre pra seguir.
Só aprendendo, aos poucos, a ficar em silêncio…
sem precisar te chamar o tempo todo.
Talvez um dia esse silêncio vire paz de verdade.
Sem saudade que aperta.
Sem lembrança que pesa.
Por enquanto, ele ainda chama.
E ainda ecoa forte demais.

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