segunda-feira, outubro 12, 2020
Clube da Leitura
quarta-feira, setembro 09, 2020
O tempo e a dor
Novamente olhando para o relógio como se buscasse os minutos, as horas perdidas ou o tempo que precisava encontrar. A solidão estava lá presente mas ela estava atras da solução. Preferiu que o tempo apresentasse a resposta para suas dúvidas, para seus questionamentos. Achou que se deixasse na mão do destino, as coisas iriam se acertar.
Mas ela não esperava que o destino é consequência de suas escolhas, de suas decisões, de suas atitudes.
O tempo vai dar um jeito mas longe do que ela realmente queria. O medo comandou mais uma vez sua vida. É melhor acreditar na solidão do que acreditar em algo que não está palpável.
- O tempo realmente pode mudar uma pessoa? O amor pode? A vida pode?
Ela se pergunta incessantemente ao mesmo tempo que olha para o relógio e vê os dias e as semanas passarem diante dos seus olhos. A solidão só aumenta e o medo que antes a fez tomar as atitudes que achava que eram as certas, virara agora o medo da perda.
É possível voltar no tempo? É possível voltar como se fosse uma longa estrada e corrigir alguma atitude? Ou é melhor seguir em frente e buscar um novo caminho?
A luz natural naquele gramado já estava no fim. O tempo não perdoa. O medo também não. Ela olhava o por do sol no horizonte e no meio daquela confusão de pensamentos, uma lágrima escapou de seu rosto enternecedor.
O tempo que antes era solução, se tornou o seu martírio. O relógio, antes seu companheiro, agora é uma peça de terror. O rosto que estava em sua mente a todo momento, razão de toda sua agonia, não estava mais nítido. O tempo lhe custou a lembrança que fazia parte de sua vida. Dava significado a sua vida. O dia chegou ao fim e a noite tomou conta de seu ser. A perda.
Aparentemente seu mundo tinha desabado. Mas como todo por do sol que finaliza o dia, o mesmo sol se levanta reluzente no dia seguinte. O tempo e a dor que levava sua alegria e lhe causava agonia, agora curava as supostas feridas.
O sol se levantou assim como sua alma. O passado destruído pela suas decisões, se tornaram pedaços por todos os lados. Porém sempre é possível recomeçar. O futuro, antes incerto, é visto novamente no horizonte. O tempo fez sua parte.
Apesar de agir de modos fora da compreensão, a vida sempre acha um jeito de seguir em frente. O medo continua, só que antes regido pela agonia e tristeza, agora é pelo futuro que a aguarda.
O tempo e a dor fizeram parte desse momento de sua vida e estão de mãos dadas. O destino é consequência de nossas escolhas. Ela aprendeu da pior forma possível e o resultado foi a perda.
Seus sonhos agora acabaram. É necessário recomeçar. E só a solidão e o tempo estarão ao seu lado.
domingo, setembro 06, 2020
Rock, sertao e afins
Era o tipo de pessoa que, por se achar um "expert" no assunto, se sentia melhor que as outras pessoas que gostavam de outros estilos. Inclusive melhor até mesmo de quem gostava do rock mas não tinha um entendimento profundo no assunto.
Na minha cabeça, o cara que não soubesse até o numero da cueca do vocalista principal da banda que ele gostava, não poderia afirmar que era fã do estilo. A minha ignorância era tão grande, que o amigo que falava que adorava um "Guns" mas soubesse cantar somente um "sweet child o mine", era uma pessoa "fake" e não deveria ter o direito de ouvir a banda e rock nenhum.
Muita das minhas influências eram das pessoas que eu convivia na época. Não vou falar os anos que esse era o meu pensamento, até pra não comprometer nenhuma amizade que por ventura possa ler o blog, mas a maioria eram muito preconceituosas e abominavam qualquer pessoa ou estilo diferente do que eles gostavam.
Antes, sertanejo, pagode, rap e qualquer outro estilo era considerado lixo na minha cabecinha ignorante. Era tão grande o preconceito que não ficava somente na musica e se estendiam para os adoradores dos estilos citados. Inclusive aqui no blog mesmo, tenho alguns citações falando mal desses mesmos estilos.
Na minha cidade, era comum os cantores locais divulgarem o trabalho deles vendendo seus cds nos bares locais. A minha imbecilidade era tanta, que ao receber o cd do cantor (de graça), abria e utilizava o disco como porta copo para a caneca de cerveja. Hoje, entendo que é uma ofensa absurda a qualquer profissional de música e tenho vergonha de ter praticado tal atitude. E peço desculpas a todos os músicos.
Com o passar dos anos e convivendo com outras pessoas, comecei a andar com o pessoal do sertanejo e outras "dorgas e afins". O pessoal do rock, acabou ficando um pouco de lado e o contato diário com outros estilos musicais começaram a se tornar mais comuns no meu dia a dia. Sim, aprendi as diferenças convivendo com diferenças e não no meu mundinho fechado.
Com o tempo, comecei a perceber que as coisas não são assim. O rock preza justamente o contrario, a igualdade das pessoas, dos gêneros e condições sociais. Ao invés de juntar as pessoas, acontecia o distanciamento e o preconceito com que não gosta de rock ou gosta de outros estilos. Os apreciadores do rock gostam de música intensa e com tendencia rebelde além de terem baixa auto-estima, mas eles geralmente têm um desejo de dominar aqueles que percebem como inferior.
Forçado o que falei? Não acho. Basta ir em algum bar ou casa de shows que são exclusivos do rock e você verá que tenho razão. Sente-se com alguém ou puxa um bate papo e veja com seus próprios olhos. Mas já aviso, vai com calma pois sua opinião não será respeitada e bem provável que será convidado a se retirar do estabelecimento. Eu já vi acontecer e ainda se acham mais inteligentes que os demais.
No inicio desse ano, antes da pandemia, vi acontecer (de novo), pessoas debochando de um individuo por conta do estilo de roupa que ele utilizava (botas e chapéu). E justamente era um local que prega igualdade de gênero, liberdade de expressão e atitudes rebeldes contra o governo atual. No entanto sempre está lotado de pessoas preconceituosas.
- ainh, mas vc está generalisando todoz os frequentadorez desse local, nem todo mundo é azzim não. Você votou no bozo!! Vou lá só pra fumar meu bequizinho e não ofendo ninguém. Viva Lulala!
Pois é amiguinhos, isso acaba queimando todo mundo. E infelizmente tem muita gente assim que se acha melhor, mais descolado e pseudo intelectual só porque gosta de ouvir rock e leu na Wikipedia sobre Karl Marx. E não, não votei no bozó, votei no Haddad.
Eu amo rock, mas não gosto desse tipo de atitude. Acho sim que todo mundo tem o direito de ouvir e gostar do que quiser, sem preconceitos ou distinções. Atualmente eu ouço de tudo. E sertão também, inclusive vou em shows e assisto lives de vários cantores sertanejos mas nem por isso abandonei o estilo rock. Mas vamos ser sinceros, as vezes tenho preguiça de ir a um show por causa dessas pessoas.
Ainda sobre o gênero rock, existem inúmeros casos de membros de bandas que pregam o preconceito contra minorias culturais e étnicas. Prefiro não atacar bandas especificas mas "dá um Google" e busca no aplicativo esse assunto que tenho certeza que vai se surpreender. Infelizmente isso acontece não somente no âmbito musical mas envolve politica e correntes ideológicas.
Bom, isso é assunto pra outra história e rende muita discussão. Não to afim de entrar nesse tema agora,.
O intuito desse post não é denegrir o rock mas mostrar que essas atitudes dessa galerinha atrapalha quem quer ouvir uma boa musica. E não é preciso saber de tudo de uma banda para poder gostar dela.
Encerrando sobre a música, ouça o que quiser, da maneira que quiser e quando quiser. E não se preocupe com a opinião dos outros, seja feliz e escute coisas boas.
Ótimo te ver por aqui!
quinta-feira, junho 25, 2020
Boteco do Kardec - O Inicio
domingo, abril 05, 2015
Daredevil - The Man Without a Fear
Essa geração criada a leite com pera que só assiste a filmes de quadrinhos e se acham o próprio Sheldon, nem sabem ao certo quem é Matt Murdock e sua vida sofrida para defender seu bairro novaiorquino Hells Kitchen dos criminosos.
Então, baseando se em um post do ano passado que fiz, o Ultimate Post Anti Poser Tabajara, agora é a vez de reunir algumas informações chave para quem quer conhecer o herói e para quem diz ser fã.
Qualquer objeto, seja um lápis, uma carta de baralho, ou clipe de papel, torna-se uma arma mortal nas mãos habilidosas do mestre em armamentos conhecido como Mercenário. Nascido com uma mira perfeita, ele se tornou o mais perigoso assassino do mundo e embarcou em uma carreira de criminoso fantasiado.
Contratado por um homem de negócios corrupto para assassinar o advogado Matt Murdock, o Mercenário foi derrotado pelo Demolidor, alter ego de sua pretensa vitima. Na cabeça do criminoso, as seguidas derrotas na mão de seu adversário destruíram sua reputação como assassino mais letal do mundo. Assim, ele se tornou obcecado com o Demolidor, determinado a provar que era o melhor.
Mercenário e o Demolidor são mais do que apenas vilão e herói. No caso deles, a questão é pessoal: ambos realmente se odeiam. Cada encontro deixa os combatentes ensaguentados e alquebrados. O Mercenário matou talvez as duas únicas mulheres que Matt amou, ambas de forma brutal. Primeiro Elektra, depois Karen Page, atingindo o coração de seu inimigo e o tornando o homem que ele é hoje, motivado pela dor e pela solidão, ansioso por preencher o vazio em sua alma.
Mercenário é o único que pode levar o Demolidor, o Homem Sem Medo, a sentir tal sensação.
O Rei do Crime de Nova York é um vilão conhecido pois já enfrentou vários heróis da Marvel, como o Justiceiro, Homem Aranha, entre outros. A principio, o Rei considerava o Demolidor um pequeno incomodo a atrapalhar empreendimentos menores, jamais digno de sua atenção pessoal. À medida que o Demolidor se transformava em um problema maior, ele percebeu que não poderia permitir que o vigilante vivesse.
Ao longo dos anos, o Homem Sem Medo dedicou suas energias para derrubar o Rei do Crime, tanto como vigilante quanto nos tribunais, como o advogado Matt Murdock, mas sempre Wilson Fisk conseguia escapar pelas brechas da Lei.
Sempre gostei muito das historias do Demolidor pelo simples fato de mostrá-lo como uma pessoa simples, com problemas reais, enfrentando os crimes nos subúrbios de NY, retratando o emocional do personagem, violência, perda e dor. Outro fato que sempre gostei foi a vida amorosa de Matt e suas alegrias, dificuldades e decepções que são retratadas nas histórias. Vejamos algumas das vadias que passaram na vida do Homem Sem Medo:Garanto que o Demolidor estará aqui no blog de novo em breve!
domingo, março 15, 2015
Das manifestações do dia 15
sexta-feira, março 13, 2015
A Teoria de Tudo
Eddie Redmayne foi estupendo. Apaixonei me pelo personagem, por sua loucura, seu jeito, sua simplicidade. Um misto de admiração e pena pela situação que ele vivia me cativou. O filme tinha tudo para ser monótono, mas a angustia, o sofrimento e a incapacidade física do personagem de realizar atos simples como andar ou segurar uma colher para poder se alimentar é repassada pelo ator de forma brilhante. Não parece que é um ator que está ali, parece ser o próprio Hawking sofrendo e enfrentando o dia a dia em casa e em seu trabalho. Um exemplo de vida, força e esperança dele e de sua primeira esposa, Jane Wilde.
quinta-feira, março 12, 2015
Birdman
segunda-feira, março 09, 2015
Debi e Loide 2
domingo, março 08, 2015
Herois do cinema sendo herois na vida real
sábado, março 07, 2015
Por que o mundo precisa de um Superman?
"Você vai dar às pessoas um ideal para lutar. Vão correr atrás de você, Vão tropeçar, vão cair. Mas com o tempo, eles vão acompanhá-lo ao sol. Com o tempo, você vai ajudá-los a realizar maravilhas."
Criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, Superman apareceu pela primeira vez em 1938, na revista Action&Comics americana. Nascido no planeta Krypton, Kal-El foi enviado para Terra pelo seu pai Jor-El para salvar seu único filho no momento em que seu planeta estava a beira da destruição. Aterrizando no Kansas, Kal foi encontrado pelo casal de fazendeiros Jonathan e Marta Kent, que criaram o garoto como se fosse seu filho, ensinando os valores e bons modos para aquele que iria se tornar uma lenda, o campeão da verdade e da justiça. Com tempo, o jovem, agora adotado, Clark Kent se tornou repórter do Planeta Diário de Metropolis para esconder sua identidade e ficar próximo das noticias e problemas que o mundo enfrentava. Seu alter ego Superman se tornou defensor da justiça e ideais com forte senso de responsabilidade e moralidade, enfrentando inimigos dentro e fora do planeta para proteger a humanidade.
Completando 77 anos desde o lançamento de sua HQ, Superman também brilhou nas telas do cinema. Apesar de series e filmes anteriores, nenhum alcançou tamanho sucesso quanto o Superman de Christopher Reeve. Lançado em 1978, o filme altera o modo como víamos os super heróis e nos fez acreditar que o homem poderia voar. Reeve fez parte da minha infância e tenho certeza que influenciou no meu amor pelos heróis e quadrinhos sendo que até hoje ainda me emociono quando lembro de cenas de seus filmes, principalmente Superman 2, que pra mim, é inigualável. No filme, Superman enfrenta General Zod e mais dois Kryptonianos e os vence, não com brutalidade ou violência e sim com inteligencia. A cena em que Superman supostamente sem poderes se ajoelha perante Zod me deixa arrepiado só de lembrar.
E esse final quando Clark volta para cafeteria e encerra o filme? Rapaz, cresci com essa cena na cabeça: "Jamais os abandonarei de novo!". Escorreu uma lagrima masculina aqui.
Superman de Bryan Singer de 2006, apesar da critica ter detonado o filme, eu gostei. Explicando me, ele é uma homenagem feita de um fã para fãs do Homem de Aço, pelo menos foi assim que vi. Ao assistir pela primeira vez, percebi varias cenas que buscavam lembrar o primeiro filme do Christopher Reeve, inclusive nas falas e momentos de ação. Desde a abertura do filme (com finado Marlon Brando) até a queda do avião, tudo lembra o primeiro filme. E palavras do próprio diretor, o filme foi realizado para homenagear Reeve e seus fanáticos adoradores e tratando se de uma continuação dessas sagas.
E Man of Steel de 2013? Apesar de ser "overpower", o filme é bom. Mostra uma realidade diferente da que conhecemos, talvez mais realista, voltada para os dias de hoje mostrando que uma pessoa com os poderes do Clark não conseguiria ficar escondida por tanto tempo. É um novo universo que veio com o objetivo de dar inicio finalmente ao projeto chave que a DC Comics planeja por anos: Liga da Justiça. A visão do diretor Zack Snyder dá um ar sombrio ao filme, mas a moralidade de Clark ainda são fundamentais para o desenrolar da história. É nesse filme que assistimos o fim da cueca por cima da calça e se parecendo com o uniforme do atual Superman dos quadrinhos da saga Novos 52.

Quando comento que o mundo precisa de um Superman, não é somente para nos salvar. Todos nós precisamos de inspirações, alguém em que possamos nos espelhar e querer ser uma pessoa melhor. Vejo nosso querido Brasil, tão carente de ídolos, tão carente de heróis. E digo heróis, não de pessoas voando por ai salvando os outros e sim pessoas que lutam para fazer a nossa vida e do resto da sociedade um lugar melhor para se viver. Quem é nosso ídolo hoje? Em quem podemos nos inspirar? Joaquim Barbosa? Neymar? Feliciano? Aécio Snow? Ronaldo comedor de travesti? Ah por favor. Infelizmente não temos.
"Senna demonstrava publicamente preocupação com a pobreza generalizada no Brasil, especialmente em relação às crianças. Após sua morte, foi descoberto que ele havia doado em segredo uma porção muito grande de sua fortuna pessoal (estimada em cerca de US$ 400 milhões) para ajudar as crianças pobres. Pouco antes de sua morte, ele criou a estrutura de uma organização dedicada às crianças pobres brasileiras, que mais tarde se tornou o Instituto Ayrton Senna" (Fonte IAS)
Inspiração e Ensinamentos
Concentrando no Superman, podemos ver Jonathan Kent como um exemplo de pai, um pai adotivo, humano e mesmo assim falho como todos nós, que foi capaz de ensinar como ser um homem para um garoto que poderia matá-lo com apenas um olhar. São valores que faltam hoje em nossa sociedade. Se a maioria das pessoas tivessem um pai igual a Jonathan,
nossa sociedade seria "menos ruim" do que é hoje. A relação familiar que existe para muitos é falha. Os pais hoje estão mais preocupados em ganhar dinheiro, seja para acumular mais riqueza ou simplesmente sobreviver, a educação dos filhos fica por conta de outras pessoas, seja ela a empregada, a creche ou a televisão. Hoje assistimos as crianças sendo criadas com base em malhação e BBB. Que futuro esperamos para nossa sociedade com jovens crescendo acreditando que um ídolo a se espelhar é um Neymar da vida? Não concorda? Imagine se o foguete que trouxe Kal-El do espaço fosse achado por Lionel Luthor. O mundo não seria nem a sombra do que conhecemos hoje e viveríamos o fim dos tempos.
"Os verdadeiros heróis são aqueles que podem nos ensinar e inspirar o que há de melhor nas pessoas, não pela brutalidade, ou violência mas sim com palavras e atitudes que todos devíamos ter"
"Tem que decidir que homem vai se tornar.
E seja lá quem ele for...
Ele vai mudar o mundo"
domingo, março 01, 2015
Contos de Asteria
Ainda avido por uma boa briga, ficava pensando quanto custaria sequestrar o príncipe de Asteria. Apesar na minha reputação não ser das melhores, fiquei boa parte do tempo pensando quanto poderia valer o meu sequestro. Logo depois me peguei rindo pois com a moral que tenho com meu pai, era mais fácil pagar para não me trazerem de volta.
A presença que sentimos e os efeitos que nos afetaram estavam vinculados a algum Cavaleiro da Morte mas não conseguimos localiza lo.












































