Na minha cabeça, o livro seguiria algo mais próximo disso, com o viajante explorando diferentes épocas, mostrando várias eras, brincando mais com as possibilidades da viagem no tempo, mas não é isso que acontece, e talvez esse tenha sido o primeiro choque. A história toma um caminho bem mais específico e concentrado, levando o protagonista para um futuro distante e completamente distorcido, onde existem os Elois na superfície e os Morlocks vivendo nas profundezas.
E é justamente nessa parte que o livro mais me decepcionou. A viagem em si, que era para ser o ponto alto, acabou sendo a parte mais arrastada da leitura, pelo menos na minha experiência. Eu esperava algo mais dinâmico, mais exploratório, e encontrei uma narrativa mais contida, quase presa naquele cenário específico, sem expandir tanto quanto eu imaginava.
Por outro lado, o livro tem méritos claros. A leitura é fácil, a linguagem é direta, e dá para entender por que essa obra é considerada um clássico dentro da ficção científica. Existe uma ideia interessante por trás dessa divisão entre Elois e Morlocks, uma crítica social ali embutida, mesmo que o desenvolvimento não tenha me envolvido tanto quanto eu esperava.
Também vale mencionar a edição que eu li, que faz parte de um box com várias obras do autor, e que é bem caprichada visualmente, o que sempre ajuda na experiência de leitura. Ainda tenho outros três ou quatro livros do mesmo autor aqui, então fica aquela curiosidade para ver se as próximas leituras vão me agradar mais.
No fim, A Máquina do Tempo não é um livro ruim, longe disso, mas acabou sendo diferente demais da expectativa que eu criei antes de começar, e isso pesou na experiência. Talvez funcione melhor para quem entra sem referências ou sem esperar algo mais próximo das adaptações que vieram depois.

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