Eu aguentei pressão por meses.
Pressão financeira, pressão emocional, pressão dentro de casa, pressão de tentar manter algo que já estava se desfazendo sem eu perceber.
Enquanto eu tentava consertar, ela trocava meu nome.
Enquanto eu insistia, ela mandava mensagem errada pra mim que era pra outro cara.
Enquanto eu me explicava, ela ameaçava arrumar outro, me trocar como se eu fosse um objeto, como se eu tivesse que aceitar qualquer coisa pra não perder.
E eu aceitei demais.
Hoje fica claro o que antes doía mas eu não queria ver
Ela já estava se desligando fazia tempo.
Não foi de ontem.
Não foi do nada.
Foi planejado em silêncio.
Esse cara não surgiu agora.
Esse cara já estava ali, sendo alimentado, sendo flertado, sendo colocado como alternativa enquanto eu ainda estava tentando ser solução.
E o mais revoltante não é só ela estar com outro.
É perceber que eu fiquei oito meses esperando, respeitando, segurando desejo, segurando impulso, segurando tudo…
pra agora ver outro cara chegar e aproveitar o que eu segurei e aguentei.
Isso dói no ego.
Dói na masculinidade.
Dói na alma.
Dá raiva. Dá nojo. Dá sensação de ter sido feito de otário.
Ela posa de vítima, mas eu vejo agora
Pra sair limpa, alguém precisava ser o vilão.
E esse alguém fui eu.
Enquanto eu apanhava emocionalmente, ela se preparava pra cair na lábia de outro.
E caiu.
Não é amor.
É vazio.
É fuga.
É troca rápida pra não lidar com nada.
Mas saber disso não tira a dor.
Saber disso não apaga a imagem.
Não apaga o coraçãozinho.
Não apaga o fato de que hoje sou eu aqui, tentando respirar, enquanto outro cara tá se beneficiando de algo que eu defendi.
Eu tô puto.
Muito puto.
E tenho direito de estar.
Não porque perdi ela.
Mas porque perdi tempo acreditando que eu era o problema, quando na verdade eu só estava atrasado pra descobrir a verdade.
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